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Hospedaria Qingyi / Hsu & Du Architects

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© Shan Liang

Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto é uma irenovação localizada na Vila Xianjing, na cidade de Baita, condado de Xianju, província de Zhejiang. A partir da vila, é possível avistar diretamente o Pico Fanzeng, ao sudoeste. Apoiado na paisagem natural das montanhas de Shenxianju, o governo local pretende transformar Xianjing em uma vila dedicada ao desenho e à arte. Para isso, fomos convidados a renovar a antiga escola primária abandonada, com o objetivo de atrair jovens estudantes e artistas para que se hospedem no local e desenvolvam seus esboços nas redondezas. O dormitório para artistas recebeu o nome de Qingyi Lodge. O edifício principal da antiga escola, construído entre as décadas de 1970 e 1980, é uma estrutura de dois pavimentos em alvenaria e concreto. Nossa intenção foi preservar sua forma original, mas insuflar nela uma nova vitalidade.

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Masterplan
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Como dormitório voltado a jovens estudantes e artistas, era essencial potencializar as qualidades paisagísticas do terreno. A principal questão foi como obter a melhor vista do Pico Fanzeng a partir do edifício. Decidimos remover o telhado de madeira danificado e criar um terraço de observação na cobertura, voltado diretamente para a montanha. As antigas salas de aula foram transformadas em unidades de hospedagem, mantendo os trechos de parede entre as janelas e substituindo portas e caixilhos por painéis deslizantes de vidro do piso ao teto. Um novo corredor em estrutura metálica foi implantado no lado norte como acesso às unidades, enquanto o corredor original ao sul foi convertido em uma varanda destinada ao descanso e ao desenho.

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As varandas se abrem para o Pico Fanzeng. Através das aberturas na fachada, os artistas têm uma relação direta com a paisagem. A porção esquerda da varanda foi concebida como área principal de desenho, com claraboias que garantem uma luz mais estável ao longo do dia e em diferentes condições climáticas. No térreo, cada unidade possui um pequeno pátio privativo para desenho. No entanto, a estrutura original da escola — em alvenaria e concreto — impunha limitações significativas de altura e largura. Por isso, projetamos um pequeno salão multifuncional no lado sudeste do edifício existente, destinado a encontros entre professores e alunos e a pequenas exposições informais.

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Seção
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Ao sul da antiga escola havia um pequeno pátio de recreio, separado da estrada da vila por um muro perimetral. Ao longo desse muro, implantamos suavemente uma sequência de coberturas metálicas levemente curvas, que remetem à forma das casas dos moradores. Esses telhados curvos ocultam as roupas estendidas e os objetos acumulados nas portas das casas, ao mesmo tempo em que enquadram estrategicamente as atividades sob a árvore de caqui. Ao caminhar pela via da vila, é possível avistar o refeitório comunitário e a praça dos moradores. Como o muro da escola ficava muito próximo da estrada, a visão na esquina era estreita e tornava a praça quase invisível a partir da entrada da vila. Removemos parte desse muro e projetamos uma série de paredes de diferentes alturas sob uma cobertura curva, formando um sistema de corredores em duas camadas — integrando circulação interna e externa — e um salão multifuncional voltado para o leste.

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O espaço entre o corredor externo e as empenas das casas vizinhas passou a funcionar como um “bolsão social” para descanso, conversas e banhos de sol, como uma extensão da praça em direção à entrada da vila. O corredor interno atua como percurso do pátio da Qingyi Lodge, mantendo a conexão visual com o espaço público da vila.

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Sob as coberturas curvas e leves de aço, entre paredes de diferentes alturas, as pessoas se sentam sobre grossas tábuas de madeira apoiadas em muros baixos de pedra. Lajes antigas coletadas por toda a vila foram reaproveitadas no piso, enquanto samambaias e musgos crescem espontaneamente entre elas. Aqui, idosos ao sol, mulheres conversando nas pausas, turistas e estudantes de arte — moradores e recém-chegados — se encontram sob o corredor. Subindo os degraus ao longo do percurso, o visitante é conduzido até a praça da vila e, mais adiante, para o interior da antiga aldeia.

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Fonte: Archdaily

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