Tecnologia
IAs não têm emoção e precisam de transparência, diz cofundador da Apple
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O cofundador da Apple Steve Wozniak disse nesta terça-feira (20) em evento no Brasil que embora os avanços recentes em inteligência artificial sejam impressionantes, essas tecnologias continuam desprovidas de emoção e intuição.
“Ela entende o que está dizendo? Não. Ela tem algum sentimento ou emoção sobre isso, se é bom ou ruim? Não. Ela apenas aprendeu a devolver respostas”, disse Wozniak em evento da empresa Unico realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Segundo o engenheiro, é preocupante que os sistemas atuais de inteligência artificial (ou algorítmica, como prefere chamar) consigam entregar respostas gramaticalmente impecáveis enquanto se desviam de fatos e geram as chamadas alucinações.
Por isso, Wozniak defende a necessidade de transparência e que os usuários sejam informados sempre que estiverem lidando com conteúdo gerado por IA.
“É assim que revistas científicas publicam artigos científicos e pesquisas diversas. Você sempre precisa ter essas atribuições indicando em qual artigo e pesquisa se obteve uma afirmação na qual está tentando construir uma narrativa. Então, eu fico muito decepcionado quando as coisas não são confiáveis e verdadeiras”, disse o pioneiro da computação.
Ele também afirma que plataformas do tipo deveriam informar qual sistema foi usado, com quais dados foram treinadas e oferecer fontes clicáveis, de forma similar às publicações científicas.
“A IA deveria ser como um repórter apurando informações. Eu gosto dela como uma possível ferramenta de busca na web, mas sempre deve haver um humano para filtrar, analisar, editar, selecionar as partes importantes e ser capaz de expressar o que aprendeu por si mesmo”, disse.
Wozniak, que se descreve como um engenheiro com “pés no chão”, afirmou que tem dificuldade de prever avanços tecnológicos com precisão além de um ou dois anos. Ele disse esperar que a IA traga assistentes pessoais mais eficazes, mas mantém a cautela quanto a sistemas que presumem saber o que é melhor para o usuário.
“Quando começamos a Apple naqueles primeiros anos, quando o mundo todo estava mudando, eu conseguia prever o que aconteceria no próximo ano porque estava trabalhando nisso”, disse.
Wozniak fundou a Apple em 1976 com Steve Jobs e participou do desenvolvimento dos primeiros computadores da marca. O Apple II, de 1977, foi um dos primeiros microcomputadores de sucesso e, segundo o engenheiro, o único que rendeu à empresa algum dinheiro em seus primeiros 10 anos de vida.
“Temos IA agora e então em alguns anos espero que os assistentes pessoais fiquem um pouco melhores do que a Siri e a Alexa e consigam entender coisas que um humano entenderia. Frequentemente eles erram, me entendem mal, e espero que entendam melhor”.
Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Wi-Fi de hotel pode ser um risco oculto para seus dados pessoais
Seja em viagens a trabalho ou a lazer, usar o Wi-Fi do hotel costuma ser a solução mais prática para se manter conectado sem gastar dados móveis. Em muitos países, essa rede é praticamente a única alternativa para falar com familiares, amigos ou colegas de trabalho. O que muita gente ignora é que, na maioria das vezes, o Wi-Fi de hotéis oferece baixos níveis de segurança e pouca proteção à privacidade dos usuários.
Especialistas alertam que essas redes costumam operar com equipamentos desatualizados ou com configurações frágeis. Em alguns casos, sequer exigem senha para acesso, o que permite que qualquer pessoa se conecte. Mesmo quando o hotel pede um e-mail ou número do quarto, isso não garante proteção real, já que esse tipo de barreira pode ser facilmente burlado por criminosos com conhecimentos técnicos.
O risco não é apenas teórico. Hackers conectados à mesma rede podem interceptar comunicações, monitorar dados trafegados e até infectar dispositivos com programas maliciosos. Isso significa que mensagens, senhas, fotos e informações sensíveis podem ser capturadas sem que o hóspede perceba.
Caso não seja possível evitar o uso do Wi-Fi do hotel, algumas precauções são essenciais. A primeira delas é confirmar com a recepção qual é o nome correto da rede. Criminosos costumam criar pontos de acesso falsos, com nomes semelhantes aos do hotel, justamente para enganar usuários e capturar dados.
Outra medida importante é manter o celular ou computador protegido com antivírus atualizado e, sempre que possível, utilizar uma VPN paga, que criptografa a conexão e dificulta a espionagem digital. Soluções gratuitas, em geral, oferecem menos garantias de segurança.
Também é recomendável limitar o tipo de atividade realizada nessas redes. Evite acessar aplicativos de bancos, fazer compras online, entrar em serviços de streaming logados ou consultar e-mails pessoais e profissionais. O uso deve se restringir a navegação básica, como leitura de notícias, pesquisas gerais ou vídeos, preferencialmente sem login.
Em tempos de conexão constante, a comodidade do Wi-Fi gratuito pode sair cara. Adotar cuidados simples pode fazer a diferença entre uma viagem tranquila e um grande problema de segurança digital.
Tecnologia
Astronautas iniciam retorno à Terra após problema médico
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pouco depois das 19h20, desta quarta-feira (14), os astronautas da missão Crew-11, que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), iniciaram o retorno para a Terra com a nave Dragon, da SpaceX. O regresso ao planeta deve estar completo por volta de 5h40 de quinta (15).
A volta à Terra teve que ser antecipada devido a um problema de saúde sério de um dos integrantes da missão. Trata-se da primeira vez que a Nasa antecipa a votla de uma missão da ISS por questões de saúde.
O processo de retorno com a nave Dragon é autônomo, ou seja, não necessita de ações dos astronautas presentes no veículo. Após desacopalhar da Estação Espacial Internacional, a nave ativará seus motores para se afastar da ISS e iniciar um percurso que, eventualmente, a levará ao seu local de pouso.
Fazem parte da Crew-11 os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa; o japonês Kimiya Yui, da Jaxa; e o russo Oleg Platonov, da russa Roscosmos. A missão está na ISS desde agosto de 2025 e se estenderia até maio.
A detecção do problema de saúde ocorreu na quarta-feira passada. Como de costume na Nasa, não foram revelados detalhes sobre quem é o astronauta afetado ou qual a condição está sendo enfrentada.
Apesar do retorno antecipado, a Nasa afirma que o quadro de saúde do astronauta é estável.
“Há uma questão pendente sobre qual é o diagnóstico. Isso significa que há alguns riscos em manter esse astronauta a bordo e estamos sempre do lado da saúde e do bem-estar do astronauta”, James Polk, chefe da área de saúde da Nasa, durante uma entrevista coletiva para a imprensa na semana passada.
A ISS possue equipamentos médicos e os astronautas possuem treinamento para uso deles, além de alguns possuíram formação médica. Mesmo assim, o que há de disponível na estação espacial não é o suficiente para avaliar satisfatoriamente a situação, o que levou à opção pelo retorno antecipado.
Polk também afirmou que a condição médica do astronauta não tem relação com atividades realizadas na ISS.
Uma caminhada espacial de mais de 6h que seria feita na semana passada pelos astronautas Fincke e Cardman foi cancelada.
Após o retorno da Crew-11, o comando da estação espacial ficará sob a supervisão do cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov, que permanecerá na ISS junto a Sergei Mikaev, também da Rússia, e Chris Williams, da Nasa.
Uma nova missão tripulada para a ISS está programada para 15 de fevereiro, mas a Nasa trabalha para antecipar o cronograma. Essa missão, a Crew-12, terá quatro integrantes: Jessica Meir e Jack Hathaway, da Nasa; Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês); e Andrey Fedyaev, da Roscosmos. A previsão é que eles fiquem na estação espacial por nove meses.
Tecnologia
Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime
A SpaceX, empresa de Elon Musk, passou a oferecer acesso gratuito à internet por meio do sistema de satélites Starlink no Irã. A informação foi divulgada por ativistas que atuam para manter a comunicação da população iraniana com o exterior após o bloqueio da internet imposto pelo governo.
Mehdi Yahyanejad, ativista iraniano radicado em Los Angeles e envolvido no envio de equipamentos ao país, afirmou à Associated Press que o serviço já está funcionando sem custo para os usuários. Segundo ele, testes foram realizados com terminais recém-ativados dentro do Irã, confirmando a liberação do acesso.
Outros ativistas também relataram nas redes sociais que a assinatura gratuita está operacional. Em comunicado, Yahyanejad declarou que o funcionamento pleno do serviço foi verificado em território iraniano, em meio às restrições impostas pelo governo local.
Atualmente, a Starlink tem sido uma das poucas alternativas para que iranianos consigam se comunicar com o exterior desde que as autoridades interromperam o acesso à internet na noite de quinta-feira passada. O bloqueio ocorreu após a intensificação dos protestos em várias regiões do país e o início de uma repressão violenta contra manifestantes.
A SpaceX não comentou oficialmente, até o momento, a liberação do serviço gratuito. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretendia conversar com Elon Musk para discutir o reposicionamento de satélites Starlink com o objetivo de manter a internet ativa no Irã.
Com a internet fora do ar, a avaliação independente do alcance das manifestações se tornou mais difícil, embora moradores tenham conseguido retomar chamadas internacionais nos últimos dias.
O Irã vive uma onda de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerã por comerciantes e setores da economia afetados pela desvalorização do rial e pela inflação elevada. As manifestações se espalharam rapidamente para mais de 100 cidades. A inflação anual supera 42%, e, no último ano, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar, em um cenário agravado por sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU em razão do programa nuclear do país.
Embora o governo tenha reagido inicialmente com cautela, a repressão foi intensificada nas semanas seguintes. Manifestantes passaram a ser classificados pelas autoridades como terroristas ligados aos Estados Unidos e a Israel, e há relatos de condenações à morte de pessoas detidas durante os atos.
Segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, organização criada por iranianos no exílio, o número de mortos nos protestos já chega a pelo menos 2.571. Do total, 2.403 seriam manifestantes e 147 teriam ligação com o governo. A entidade informou ainda que ao menos 12 crianças morreram e que o número de presos ultrapassa 18.100.
Fontes: Notícias ao Minuto
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