Engenharia
Impressionante! Sobrado de vila industrial foi construído em terreno estreito de 4m x 18m
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Um casal de triatletas tinha o sonho de morar em uma vila. Ao encontrarem esta casa próxima ao Parque Ibirapuera, em São Paulo, chamaram o escritório RUA 141, comandado pela arquiteta Mona Singal, para o desafio do desenvolvimento do projeto no terreno estreito de 4m x 18m.
A casa geminada existente era muito fragmentada e com pouco aproveitamento dos espaços, pé-direito baixo, escura e com aberturas pequenas. “Tinha uma escada robusta em concreto que era uma ruptura na área social e ocupava grande parte dela”, menciona Mona.
Depois de algumas visitas à casa, os clientes optaram pelo caminho da demolição da construção existente e da execução de uma nova casa. Começava então uma corrida contra o tempo, já que a primeira bebê do casal estava a caminho.
O pedido era uma casa aconchegante e com o estilo industrial, conectada à natureza, onde pudessem reunir os amigos e futuramente os filhos pudessem desfrutar.
“Um dos principais pedidos do casal, foi considerar as cinco bicicletas deles no partido do projeto, para que elas estivessem integradas aos ambientes e ficassem em destaque na casa”, explica a arquiteta.
Uma nova estrutura metálica foi erguida, junto às lajes treliçadas. As paredes estruturais laterais de tijolinhos, que fazem a divisa com as casas vizinhas, foram as únicas mantidas.
A área construída final da casa é de 135 m² e o período de duração da obra foi de um ano e meio. O imóvel é composto por dois volumes conectados por passarelas metálicas e três pavimentos. No centro, fica o jardim com a bela árvore Araçá, cuja função é colaborar com o conforto térmico.
Quintais e jardins lindos para aproveitar e curtir com a família
A integração entre os ambientes no térreo foi fundamental para trazer amplitude para a casa, possibilitando a ventilação cruzada e a entrada de luz natural, já que o terreno é muito estreito.
Por fim, a escada metálica com chapa dobrada e guarda-corpo em chapa perfurada conecta os pavimentos. O piso de madeira Tauari, na paginação espinha de peixe, e os caixilhos em madeira freijó aquecem a composição.
No pavimento superior a circulação linear conecta a suíte master ao quarto e ao banheiro. “Neste eixo criamos a claraboia para trazer a luz natural e um pedaço do céu para dentro da casa”, explica a profissional.
A suíte master fica voltada para a fachada principal, com uma generosa janela de correr.
Subindo a escada fica o rooftop, com acesso feito por uma cobertura metálica com vidro, motorizada e deslizante, possibilitando a entrada da iluminação natural nesta área da escada.
“Desenvolvemos nesse pavimento a área gourmet para receber os amigos e uma área de estar com pufes bem aconchegantes, rodeada pelo paisagismo”, comenta.
Criamos um pequeno oásis cujo perímetro é composto por floreiras. O paisagismo ganha destaque e torna-se o elemento fundamental para criar privacidade em relação às outras casas, além de aproximar os moradores da natureza.