Arquitetura
Interface Intermodal de Lousada / spaceworkers

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A intervenção planeada localiza-se na zona norte de Lousada, uma área em crescimento onde estão a ser propostos novos aglomerados residenciais, espaços culturais e uma rede rodoviária alargada para integrar as infraestruturas existentes. O local da intervenção tem uma forte dinâmica cultural, apoiada pelo Conservatório de Música e, mais recentemente, pela abertura do Centro de Interpretação do Românico. Este novo centro cultural contribuiu para a revitalização da zona e para a expansão norte de Lousada, reforçando a sua identidade como um importante distrito cultural.

Com base na presença deste marco cultural e na futura Praça Românica, que será construída atrás do Centro de Interpretação Românica, este local surge como o local ideal para o novo centro de transporte intermodal da cidade. O objetivo é melhorar a mobilidade urbana, preservando o caráter tranquilo e autêntico da cidade.

O edifício proposto foi concebido para ser um “habitante silencioso” de Lousada — não para passar despercebido, mas para garantir que a sua presença não perturba a mobilidade da cidade, seja para peões ou veículos. Estrategicamente posicionado, fica próximo do centro sem o invadir, mantendo também a proximidade das principais estradas que ligam Lousada aos municípios vizinhos, evitando assim que o tráfego de autocarros congestione o centro histórico da cidade. Este novo eixo, reforçado pelo centro de transportes, tornar-se-á sem dúvida um marco significativo em Lousada, facilitando o fluxo dos transportes públicos e reforçando as ligações com os municípios vizinhos, aumentando, em última análise, a competitividade regional da cidade.

A estrutura proposta segue o princípio “a forma segue a função”, proporcionando uma resposta clara e eficiente ao seu objetivo: oferecer aos passageiros uma área de espera protegida, garantindo ao mesmo tempo um embarque e desembarque tranquilos, tudo isso sem perturbar a rede viária circundante. Apesar de seu tamanho, o projeto busca minimizar seu impacto, preservando a dinâmica urbana e mantendo a conectividade dos pedestres entre as várias ruas que cruzam este novo nó urbano.

Para isso, a estrutura foi projetada com um único ponto de contato com o solo, reduzindo sua área ocupada e liberando física e visualmente o espaço restante. O telhado, elemento visualmente dominante, foi cuidadosamente projetado com aproximadamente 35% de sua superfície em vidro, garantindo transparência e, consequentemente, a sensação desejada de permeabilidade urbana.

O programa interno da estrutura que sustenta o telhado está dividido em três áreas funcionais essenciais: uma área de espera, um espaço de armazenamento e instalações sanitárias. A área de espera, com aproximadamente 30 m², está equipada com bancos de alumínio para maior conforto, bem como telas montadas na parede que exibem informações essenciais sobre viagens. Este espaço oferece acesso direto a uma área de armazenamento restrita e a um banheiro público, que possui um sistema automático de autolimpeza.

A proposta limita-se ao essencial, concentrando-se nos espaços funcionais necessários ao funcionamento do centro intermodal, incorporando simultaneamente uma abordagem arquitetónica que valoriza o local. Através do seu volume e design, o edifício pretende conferir um caráter renovado e contemporâneo à zona, estabelecendo-se como um marco importante em Lousada.

Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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