Arquitetura
Jardim de Infância Los Nogales / taller de arquitectura de bogotá

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Esta pré-escola é composta por uma edificação de dois níveis formada a partir de três volumes autônomos dispostos em configuração triangular. Essa organização permite estabelecer três conexões principais com o campus: a entrada, o acesso à biblioteca e o vínculo com o parque. A arquitetura adota formas orgânicas, evitando arestas retas e privilegiando curvas, o que confere maior fluidez e suavidade aos espaços.


Os três volumes abrigam as salas de aula, além de espaços de serviço destinados ao corpo docente e áreas de apoio às atividades acadêmicas. Todos esses ambientes são articulados por uma ampla cobertura dobrada em concreto armado. As dobras dessa cobertura enriquecem a experiência espacial interna e dialogam com a geometria criada pelas paredes anguladas, resultando em uma composição coerente e dinâmica.


Em elevação, o volume se organiza em duas partes distintas: uma base composta por volumes em tijolo e um coroamento constituído por uma faixa envidraçada e pela cobertura dobrada. Os acessos que conectam a entrada principal à biblioteca são marcados por janelas de pé-direito duplo, que asseguram conforto térmico e qualidade ambiental. Já o acesso ao parque é totalmente aberto, promovendo continuidade visual e física entre o exterior e a ágora interna.

As circulações e as paredes foram projetadas para que a experiência das crianças fosse permeada pela surpresa e pela capacidade dos elementos arquitetônicos de estimular a brincadeira. Um exemplo emblemático é a rampa suspensa que desce da cobertura até o pátio central, funcionando como o principal acesso ao segundo nível. Sua inclinação acentuada não apenas facilita a subida das crianças, mas também as convida a correr e explorar o espaço de forma lúdica e espontânea.


Como premissa pedagógica e operacional, o projeto se organiza em torno de um amplo espaço central: uma ágora de encontro coletivo, protegida da chuva e circundada pelas salas de aula — um ambiente pensado para estimular a convivência e o senso de comunidade. Esse espaço é delimitado por um sistema de circulações perimetrais ao pátio triangular, que distribui e articula o acesso às diferentes salas.


O conjunto material resulta da combinação entre a argila de tonalidade arenosa dos tijolos de grande formato e os acabamentos em madeira presentes nos forros e pisos, compondo uma paleta cromática homogênea e acolhedora. Como complemento, cores pontuais são aplicadas de forma moderada no mobiliário, evitando o excesso cromático frequentemente observado em edificações escolares voltadas às primeiras infâncias.

A estrutura mista, composta por concreto armado e alguns pilares metálicos, se organiza a partir de uma série de colunas de seção circular. Essa solução permite desvincular completamente as paredes da estrutura, criando uma envoltória dilatada sob a cobertura e evidenciando a individualidade de cada elemento arquitetônico.

Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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