Arquitetura
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões

Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada milhões: Burt Ward e Adam West (foto acima)
Reprodução
Um leilão para entrar para a história. No último dia 24 de outubro, um evento promovido pela Heritage Auctions, nos Estados Unidos, surpreendeu o mundo dos colecionadores e fãs de cultura popular. Uma coleção icônica de figurinos de séries de TV alcançou o valor impressionante de US$ 3,2 milhões (R$ 17,2 milhões, na cotação atual). As peças faziam parte do acervo do médico e colecionador de cultura pop Stewart Berkowitz (1959–2024).
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões
Divulgação/Heritage Auctions
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Divulgação/Heritage Auctions
Entre os 300 lotes, o destaque foi o conjunto de trajes originais da série Batman (1966–1968): os figurinos usados por Adam West (1928–2017), como Batman, e por Burt Ward, como Robin, foram arrematados por US$ 575 mil (R$ 3 milhões).
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões: Lynda Carter (foto acima)
Reprodução
A famosa vestimenta da Mulher-Gato, usada por Julie Newmar, chegou a US$ 68,75 mil (R$ 369,5 mil), enquanto o figurino do Coringa, interpretado por Cesar Romero (1907–1994), alcançou US$ 212 mil (R$ 1,1 milhão).
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões
Divulgação/Heritage Auctions
Outros itens célebres também foram bastante disputados. Uma peça usada por Lynda Carter na série Mulher-Maravilha (1976–1979) foi vendida por US$ 225 mil (R$ 1,2 milhão). Já o uniforme do Capitão Kirk, personagem vivido por William Shatner na série Jornada nas Estrelas (1966–1969), foi arrematado por US$ 62,5 mil (R$ 335,9 mil).
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R 17 milhões: William Shatner (foto acima)
Reprodução
O sucesso do evento teve um significado especial para os familiares de Berkowitz. “Gerenciar a coleção do meu pai após seu falecimento foi uma tarefa assustadora. Creio que ele estava sorrindo lá de cima, vendo todo o interesse por programas de televisão clássicos e ajudando outros colecionadores a construir suas coleções”, disse Jordan Meddy, filho do oncologista.
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões
Divulgação/Heritage Auctions
“Este leilão representou uma vida inteira de amor por esses programas. Foi uma declaração de amor à era de ouro da televisão. Stewart Berkowitz construiu esta coleção movido por pura paixão pelos programas e personagens que definiram uma época. Ver colecionadores do mundo todo responderem com tanto entusiasmo — e ver peças icônicas de Batman, Mulher-Maravilha, Happy Days e Star Trek encontrarem novos lares — foi incrivelmente gratificante. Isso reafirma que as histórias e os heróis da TV clássica continuam a inspirar gerações”, completou Joe Maddalena, vice-presidente da Heritage Auctions.
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões: Cesar Romero (foto acima)
Divulgação/Heritage Auctions
Leilão com trajes originais de ‘Batman’ e ‘Mulher-Maravilha’ arrecada mais de R$ 17 milhões
Divulgação/Heritage Auctions
Veja fotos da coleção de Stewart Berkowitz:
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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