Arquitetura
Leo Romano abre sua casa de campo centenária em Goiás
Do mobiliário original, só restou um banco na chapelaria. “Compus tudo de forma muito livre, sem regras, com objetos que faziam parte do meu cotidiano e tinham sinergia com a fazenda”, detalha. A casa pedia cor e tinha, no passado, um tom de amarelo desbotado com verde, que parecia jamais ter sido retocado. Os afrescos internos caíram no dia em que a residência foi colocada no eixo: “Aquele foi um momento simbólico, para começar um ciclo novo”. Agora em branco e azul, ela segue a arquitetura colonial goiana com forros pintados – o da cozinha, de laranja, acompanhando o piso de cimento queimado amarelo. Ali, ele prepara comidinhas ao lado do marido, o arquiteto Marcelo José Trento Costa, no mesmo ritmo em que a obra foi feita, sem pressa, com equipe pequena. “Quando estamos aqui, à noite, desligamos todas as luzes e sentamos na praça da lareira. Dali, contemplamos o céu estrelado que podemos chamar de nosso infinito particular”, compartilha Marcelo.