Política
Lindbergh é ouvido pela PF em inquérito sobre Eduardo Bolsonaro e cobra atuação do governo Lula
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta segunda-feira (2) que entregou à Polícia Federal documentos e mais de 600 manifestações do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que, segundo o petista, caracterizariam vários crimes, como coação, obstrução de Justiça e atentado violento contra o Estado democrático e Direito.
Lindbergh foi autor do pedido que resultou na abertura de investigação, na semana passada, sobre a atuação no exterior do filho 03 de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apura a articulação feita por Eduardo nos Estados Unidos para que haja sanção ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A ordem de abertura da investigação partiu do próprio Moraes.
O deputado petista disse que a situação é muito grave e que “estamos caminhando para uma crise diplomática seríssima”.
“Não tem como o governo brasileiro ficar de braços cruzados se houver uma retaliação contra o ministro do Supremo, em cima de uma lei que é usada contra ditaduras, com discurso falso, que aqui é uma ditadura. Isso vai ter consequências aqui no Brasil.”
Ele ainda disse que “o Itamaraty tem que trabalhar porque as consequências, na hipótese de haver uma sanção” serão muito ruins para o Brasil.
“Vai ter que ter uma reação. Porque não existe isso. Imagina se o ministro Alexandre Moraes sofrer uma sanção como essa, que pode bloquear cartões de crédito, contas pessoais. Eu acho que o Brasil e Itamaraty têm que se movimentar antecipadamente”, afirmou.
O deputado do PT também afirmou que Eduardo está atrapalhando a investigação, o que é “um crime continuado”, já que depois do 8 de Janeiro, “eles continuam atacando as instituições”.
“Na nossa avaliação, a conduta de Eduardo Bolsonaro ainda é a mesma. Qual a diferença do que Eduardo Bolsonaro faz com um daqueles golpistas que depredou o Supremo? É uma depredação simbólica do Supremo. Uma articulação internacional para sancionar ministro do Supremo, procurador-geral, delegados da Polícia Federal. É isso que está sendo feito.”
O parlamentar afirmou que quis mostrar aos investigadores “o nexo de causalidade entre as movimentações dele e vários fatos que aconteceram depois”. E disse também que fez um pedido cautelar de bloqueio dos bens de Bolsonaro -o ex-presidente já afirmou que ajuda a manter o filho nos Estados Unidos.
“Na nossa avaliação, o Eduardo Bolsonaro, quando a gente fala em coação no curso do processo, quer proteger o pai dele e os envolvidos na trama golpista. É uma forma de manutenção dessa organização criminosa, fora do país”, disse o líder do PT.
Ao defender a investigação junto ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o filho do ex-presidente Bolsonaro pode ter cometido os crimes ao atuar, nos Estados Unidos, junto a autoridades estrangeiras, contra “integrantes do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal”.
O chefe da PGR mencionou a ofensiva de Eduardo para que o governo Donald Trump aplique sanções contra Moraes.
O ministro acatou o pedido de Gonet na semana passada e determinou a abertura do inquérito com o objetivo de apurar os supostos crimes de coação, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de Direito. O depoimento de Jair Bolsonaro está previsto para quinta-feira (5).
Política
Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.
As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.
Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.
Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.
Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.
Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.
No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.
Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.
Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.
Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.
O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.
O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.
O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.
Fonte: Notícias ao Minuto
Política
PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante
A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.
A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.
No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.
Política
PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.
“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.
Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.
“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.
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