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Política

Lulistas querem aproveitar pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para avançar sobre centrão

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CATIA SEABRA E CAIO SPECHOTO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Integrantes do governo Lula (PT) avaliam que o lançamento de Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial facilitará uma investida sobre os partidos do centrão, seja essa candidatura para valer ou não.

Embora se dividam sobre as reais intenções do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lançar o nome do filho, aliados de Lula enxergam uma oportunidade de flerte com partidos que hoje integram o governo, mas ameaçavam se unificar em torno do nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes do centrão avaliam que a aposta de Bolsonaro em Flávio visa a sobrevivência política da família e pode culminar no isolamento do pré-candidato.

Nesse cálculo, a dispersão da direita permitiria a costura de acordos ao menos pela neutralidade dos partidos do centro, a exemplo do que aconteceu com o PSD em 2022.

Ministros de Lula trabalham com duas hipóteses para a decisão de Bolsonaro. Uma ala do governo avalia que o ex-presidente estaria interessado apenas em preservar seu cacife político até o ano que vem para negociar seu apoio a outro candidato em melhores condições. Nesse caso, Flávio também sairia ganhando ao manter seu nome em evidência desde já com vistas à campanha para tentar se reeleger ao Senado.

Na equipe de Lula, há também quem aposte na veracidade da candidatura de Flávio como forma de manter todo o capital político dos Bolsonaros com a família, ainda que sob risco de derrota para Lula nas eleições. A estratégia seria impedir a diluição desse espólio entre candidatos de centro.

Um setor dos lulistas que aposta na candidatura de Flávio em 2026 avalia que ela mira, na verdade, 2030. Esse raciocínio parte do pressuposto de que adversário que for com Lula para o segundo turno, caso o petista seja reeleito, liderará a oposição nos quatro anos seguintes e será um nome consolidado para a eleição posterior.

Esses colaboradores de Lula concordam em um ponto: o nome de Bolsonaro voltou ao centro do debate eleitoral no momento em que Tarcísio monopolizava as atenções à direita.

Aliados do presidente da República lembram que, em suas conversas, ele repete que não escolhe adversários. Mas a novidade exigirá uma mudança na sua comunicação.

Hoje focada nas críticas à gestão de Tarcísio e na apresentação do governador de São Paulo como candidato do sistema, a estratégia irá enfatizar a comparação com o governo Bolsonaro.

A tônica de não escolher adversário não impede que aliados do presidente se manifestem. O ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, por exemplo, provocou Flávio no X, antigo Twitter. “Lula derrotou Bolsonaro em 2022. Agora vamos derrotar o filho em 26. Só não vai desmaiar no debate, Flávio Bolsonaro!”, disse o ministro, em referência a debate na campanha de 2016.

O PT, partido de Lula, hesita em começar a se organizar desde já para uma campanha eleitoral com Flávio como adversário porque a cúpula da legenda não tem certeza que ele irá mesmo concorrer a presidente.

Dirigentes petistas avaliam que o grupo político bolsonarista passa por mudanças constantes. O mais prudente, para eles, seria esperar até as candidaturas estarem mais definidas, do meio para o fim do primeiro semestre do ano que vem, e aí decidir o que fazer.

Caso o cenário com Flávio se consolide, os correligionários de Lula veem uma possibilidade maior de obter apoio de outras legendas para a candidatura do presidente à reeleição, já que o senador carregaria desde o início da campanha o alto nível de rejeição de Bolsonaro.

Petistas também observam que candidatos a governador, senador e deputado aliados de Lula ganhariam mais força no Nordeste e no Pará, além do norte de Minas Gerais, com uma candidatura de Flávio. São regiões onde Bolsonaro perdeu o segundo turno em 2022 e que costumam rejeitar o grupo político do ex-presidente.

Leia Também: Responsáveis da minuta do golpe de Estado começam a ser julgados



Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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