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Melhores videoclipes de Lady Gaga: 11 joias criativas que combinam design, moda e teatro

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Da mansão dourada de Bel Air em Paparazzi ao clube brutalista de Abracadabra e uma prisão de inspiração punk em Telephone, estes videoclipes moldaram a estética do pop contemporâneo Lady Gaga está no Brasil para se apresentar na praia de Copacabana, em um megashow gratuito da turnê Mayhem, seu oitavo álbum de estúdio. Inspirados pelo universo little monster, resolvemos explorar os cenários dos melhores videoclipes da estrela – de castelos opulentos a paisagens distópicas de boates – cujos universos arquitetônicos definiram sua linguagem visual.
Se o seu primeiro contato com Gaga foi a aparição relâmpago em The Hills, onde ela lutava com um zíper quebrado nos bastidores, ou o momento em que ela explodiu com Just Dance em 2008, com franja loira platinada e bastão de discoteca na mão, uma coisa ficou imediatamente clara: ela não era apenas mais uma estrela pop. Por mais de 15 anos, Stefani Joanne Angelina Germanotta reinou como uma das visionárias mais ousadas da música pop, equilibrando arte de vanguarda com inegável apelo comercial. No centro de seu legado está o mundo que ela construiu meticulosamente ao seu redor, um universo onde música, cenografia, moda e performance se chocam sob o guarda-chuva criativo da Haus of Gaga.
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Seus visuais não são simplesmente videoclipes. São arte elevada envolta em espetáculo, misturando narrativas excêntricas com uma pitada de controvérsia. Aqui estão os melhores videoclipes de Lady Gaga.
Abracadabra
Abracadabra
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Na mais recente produção visual de Lady Gaga, Abracadabra, 40 dançarinos se movem com precisão elétrica dentro do mundo conceitual do Club Mayhem – uma visão que a coreógrafa Parris Goebel (a mente por trás do show espacial de Rihanna no Super Bowl) estava determinada a dar vida. Fiel ao seu estilo, Gaga atendeu ao pedido de Goebel por um espaço físico em vez de recorrer a uma tela verde. A coreógrafa acreditava que um ambiente tangível ajudaria os dançarinos a se envolverem totalmente com o movimento, o que levou à construção de um piso de molas para proteger os artistas durante os exaustivos ensaios de 14 horas. O resultado? Um clube brutalista monolítico, de outro mundo, com estruturas geométricas imponentes, tons escuros e superfícies metálicas desgastadas, um espaço que combina sem esforço o espetáculo distópico com uma fantasia underground inspirada em Berghain. Se o videoclipe de Abracadabra parece familiar em termos de moda, é porque lembra, ao menos estilisticamente, outras obras-primas de Gaga: Alejandro e Bad Romance.
Paparazzi
Voltando a 2009, Paparazzi é considerado o primeiro verdadeiro curta-metragem no repertório de Lady Gaga, explorando temas como fama, morte e o impacto destrutivo da cultura de celebridades. Filmado na Villa de León, em Malibu, e no Chateau d’Or, em Bel Air, quando a estrela ainda estava apenas começando sua ascensão meteórica, os locais foram escolhidos por seu rico patrimônio arquitetônico. Os espectadores mais atentos notarão referências a Um Corpo que Cai, de Hitchcock, e Metrópolis, de Fritz Lang, entrelaçadas na glamourosa abertura com Gaga e Alexander Skarsgård – estabelecendo a linguagem visual hiperestilizada que se tornaria sua assinatura.
Telephone ft. Beyoncé
Telephone ft. Beyoncé
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Apenas no mundo de Lady Gaga uma onda de assassinatos poderia se transformar em alta moda. Este minifilme de quase 10 minutos, lançado em 2010, continua de onde Paparazzi parou – desta vez com estética ainda mais ousada e uma colaboradora superstar. Inspirado por clássicos de Tarantino como Kill Bill e Pulp Fiction, o vídeo abraça a violência exagerada, cores saturadas e uma pegada rebelde de road movie. A prisão abandonada de Lincoln Heights, na Califórnia, foi transformada em uma prisão de inspiração punk, enquanto o Four Aces Motel, em Palmdale, serviu de cenário perfeito para uma lanchonete retrô-americana. A sequência final – Gaga e Beyoncé acelerando por uma rodovia deserta com um “To be continued” – evoca o espírito de Thelma & Louise, com um toque pop inconfundível. Será que Telephone Part 2 vai acontecer? Fique ligado.
Judas
Judas
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Com Lady Gaga encarnando Maria Madalena, o videoclipe de Judas reimagina narrativas bíblicas com grandiosidade teatral. A diretora Laurieann Gibson transformou o cenário do Velho México, da Universal Studios Hollywood, em uma Jerusalém estilizada, com iluminação dramática e imagens religiosas provocativas. O momento mais tecnicamente ambicioso do vídeo acontece durante uma sequência de enchente, onde Gaga é engolida por ondas – feito alcançado ao reaproveitar inteligentemente a atração Flash Flood da Universal, criando um interlúdio em câmera lenta inesquecível que consolidou Judas como um de seus conceitos visuais mais ousados. Se o tema provocador de Judas parece familiar, talvez Gaga deva um agradecimento a Madonna.
Disease
Disease
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Em Disease, o primeiro single de seu oitavo álbum Mayhem, Lady Gaga apresenta uma narrativa sombria em que múltiplas versões de si mesma lutam por domínio – uma em um traje fetichista de alta costura, outra envolta em ataduras como prisioneira. A diretora Tanu Muino ambienta esse drama psicológico na aparente tranquilidade de um bairro suburbano ensolarado, após um acidente de carro. As casas construídas especialmente para o clipe têm paredes móveis que, gradualmente, se fecham sobre Gaga, que – naturalmente – não perde nenhum passo da coreografia, apesar do mundo desabando ao seu redor. O tom gótico-pop remete à era The Fame Monster, funcionando como uma referência nostálgica e uma evolução ao mesmo tempo. Após os incêndios em Los Angeles, o videoclipe parece estranhamente profético.
G.U.Y.
G.U.Y.
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Este retorno à era clássica e sem brilho do Artpop parece o auge de seu comentário sobre poder, excesso e a inevitável queda da fama superficial. Filmado no icônico Hearst Castle, na Califórnia – com seus interiores opulentos, colunas de mármore e escadarias grandiosas – o local não poderia ser mais adequado para tal declaração. A piscina e os jardins do castelo criam a atmosfera surreal e quase sinistra que permeia o vídeo. A escalação das Real Housewives of Beverly Hills, com Andy Cohen supervisionando do alto, adiciona uma camada afiada de comentário cultural sobre a fachada glamorosa, o controle invisível e a natureza efêmera da Califórnia.
Million Reasons
Antes de Margot Robbie ressuscitar o rosa da Barbie, havia Lady Gaga em Million Reasons e, antes de Beyoncé (finalmente) ganhar um Grammy por seu disco country Cowboy Carter, Gaga já vivia seu sonho western… também em Million Reasons. No panteão dos melhores videoclipes de Lady Gaga, este parece uma história linear simplificada, de volta ao básico. E é exatamente aí que reside seu apelo. Este vídeo mostrou um novo lado, mais suave, de Gaga – perfeitamente cronometrado para o mundo apreciar suas habilidades de atuação em Nasce Uma Estrela, o filme vencedor do Oscar, que veio logo após seu álbum Joanne, com toques country.
911
911
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
O vídeo de 911 deu vida a um conceito que o diretor Tarsem Singh imaginava havia 25 anos – uma jornada alucinatória após uma experiência de quase morte, onde cada visualização revela detalhes sutis que levam à reviravolta final. Filmado sob um calor escaldante de 118°F (cerca de 48°C) no Veluzat Movie Ranch, em Santa Clarita, os cenários apresentam areias brancas desbotadas pelo sol e paredes de adobe que evocam paisagens desérticas do México, servindo como tela em branco para figurinos ousados. O banquete visual se inspira em clássicos do cinema, como 8½, de Fellini, A Montanha Sagrada, de Jodorowsky, e A Cor da Romã, de Parajanov –, criando uma narrativa rica em camadas que recompensa a repetição.
The Edge of Glory
The Edge of Glory
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Em um momento de simplicidade revigorante, Gaga descreveu sua visão para The Edge of Glory como um “conjunto de suéter” – um reconhecimento de si mesma e de sua jornada, mostrando-a simplesmente dançando do lado de fora do apartamento em Nova York onde sua carreira começou. Este conceito intimista ganhou vida em um set de arenito marrom nos estúdios da Universal, em Hollywood, capturando uma noite banhada por néons com fumaça saindo de janelas iluminadas por luzes de discoteca. Quando Lady Gaga surge na escada de incêndio, o mundo ao seu redor parece simultaneamente vazio e vibrante – uma metáfora visual perfeita para a reflexão pessoal e uma homenagem às suas raízes novaiorquinas.
Rain On Me
Rain On Me
Universal Music Group/Reprodução AD Índia
Nem todos os sets dos videoclipes de Lady Gaga são construções físicas – alguns, como Rain On Me, misturam produção elaborada com arte digital. Filmado em Los Angeles, em fevereiro de 2020, pouco antes do lockdown na Califórnia, o vídeo se passa em uma cidade futurista com estruturas metálicas e luzes neon. Enquanto Gaga e Ariana Grande dançam sob chuvas torrenciais, seus figurinos encharcados e as luzes piscando amplificam a intensidade emocional da música. Os críticos não erraram ao apontar influências de Blade Runner, Mortal Kombat e Bayonetta – referências visuais habilmente apropriadas e ousadamente reinventadas para criar um espetáculo cinematográfico que parece tanto familiar quanto totalmente novo.
Applause
Applause é uma declaração legítima da cultura pop – uma obra que exige ser tanto dissecada quanto admirada. Inspirando-se em uma gama eclética de influências – da graça clássica de Botticelli ao estilo teatral de John Galliano – o vídeo funde arte clássica, estética do cinema mudo e arte marginal japonesa com sensibilidade fashionista. As primeiras imagens mostram um chapéu absurdamente grande com a inscrição “Lady Gaga” – uma referência lúdica à arte ready-made de Marcel Duchamp (e talvez uma piscadela sutil ao estilo de Galliano). Filmado durante três dias nos estúdios da Paramount Pictures em Hollywood, em julho de 2013, a peça canaliza o charme sombrio do cinema de horror e do cinema mudo, encarnando perfeitamente a capacidade camaleônica de Gaga de se transformar, sem nunca deixar de ser inconfundivelmente ela mesma. Outro clássico perdido da era Artpop.
*Matéria publicada originalmente na AD Índia.



Fonte: Casa Vogue

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