Arquitetura
Mesquita As-Salam / Archeground Ltd.

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Geometria Sagrada nos Trópicos – No ambiente tranquilo e rural de Ramgoti, em Lakshmipur, Bangladesh, a Mesquita As-Salam Jame se ergue como um gesto modesto, mas significativo — uma oferta arquitetônica que reflete as aspirações espirituais de uma comunidade enquanto responde aos desafios do clima e do contexto. Em vez de buscar grandeza, o projeto é moldado pela empatia, pelo conhecimento vernacular e por uma profunda compreensão do lugar.

O projeto se inspira na moradia bengali tradicional, onde platôs elevados, formados pela terra escavada de poços, protegem as casas das inundações sazonais. No mesmo espírito, a mesquita é construída sobre um platô semelhante, ancorando a arquitetura na resiliência local e elevando tanto a estrutura quanto o espírito. A mesquita consiste em dois salões de oração: o Salão Oeste, um espaço de um andar para orações diárias, e o Salão Leste, um volume de dupla altura usado durante Jummah, Eid e para Maqtab (educação religiosa). Esses espaços estão conectados por um arco com tanques de água em ambos os lados, oferecendo não apenas conforto refrescante, mas também um lembrete simbólico de pureza e reflexão.


Respondendo ao clima tropical, a mesquita utiliza estratégias de design passivo em vez de sistemas mecânicos. Não há janelas tradicionais. Em vez disso, telas de tijolos perfurados e aletas verticais trazem luz e ar, criando um suave jogo de luz e sombra nos salões de oração ao longo do dia. Pés-direitos altos e um telhado esculpido promovem ventilação natural, incentivando o ar quente a subir e sair, enquanto mantém um interior sereno e respirável. O telhado, tratado como uma “quinta fachada”, torna-se uma sutil característica de design que canaliza luz e melhora a atmosfera espiritual.

Os materiais utilizados são locais e feitos à mão, incluindo tijolos sólidos, jalis detalhadamente trabalhados e pisos de lascas de tijolo. Essas escolhas celebram a habilidade dos construtores locais e garantem durabilidade a longo prazo com manutenção mínima. Ao evitar materiais industriais de alta energia, o projeto permanece ambientalmente sensível e acessível, priorizando o contexto em vez do excesso.



Além de suas qualidades arquitetônicas, a mesquita se transformou em um espaço centrado na comunidade. Seu ambiente acolhedor e design cuidadoso atraíram não apenas fiéis, mas também visitantes de regiões circunvizinhas. Mercados informais se desenvolveram organicamente ao longo da via adjacente, criando pequenas oportunidades econômicas para vendedores locais. Uma Hafezia Madrasa está integrada ao local, com planos futuros para programas educacionais adicionais, particularmente para meninas, reforçando o papel social mais amplo da mesquita.


A Mesquita As-Salam Jame não tenta fazer uma declaração ousada. Em vez disso, ela demonstra silenciosamente como a arquitetura, quando enraizada no conhecimento local e guiada pelo cuidado, pode responder às realidades ambientais, atender às necessidades coletivas e elevar uma comunidade. Através de seus materiais humildes, estratégias passivas e visão inclusiva, a mesquita oferece um exemplo significativo de arquitetura religiosa contemporânea em Bangladesh — enraizada na herança, aberta para o futuro.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa de veraneio concebida por mestre italiano renasce na Riviera Francesa
Claude Monet, Le Corbusier e Coco Chanel são apenas algumas das personalidades que, em suas respectivas épocas, promoveram e protegeram o belo recanto mediterrâneo de Cap Martin. Estamos na região da Riviera Francesa escolhida, ao longo de décadas, como destino de férias por uma elite sofisticada e pouco convencional. É ali que se ergue a Villa Pineda, obra de Luigi Caccia Dominioni (1913-2016). O arquiteto italiano tornou-se amigo de Erminio Giraudi, pai de Riccardo, um dos atuais proprietários, no fim dos anos 1970, durante a construção do edifício Parc Saint Roman, ali perto em Mônaco. Da relação entre eles nasceu a encomenda da elegante residência de 450 m², distribuída entre térreo, pavimento superior e um sótão posteriormente adaptado.
Arquitetura
Nova mansão de Neymar em Miami terá 1.500 m² e arquitetura brutalista; veja fotos

O jogador Neymar irá construir uma nova residência em Bal Harbour, área exclusiva do litoral de Miami, nos Estados Unidos. Com cerca de 1.500 m² e oito suítes, o projeto assinado pelo arquiteto Leo Romano, listado no Casa Vogue 50, aposta em uma arquitetura de forte expressão estética e em uma relação direta com a água e a paisagem natural do entorno, características marcantes do terreno voltado para um canal da região. A construção da residência começa em abril deste ano e tem previsão para ser concluída no final de 2027.
O projeto aposta em uma arquitetura brutalista, mas com poesia e identidade
Divulgação/Leo Romano
“O ponto alto do projeto é a expressividade da arquitetura. É uma arquitetura brutalista, marcada pelo uso do concreto, mas que possui muita atenção aos pequenos detalhes, o que confere poesia, identidade e potência à casa”, comenta Leo Romano com exclusividade à Casa Vogue.
A residência de 1.500 m² ainda conta com diversas áreas de lazer
Divulgação/Leo Romano
Sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer fazem parte do projeto
Divulgação/Leo Romano
Pensada principalmente para momentos de descanso e lazer, a casa foi concebida para atender às necessidades do jogador e de sua família. No pavimento inferior, o projeto reúne ambientes dedicados ao entretenimento, como sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer. “É uma casa pensada para lazer”, completa o arquiteto.
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Conexão entre interior e exterior é um dos pontos altos do projeto
Divulgação/Leo Romano
Mais detalhes do projeto de Leo Romano
Divulgação/Leo Romano
A proposta arquitetônica valoriza a integração entre interior e exterior: a sala principal funciona como uma espécie de sala-varanda totalmente aberta, voltada para a água, enquanto a suíte do casal – um dos pontos altos do projeto – também se abre para a paisagem do canal. “O banheiro do quarto principal ainda conta com uma lâmina d’água que simula um dia de chuva, reforçando a presença da água no conceito da casa”, afirma.
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A residência terá oito suítes
Divulgação/Leo Romano
A estética da residência segue uma linguagem brutalista e, ao mesmo tempo, aposta em recuos estratégicos que criam a sensação de que os blocos estão suspensos, conferindo leveza ao conjunto. Segundo Leo Romano, a proposta busca traduzir a força e a relevância do atleta no cenário esportivo mundial, sem perder de vista o caráter íntimo da casa — pensada como um espaço onde o jogador pode simplesmente viver sua rotina.
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Sala de jantar da residência
Divulgação/Leo Romano
Ambientes da nova residência
Divulgação/Leo Romano
A ambientação interna acompanha essa abordagem contemporânea, com mobiliário italiano de linhas jovens e fluídas, predominância de tons acinzentados e contrastes pontuais. Obras de arte de destaque no cenário nacional e internacional também fazem parte da composição sugerida. “Acho que temos tudo para termos um resultado expressivo e belíssimo”, conclui o arquiteto.
Visão externa da residência
Divulgação/Leo Romano
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
destaques da 15ª edição do festival
Em sua 15ª edição , a DW! Semana de Design de São Paulo ocupa a capital paulista entre 5 e 22 de março. Considerado o maior festival urbano de design e arquitetura da América Latina, o evento reúne aproximadamente 1.500 criativos e 150 marcas. Com centenas de atividades – a maioria gratuita –, a iniciativa inclui exposições, palestras, instalações e visitas guiadas espalhadas pela metrópole.
Em 2026, a DW! Semana de Design de São Paulo ocorre em nove distritos – oito físicos e um digital, norteados pelo tema Legado Criativo. “Se hoje estamos entre os maiores festivais de economia criativa com foco em design no mundo, é porque nos reinventamos e acompanhamos de forma atenta o espírito do tempo. Nosso legado criativo é sobre aprender com desafios, ter a ousadia de propor ideias na escala monumental da capital paulista, valorizar a pluralidade e a colaboração. Significa, sobretudo, reconhecer o valor do individual e do coletivo em todas as dimensões”, afirma Lauro Andrade, idealizador do festival.
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