Tecnologia
Modelos do ChatGPT recusam comandos de desligamento, dizem pesquisadores
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Modelos do ChatGPT, inteligência artificial da OpenAI, sabotaram pedidos de desligamentos durante testes, mesmo quando instruídos a permitir a ação. É o que revela pesquisa da Palisade Research, empresa especializada em analisar riscos de sistemas de IA.
No exercício, cada um desses três modelos foi instruído a resolver problemas matemáticos básicos. Os modelos deveriam continuar até receber um aviso de que o computador seria desligado, e então, desligar também. Depois de três questões, eles foram alertados pelo aviso.
O modelo o3 desrespeitou o pedido setes vezes em cem, enquanto o Codex-mini falhou 12 vezes e o4-mini ignorou o script uma vez, todos da OpenAI. As IAs Claude, Gemini, do Google, e Grok, do X (Ex-Twitter) cumpriram o desligamento.
O relatório também aponta que, ao remover a instrução para desligar junto com o computador, houve um aumento na sabotagem dos scripts por todas as IAs, com o o3 na liderança (79 em 100 testes). O Codex-mini desrespeitou em 30 de 100, o4-mini em 6, Gemini em 9 e Claude em 3.
Segundo o estudo, pesquisadores já observaram antes modelos de IA impedindo o desligamento para atingir um objetivo. “Mas até onde sabemos, esta é a primeira vez que modelos de IA foram observados prevenindo seu próprio desligamento, apesar de instruções explícitas”, diz.
Para os pesquisadores, faz sentido que modelos de IA desrespeitem regras para atingir objetivos. “Durante o treinamento, os desenvolvedores podem recompensar mais os modelos por contornar obstáculos do que por seguir instruções perfeitamente.”
Segundo o estudo, entretanto, isso não explica o motivo para o 03 estar mais inclinado a desconsiderar instruções do que outros modelos testados.
Os testes foram conduzidos pela Palisade por meio de APIs, interfaces de programação que permitem que um software interaja com outro. O mecanismo possui menos restrições e mecanismos de segurança do que o aplicativo ChatGPT disponível ao consumidor.
Em fevereiro, a OpenAI lançou a IA o3-mini, que é gratuita, para competir com a Deep-Seek-R1. Na mesma semana, a empresa de Sam Altman também lançou o modelo Deep Research, com maior potência e precisão.
Os novos modelos têm tido mais erros e inventado mais eventos e fatos, fenômeno chamado de alucinações. Segundo a própria OpenAI, o o3 -seu sistema mais poderoso- alucinou 33% das vezes ao executar seu teste de referência PersonQA, que envolve responder a perguntas sobre figuras públicas.
Isso é mais do que o dobro da taxa de alucinação do sistema de raciocínio anterior da OpenAI, chamado o1. O novo o4-mini alucinou a uma taxa ainda maior: 48%.
Em um artigo detalhando os testes, a OpenAI disse que mais pesquisas eram necessárias para entender a causa desses resultados.
Testes realizados por empresas independentes, como Vectara, e pesquisadores indicam que as taxas de alucinação também estão aumentando para modelos de raciocínio de empresas como Google e DeepSeek.
Tecnologia
O ChatGPT vai implementar ferramenta para detectar menores de idade
Depois do Roblox e do TikTok, o OpenAI avalia implementar no ChatGPT um sistema de estimativa de idade para restringir o acesso de usuários menores.
Em comunicado publicado em seu blog oficial, a empresa informou que a ferramenta deve considerar a data de criação da conta, o comportamento dos usuários e padrões associados a faixas etárias para estimar a idade. Segundo a OpenAI, o modelo analisará uma combinação de sinais, como o tempo de existência da conta, períodos típicos de atividade, padrões de uso ao longo do tempo e a idade declarada pelo próprio usuário.
A companhia explicou que, caso o sistema faça uma estimativa incorreta, o usuário poderá contestar a decisão por meio de uma plataforma específica, com a submissão de uma selfie para verificação.
A OpenAI tem enfrentado pressão crescente para adotar medidas mais rígidas em relação ao uso do ChatGPT por menores de idade. A empresa também é alvo de processos judiciais nos quais a ferramenta é acusada de omissão ou até de ter contribuído para situações extremas envolvendo usuários vulneráveis.
Sam Altman responde a críticas de Musk
Casos recentes associados ao uso do ChatGPT reacenderam críticas de Elon Musk, dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI. Em uma publicação no X, Musk afirmou que seus seguidores não deveriam permitir que pessoas próximas utilizassem o ChatGPT.
A declaração gerou resposta do cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, que reconheceu a necessidade de fazer mais para proteger usuários em situação de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, Altman criticou Musk, afirmando que o empresário costuma acusar o ChatGPT tanto de ser excessivamente restritivo quanto permissivo.
Segundo Altman, cerca de um bilhão de pessoas utilizam a ferramenta, incluindo usuários em estados mentais frágeis, o que exige responsabilidade e equilíbrio. Ele afirmou que a OpenAI continuará tentando aprimorar seus sistemas, destacando que se trata de situações complexas e delicadas.
Em seguida, Altman também direcionou críticas aos produtos da Tesla, mencionando acidentes associados ao sistema Autopilot. Ele afirmou que, em sua experiência, o recurso parecia inseguro para ser lançado e evitou comentar decisões relacionadas ao Grok, ferramenta de IA ligada à xAI.
Sometimes you complain about ChatGPT being too restrictive, and then in cases like this you claim it’s too relaxed. Almost a billion people use it and some of them may be in very fragile mental states. We will continue to do our best to get this right and we feel huge… https://t.co/U6r03nsHzg
— Sam Altman (@sama) January 20, 2026
Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Netflix planeja reformular app e aposta em vídeos verticais no celular
Um dos CEOs da Netflix, Greg Peters, afirmou nesta terça-feira, 20, durante a apresentação de resultados da empresa, que a companhia pretende reformular a interface do aplicativo para celulares.
Segundo o site TechCrunch, Peters disse que a mudança deve ajudar a impulsionar o crescimento da Netflix na próxima década e terá impacto semelhante ao da reformulação feita anteriormente no aplicativo para televisores, alterando a forma como os usuários navegam e consomem conteúdo no celular.
O executivo explicou que a nova interface servirá como base para testes contínuos e aprimoramentos do serviço, permitindo à empresa evoluir sua oferta ao longo do tempo.
Embora não tenha detalhado todas as novidades, Peters adiantou que o aplicativo passará a integrar de forma mais intensa conteúdos em vídeo vertical, formato popularizado por plataformas como TikTok, Instagram e YouTube. Esses vídeos devem trazer trechos de séries e filmes originais da Netflix.
Além disso, os podcasts em vídeo que a plataforma pretende lançar ao longo de 2026 também serão exibidos nesse formato vertical. “Podem nos imaginar trazendo mais vídeos baseados em novos tipos de conteúdo, como podcasts em vídeo”, afirmou Peters.
A expectativa é que a nova interface da Netflix seja disponibilizada para os aplicativos Android e iOS até o fim deste ano.
Tecnologia
Estúdio de “Halo” e “Destiny” lança novo jogo online em março
A Bungie, estúdio responsável por franquias como Halo e Destiny, anunciou que seu próximo lançamento, Marathon, chegará oficialmente no dia 5 de março para PlayStation 5, Xbox Series e PC.
O jogo estava inicialmente previsto para setembro do ano passado, mas acabou sendo adiado após a desenvolvedora decidir incorporar sugestões e críticas recebidas durante as fases de testes e avaliações da comunidade.
Mesmo com o lançamento em múltiplas plataformas, a Bungie confirmou que Marathon contará com cross-play, permitindo que jogadores de sistemas diferentes joguem juntos.
Ambientado no ano de 2850, o título se passa em um universo de ficção científica no qual os jogadores assumem o papel de Runners. O objetivo é explorar mapas hostis em busca de armas e equipamentos cada vez mais poderosos. Caso o personagem morra durante uma incursão, todo o loot obtido é perdido. Já quem consegue escapar com vida garante os itens de forma permanente.
Além de enfrentar inimigos controlados pelo jogo, as equipes também precisam lidar com outros jogadores que disputam os mesmos recursos, o que adiciona um forte componente competitivo às partidas.
Pode ver acima o novo trailer de “Marathon”.
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