Arquitetura
Museu Nacional e Parque do Rio Amarelo / gmp Architects

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- Área:
140300 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. O Rio Amarelo é considerado o berço da civilização chinesa. O Museu Nacional do Rio Amarelo, projetado pelos arquitetos do escritório von Gerkan, Marg and Partners (gmp), nos arredores ao norte de Zhengzhou, explora não apenas o significado cultural do rio, mas também seu papel na formação da paisagem. Tanto o novo edifício do museu quanto o parque ao seu redor seguem o curso sinuoso dos 5.000 quilômetros do rio, formando uma ponte física e conceitual entre natureza e civilização, onde arquitetura e paisagem se fundem em uma só.




No coração do Parque Cultural Nacional do Rio Amarelo, o novo museu se eleva a partir da paisagem ondulada da margem do rio com uma forma aerodinâmica, conectando os espaços verdes ao redor em um conjunto coeso. Como extensão do parque público, a cobertura verde do museu conduz os visitantes até um mirante de 40 metros de altura, que oferece vistas para o Rio Amarelo ao norte e para a cidade de Zhengzhou ao sul. Ao longo de caminhos sinuosos no topo do edifício, ladeados por áreas para piquenique, um teatro ao ar livre e espaços de exposição, os visitantes podem explorar os ambientes paisagísticos típicos do rio, com sua vegetação nativa.

A estrutura poligonal do museu se eleva e desce suavemente enquanto atravessa um curso d’água no parque. No ponto de travessia, encontra-se um átrio escultural que forma o coração do edifício, inundado de luz natural. Esse espaço central pode ser dramatizado com uma cortina de água em queda.



A fachada do museu, composta por uma parede-cortina de pedra natural, apresenta ritmo vertical e relevos esculturais. Construída com um sistema modular de elementos pré-fabricados, a textura rítmica da fachada foi projetada para evocar o fluxo do rio. Enquanto as áreas públicas são pontuadas por janelas verticais delgadas que permitem a entrada de luz natural, os espaços expositivos são protegidos da incidência direta de luz. Três grandes aberturas voltadas para o norte fazem referência às icônicas cavernas habitacionais da região do Rio Amarelo e emolduram amplas vistas da paisagem.



Sob o ponto mais alto da edificação, no lado sul, encontra-se a entrada principal — uma abertura envidraçada que parece ter sido esculpida diretamente no volume maciço. Esse recorte impressiona pelo revestimento de latão amarelo suavemente cintilante, aplicado tanto na fachada quanto no teto, e que continua no interior do museu: paredes curvas que lembram rochas erodidas e tetos amarelados, com brilho suave, guiam os visitantes para dentro da experiência do museu.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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