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Museu Nacional e Parque do Rio Amarelo / gmp Architects

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© Marcus Bredt

Descrição enviada pela equipe de projeto. O Rio Amarelo é considerado o berço da civilização chinesa. O Museu Nacional do Rio Amarelo, projetado pelos arquitetos do escritório von Gerkan, Marg and Partners (gmp), nos arredores ao norte de Zhengzhou, explora não apenas o significado cultural do rio, mas também seu papel na formação da paisagem. Tanto o novo edifício do museu quanto o parque ao seu redor seguem o curso sinuoso dos 5.000 quilômetros do rio, formando uma ponte física e conceitual entre natureza e civilização, onde arquitetura e paisagem se fundem em uma só.

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Planta do Térreo
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No coração do Parque Cultural Nacional do Rio Amarelo, o novo museu se eleva a partir da paisagem ondulada da margem do rio com uma forma aerodinâmica, conectando os espaços verdes ao redor em um conjunto coeso. Como extensão do parque público, a cobertura verde do museu conduz os visitantes até um mirante de 40 metros de altura, que oferece vistas para o Rio Amarelo ao norte e para a cidade de Zhengzhou ao sul. Ao longo de caminhos sinuosos no topo do edifício, ladeados por áreas para piquenique, um teatro ao ar livre e espaços de exposição, os visitantes podem explorar os ambientes paisagísticos típicos do rio, com sua vegetação nativa.

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A estrutura poligonal do museu se eleva e desce suavemente enquanto atravessa um curso d’água no parque. No ponto de travessia, encontra-se um átrio escultural que forma o coração do edifício, inundado de luz natural. Esse espaço central pode ser dramatizado com uma cortina de água em queda.

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Seção 1
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A fachada do museu, composta por uma parede-cortina de pedra natural, apresenta ritmo vertical e relevos esculturais. Construída com um sistema modular de elementos pré-fabricados, a textura rítmica da fachada foi projetada para evocar o fluxo do rio. Enquanto as áreas públicas são pontuadas por janelas verticais delgadas que permitem a entrada de luz natural, os espaços expositivos são protegidos da incidência direta de luz. Três grandes aberturas voltadas para o norte fazem referência às icônicas cavernas habitacionais da região do Rio Amarelo e emolduram amplas vistas da paisagem.

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Seção 2
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Sob o ponto mais alto da edificação, no lado sul, encontra-se a entrada principal — uma abertura envidraçada que parece ter sido esculpida diretamente no volume maciço. Esse recorte impressiona pelo revestimento de latão amarelo suavemente cintilante, aplicado tanto na fachada quanto no teto, e que continua no interior do museu: paredes curvas que lembram rochas erodidas e tetos amarelados, com brilho suave, guiam os visitantes para dentro da experiência do museu.

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Fonte: Archdaily

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