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Nintendo anuncia Switch 2 com tela maior, novo ‘Mario Kart’ e compatível com jogos do antecessor

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Nintendo anunciou nesta quinta-feira (16) que lançará neste ano um sucessor do console Switch, um dos mais bem-sucedidos de sua história.

Sem cerimônias, a empresa japonesa de games publicou um vídeo de 2 minutos no YouTube mostrando que o novo dispositivo, chamado Nintendo Switch 2, manterá as principais funcionalidades do atual, como os controles laterais destacáveis e a função híbrida -funcionando tanto no modo portátil quanto acoplado a um dock que se conecta a uma televisão.

A principal diferença, por enquanto, é a presença de uma tela maior e a forma como os controles se conectam ao videogame. Apesar de a empresa ainda não ter detalhado, também é esperado um desempenho gráfico superior.

Outro recurso confirmado é a compatibilidade com cartuchos e jogos digitais do antecessor, como acontece, por exemplo, no PlayStation 5 e no Xbox Series com discos. No vídeo, também aparecem cenas do que pode ser um novo jogo da franquia “Mario Kart”, cujo “Mario Kart 8 Deluxe” é o jogo mais vendido do Switch, com 64 milhões de unidades.

A empresa diz no vídeo que fornecerá mais detalhes em uma Nintendo Direct marcada para 2 de abril. O preço e a data exata de lançamento do console ainda não foram divulgados.

O anúncio de um sucessor para o Switch, lançado em 2017, era aguardado ao menos desde 2023, quando o console completou seis anos. Essa havia sido a duração do ciclo do Wii, último console de sucesso da Nintendo.

Na época, a indústria de games passava por uma desaceleração após o auge da pandemia e a chegada de um novo aparelho poderia ajudar a aquecer o mercado. No entanto, ainda com dezenas de milhões de unidades vendidas por trimestre, a decisão da empresa foi de estender a vida útil do console.

Com preço sugerido nos EUA é US$ 299 (o mais barato entre os principais consoles atuais) e lançando títulos de peso como “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom” e “Super Mario Bros. Wonder”, a Nintendo manteve o fôlego do aparelho.

Em paralelo, a empresa japonesa aumentava o alcance de sua marca para os cinemas e parques de diversão, o que ajudou a impulsionar ainda mais a vendas de jogos e consoles.

Isso mudou em 2024, quando a Nintendo teve um ano especialmente lento em lançamentos. A diminuição no ritmo não passou desapercebido pelo mercado e os rumores sobre o Switch 2 se intensificaram.

A feira de tecnologia CES, realizada no início do mês em Las Vegas, foi palco de um dos principais vazamentos após um suposto simulacro do console servir de base para o anúncio de acessórios de uma empresa não licenciada para o novo videogame.

Como o próprio nome já sugere, o novo console representa mais uma evolução do que uma revolução para a Nintendo. Essa aposta na continuidade não é inédita na história da empresa, principalmente quando o console anterior é um sucesso de vendas.

Lançado em 2004 e com 154 milhões de unidades vendidas, o Nintendo DS é o maior sucesso comercial da fabricante japonesa. Em 2011, quando foi lançar seu sucessor, o Nintendo 3DS, a empresa optou por manter o mesmo conceito do antecessor.

Além da subutilizada tecnologia do 3D sem óculos, as mudanças tinham mais a ver com a capacidade gráfica e novas funcionalidades sociais. O console era, inclusive, compatível com os cartuchos da geração anterior.

A estratégia, repetida agora na mudança do Switch para o Switch 2, é justificada pelo fracasso da última virada na qual a empresa apostou. O Nintendo Wii U, de 2012, tentativa da empresa de surfar na onda dos tablets, vendeu 13,6 milhões de unidades, cerca de 13% do que o Wii vendeu no seu ciclo (101,6 milhões).

A tendência também segue o que as duas outras principais empresas do ramo, Sony e Microsoft, têm feito com seus consoles desde o princípio -melhorias incrementais e, na maioria dos casos, alguma compatibilidade com gerações anteriores.

O sucesso de crítica e público do Switch também se reflete na “bilheteria” -desde 2017, ano de estreia do Switch, as ações da empresa triplicaram de valor, superando o patamar alcançado no auge do combo Wii e DS.

Até outubro do ano passado, haviam sido vendidas 146 milhões de unidades do console. Se a Nintendo cumprir a promessa de manter o suporte ao Switch mesmo após o lançamento do seu sucessor, o aparelho deve tirar o DS do posto de aparelho mais vendido da marca com tranquilidade.

Poderá até sonhar em superar o PlayStation 2 como videogame mais vendido da história, com 160 milhões de unidades comercializadas.



Fontes: Notícias ao Minuto

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Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

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A SpaceX, empresa de Elon Musk, passou a oferecer acesso gratuito à internet por meio do sistema de satélites Starlink no Irã. A informação foi divulgada por ativistas que atuam para manter a comunicação da população iraniana com o exterior após o bloqueio da internet imposto pelo governo.

Mehdi Yahyanejad, ativista iraniano radicado em Los Angeles e envolvido no envio de equipamentos ao país, afirmou à Associated Press que o serviço já está funcionando sem custo para os usuários. Segundo ele, testes foram realizados com terminais recém-ativados dentro do Irã, confirmando a liberação do acesso.

Outros ativistas também relataram nas redes sociais que a assinatura gratuita está operacional. Em comunicado, Yahyanejad declarou que o funcionamento pleno do serviço foi verificado em território iraniano, em meio às restrições impostas pelo governo local.

Atualmente, a Starlink tem sido uma das poucas alternativas para que iranianos consigam se comunicar com o exterior desde que as autoridades interromperam o acesso à internet na noite de quinta-feira passada. O bloqueio ocorreu após a intensificação dos protestos em várias regiões do país e o início de uma repressão violenta contra manifestantes.

A SpaceX não comentou oficialmente, até o momento, a liberação do serviço gratuito. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretendia conversar com Elon Musk para discutir o reposicionamento de satélites Starlink com o objetivo de manter a internet ativa no Irã.

Com a internet fora do ar, a avaliação independente do alcance das manifestações se tornou mais difícil, embora moradores tenham conseguido retomar chamadas internacionais nos últimos dias.

O Irã vive uma onda de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerã por comerciantes e setores da economia afetados pela desvalorização do rial e pela inflação elevada. As manifestações se espalharam rapidamente para mais de 100 cidades. A inflação anual supera 42%, e, no último ano, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar, em um cenário agravado por sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU em razão do programa nuclear do país.

Embora o governo tenha reagido inicialmente com cautela, a repressão foi intensificada nas semanas seguintes. Manifestantes passaram a ser classificados pelas autoridades como terroristas ligados aos Estados Unidos e a Israel, e há relatos de condenações à morte de pessoas detidas durante os atos.

Segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, organização criada por iranianos no exílio, o número de mortos nos protestos já chega a pelo menos 2.571. Do total, 2.403 seriam manifestantes e 147 teriam ligação com o governo. A entidade informou ainda que ao menos 12 crianças morreram e que o número de presos ultrapassa 18.100.
 

Trump diz ter cancelado qualquer diálogo com Irã

Americano fala que ‘ajuda está a caminho’ e insta manifestantes a ‘tomarem as instituições’ em meio a atos; Teerã marca 1ª execução de manifestante por envolvimento em protestos, afirma entidade

Folhapress | 19:23 – 13/01/2026

 
 



Fontes: Notícias ao Minuto

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Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

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O acesso à plataforma X começou a ser restabelecido na noite de terça-feira (13) para usuários de algumas operadoras de telefonia móvel na Venezuela, embora o serviço ainda permanecesse indisponível para parte da população.

A retomada parcial foi confirmada por autoridades do governo. Em uma publicação na própria rede social, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o contato com a população estava sendo restabelecido por aquele canal. “Vamos manter-nos unidos e avançar rumo à estabilidade econômica, à justiça social e ao Estado de bem-estar que merecemos”, escreveu.

Rodríguez, que tomou posse como presidente interina em 5 de janeiro, se apresenta em sua biografia na plataforma como aliada do presidente Nicolás Maduro e herdeira do legado de Simón Bolívar e Hugo Chávez.

Pouco antes, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, considerado um dos principais nomes do governo e figura de linha dura, também publicou uma mensagem indicando o retorno do uso da rede social. “Passo por aqui para enviar um grande abraço aos irmãos e irmãs na Venezuela e no mundo que acompanham a situação do nosso país”, escreveu. “Vamos retomar este canal de comunicação. Fiquem atentos. Vamos vencer”, completou.

A publicação de Cabello gerou intensa repercussão, com mais de 700 comentários em poucas horas. As reações incluíram mensagens de apoio, críticas e memes envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de referências à recompensa anunciada por Washington pela captura do ministro. Houve tanto manifestações de solidariedade quanto ameaças e provocações.

O acesso à X havia sido bloqueado por ordem de Nicolás Maduro em 2024, como resposta às críticas feitas na plataforma à controversa reeleição do líder venezuelano. Antes da suspensão, Maduro chegou a protagonizar embates públicos com Elon Musk, proprietário da rede social.

Após o bloqueio, ministros, parlamentares e órgãos oficiais abandonaram a plataforma, que era um dos principais canais de circulação de notícias no país, passando a concentrar a comunicação institucional no aplicativo Telegram.

A reabertura parcial do acesso ocorre em um contexto de mudanças na política externa venezuelana. Nos últimos dias, Delcy Rodríguez, sob pressão do governo Trump, assinou acordos na área de petróleo com os Estados Unidos, indicou avanços para a retomada das relações diplomáticas, rompidas desde 2019, e anunciou a libertação de presos políticos.

ONG confirma libertação de pelo menos 56 presos políticos na Venezuela

ONGs e líderes opositores confirmam ao menos 56 libertações desde quinta-feira, enquanto o governo fala em 116 pessoas soltas sem divulgar nomes. Famílias seguem mobilizadas e cobram transparência e a libertação de todos os detidos por motivos políticos.

Notícias ao Minuto | 06:00 – 13/01/2026



Fontes: Notícias ao Minuto

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Após problema médico, astronautas devem iniciar volta à Terra nesta quarta (14)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os astronautas da missão Crew-11 devem iniciar seu retorno à Terra nesta quarta-feira (14). A volta da tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi antecipada após um dos integrantes apresentar um problema médico sério, mantido em sigilo pela Nasa.

É a primeira vez que a agência americana antecipa o regresso de uma missão do laboratório espacial, ocupado de forma permanente há 25 anos, devido a uma questão médica.

O início da viagem está prevista para as 19h05 desta quarta, quando a nave Dragon, da SpaceX, ocupada pelos quatro astronautas deve desacoplar da estação espacial. A expectativa é que a cápsula termine sua jornada na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, por volta das 5h40 desta quinta-feira (15).

A tripulação Crew-11 conta com quatro pessoas: os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa; o japonês Kimiya Yui, da Jaxa; e o russo Oleg Platonov, da Roscosmos. Eles estão na estação espacial desde agosto e a missão deles na ISS se estenderia até maio.

No entanto, na quarta-feira (7) passada, um deles teve um problema médico. James Polk, chefe da área de saúde da Nasa, não especificou o que houve nem com quem em respeito à privacidade dos astronautas.

Em uma entrevista coletiva concedida na última quinta (8), ele afirmou que o quadro do astronauta que teve o problema era considerado estável. Ainda segundo ele, a ISS dispõe de um robusto conjunto de equipamentos médicos, contudo insuficiente para efetuar uma avaliação como gostariam nesse caso. Por isso, houve a decisão de antecipar o retorno.

“Há uma questão pendente sobre qual é o diagnóstico. Isso significa que há alguns riscos em manter esse astronauta a bordo e estamos sempre do lado da saúde e do bem-estar do astronauta”, disse Polk na ocasião.

Ele destacou ainda que o problema médico não tem ligação com atividades executadas pelos astronautas no laboratório espacial. “Isso foi totalmente não relacionado a quaisquer operações a bordo.”

Na última quinta-feira, Fincke e Cardman fariam uma caminhada espacial de 6,5 horas para instalar hardware na parte externa da estação. A atividade acabou cancelada depois do problema médico.

Como parte dos preparativos para voltar à Terra, Fincke passou nesta terça-feira (133) o comando da ISS para o cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov.

Além de Kud-Sverchkov, vão permanecer na estação Sergei Mikaev, também da Rússia, e Chris Williams, na Nasa.

Os três vão aguardar a chegada de uma nova missão, que está programada para 15 de fevereiro, mas a Nasa tentará antecipá-la. O lançamento em foguete Falcon 9, com uma cápsula Dragon, vai ocorrer no cabo Canaveral, na Flórida.

Essa missão, chamada de Crew-12, terá quatro integrantes: Jessica Meir e Jack Hathaway, da Nasa; Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês); e Andrey Fedyaev, da Roscosmos. A previsão é que eles fiquem na estação espacial por nove meses.



Fontes: Notícias ao Minuto

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