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O livro vive: como bibliotecas, livrarias e cantos de leitura resistem ao avanço da era digital | Arquitetura

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No momento em que o livro corporifica o movimento contrário à digitalização, ele traz junto a revalorização das estantes. “Quase todos os nossos projetos de casas e apartamentos hoje têm uma biblioteca”, assegura Marcio Kogan. Segundo o arquiteto, há casos de ambientes isolados, porém a opção preferida é fazer um living integrado e nele instalar um grande móvel para expor livros, objetos e obras de arte. “A peça funciona como repositório das memórias dos moradores”, explica. Na criação do desenho, o profissional e sua equipe buscam inspirações clássicas, como o Edifício Stephen A. Schwarzman, da Biblioteca Pública de Nova York. Guto Requena também percebe uma presença maior do livro nas áreas de convívio. “Quem lê quer mostrar. É um sinal de distinção”, fala. Em seus projetos, ele gosta de dispor uma poltrona perto da janela, de modo que a luz natural incida nas páginas. Ao lado, posiciona uma luminária de piso para a leitura noturna. “Nas casas com crianças, esse canto costuma ficar no home office ou no quarto, para ser possível fechar a porta e ter tranquilidade.” Conforto, luz e silêncio, portanto, continuam a constituir a base de um bom ambiente de leitura. A maior dificuldade de quem gosta de ler atualmente, no entanto, não está em configurar o espaço ideal, e sim em encontrar tempo. “A exigência de produtividade da vida contemporânea nos rouba o ócio. O celular nos deixa dispersos. É preciso muito esforço para ler”, pondera Rodrigo Loeb.



Fonte: Casa Vogue

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