Arquitetura
Os aeroportos mais bonitos do mundo em 2025, segundo o Prix Versailles

Em 30 de junho, o Prix Versailles divulgou a lista dos Aeroportos Mais Bonitos do Mundo de 2025. No total, foram listados 6 aeroportos ao redor do mundo, cujos terminais passaram por reformas recentes ou adições inéditas que valorizam a “sustentabilidade inteligente”, em que a cultura transcende e serve ao meio ambiente. O Secretário-Geral da premiação, Jérôme Gouadain, destacou a importância simbólica e prática dessas novas obras: “A marca deixada pelos aeroportos decorre principalmente de seu papel cada vez maior nos intercâmbios internacionais. […] Mas esse novo tipo de instalação também pode ser visto como uma obra de arte, ou pelo menos como algo belo.” Segundo ele, é necessário que estes espaços se tornem expressões estéticas e culturais, além de funcionais.
Gouadain reforça que essas estruturas devem buscar “excelência operacional, ecológica e estética”, além de representar valores compartilhados, memória cultural e respeito ao legado das gerações anteriores. “À luz dos desafios planetários que enfrentamos hoje, é hora de que essas imagens expressivas do nosso patrimônio contemporâneo sejam afirmadas como símbolos do diálogo interno da humanidade.” Três terminais da lista de 2025 receberão ainda um Título Mundial – Prix Versailles, Interior ou Exterior – a ser entregue em dezembro. Veja quais são os aeroportos mais bonitos do mundo:
Aeroporto Internacional de Yantai Penglai – Terminal 2
Aeroporto Internacional de Yantai Penglai – Terminal 2
© 404 N.F Studio
O novo Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Yantai Penglai, com 167 mil m², foi projetado pela Aedas em parceria com o CSWADI e o Instituto de Design Aeroportuário de Xangai, inspirando-se na paisagem costeira da região e na imponente Montanha Kunyu. Com layout em forma de “E” para otimizar o fluxo de passageiros e preservar o terreno natural, a arquitetura combina formas onduladas e cobertura fluida para transmitir dinamismo e harmonia. O terminal valoriza a iluminação natural, especialmente em um átrio envidraçado com cúpula em estrutura diagrid, e traz interiores curvos com materiais e tons que remetem à natureza local. Elementos inspirados em cascos de navios de madeira aludem à Rota da Seda Marítima, reforçando a simbologia de abertura e conexão do edifício como novo ícone da Península de Shandong.
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Aeroporto de Marseille-Provence – Terminal 1
Aeroporto de Marseille-Provence – Terminal 1
© Aéroport Marseille Provence
O novo Cœur (“Coração”, em francês), projetado pelo escritório Foster + Partners, unifica o Terminal 1 do Aeroporto de Marseille-Provence com uma ampliação de 22 mil m² que transmite calma e leveza, sem aumentar a ocupação no solo. Com 22 metros de altura, o espaço é feito com 70% de aço reciclado, possui cobertura invertida com claraboias emolduradas por alumínio polido e ventilação natural. A intervenção restaurou 28 mil m² em harmonia com o terminal original dos anos 1960, de Fernand Pouillon, e a ampliação feita por Richard Rogers nos anos 1990. Elementos de madeira fazem referência aos galpões do Velho Porto de Marselha, criando um ambiente acolhedor onde até o controle de segurança acontece sob uma estrutura de madeira. As fachadas envidraçadas proporcionam transparência total, revelando vistas tanto da paisagem provençal quanto da lagoa marítima, numa combinação elegante de hospitalidade e design.
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Aeroporto Roland Garros – Terminal de Chegadas
Aeroporto Roland Garros – Terminal de Chegadas
© Studio Lumière
Mais do que uma ampliação, o novo Terminal de Chegadas de 13.000 m² do Aeroporto Roland Garros é a primeira estrutura aeroportuária bioclimática tropical do mundo nessa escala. Localizado na Ilha da Reunião, onde os fenômenos climáticos extremos são cada vez mais frequentes, o projeto foi realizado com 91% de empresas locais. Um destaque da proposta é o “cânion” central, que define a forma e a função do edifício, atuando como chaminé térmica para ventilação natural. Aproveitando os ventos alísios da região, 830 conjuntos de venezianas conectadas a sensores ajustam-se em tempo real conforme o clima. Assinado pelo escritório AIA Life Designers, o terminal oferece uma jornada sensorial com o uso intenso de madeira e vegetação nativa, expressando de forma viva a paisagem e a cultura da ilha.
Aeroporto Internacional de Kansai – Terminal 1
Aeroporto Internacional de Kansai – Terminal 1
© Dai Sho Photography
Projetado há 30 anos por Renzo Piano em uma ilha artificial na baía de Osaka, o Aeroporto Internacional de Kansai é um ícone arquitetônico conhecido por sua estrutura elegante e cobertura aerodinâmica – sendo o mais longo do mundo. A missão do escritório Populous foi garantir o crescimento sustentável do local, otimizando ao máximo a infraestrutura existente. A reforma do Terminal 1 ampliou em 25% sua capacidade para receber viajantes internacionais, transformando-o em um ambiente funcional e acolhedor. Os interiores foram revitalizados com materiais naturais que evocam a estética japonesa, enquanto um sistema inteligente de gerenciamento de filas tornou o fluxo de passageiros mais eficiente. A reabertura do terminal, em tempo para a Expo 2025, celebra a história e a inovação desse espaço singular.
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Aeroporto Internacional de Portland – Terminal Principal
Aeroporto Internacional de Portland – Terminal Principal
© Ema Peter
O novo terminal principal do Aeroporto Internacional de Portland, projetado pelo escritório ZGF, foi inspirado em caminhadas na floresta e oferece uma experiência imersiva e tranquila aos viajantes. O destaque é a cobertura ondulada de madeira engenheirada, que cobre mais de 36 mil m² e celebra a tradição florestal do Oregon. Todos os materiais foram obtidos localmente, em um raio de 500 km, com rastreamento da madeira desde a floresta de origem por meio do sistema “forest to frame”. A grandiosa estrutura privilegia a luz natural, as vistas da paisagem arborizada e a presença de diversos elementos biofílicos. O interior do terminal, sutilmente organizado como uma sequência de ambientes, se inspira na malha urbana de Portland, resultando em uma renovação sustentável, funcional e de forte impacto sensorial.
Aeroporto Internacional de São Francisco – Terminal 1
Aeroporto Internacional de São Francisco – Terminal 1
© Jason O’Rear
O novo Terminal 1 do Aeroporto Internacional de São Francisco, com 25 portões de embarque, é resultado de uma transformação ambiciosa conduzida pelo aeroporto em parceria com os escritórios Gensler e Kuth Ranieri. A renovação reduziu em 79% a pegada de carbono do edifício e em 59% o consumo de energia. Com luz natural suave em todos os níveis, o terminal oferece um ambiente acolhedor e restaurador, celebrando o artesanato e a cultura local da Bay Area. O espaço também abriga o SFO Museum, o único museu credenciado dentro de um aeroporto no mundo, tornando o terminal um verdadeiro destino cultural. Dedicado a Harvey Milk, ícone da luta por inclusão, o projeto reafirma seu papel como estrutura inovadora e representativa do nosso tempo.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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