Arquitetura
Parque East Side River / BIG

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O sistema de proteção contra enchentes de 3,6 quilômetros, conhecido como East Side Coastal Resiliency Project (ESCR), atingiu um marco significativo com a reabertura de áreas essenciais do East River Park. Concebido como um “parkipelago” — um arquipélago de parques interconectados ao longo da orla do East River —, o projeto transforma a paisagem urbana ao criar uma sequência de espaços verdes elevados que funcionam simultaneamente como barreiras contra enchentes e como novas áreas de lazer e convivência para a comunidade do Lower East Side.

Desenvolvido sob a liderança do Departamento de Design e Construção de Nova York (NYC DDC) e projetado por BIG – Bjarke Ingels Group, Mathews Nielsen Landscape Architects (MNLA), ONE Architecture & Urbanism, AKRF e moradores do Lower East Side, o ESCR é uma iniciativa de proteção costeira de US$ 1,45 bilhão que se estende das ruas Montgomery até a East 25th. Inspirado na visão original do “BIG U”, de 2014 — um plano para criar 16 quilômetros contínuos de parques e espaços públicos após a tempestade Sandy —, o projeto foi concebido para proteger mais de 110 mil nova-iorquinos contra futuras tempestades e inundações costeiras.


Localizado dentro da área de risco de inundação definida pela FEMA, o ESCR combina muros de contenção, portões deslizantes e parques elevados em um sistema contínuo de proteção contra enchentes. Esse conjunto resguarda infraestruturas essenciais — como uma grande estação de bombeamento, uma subestação elétrica que abastece boa parte do Lower Manhattan, além de diversas escolas e bibliotecas. Mais do que uma barreira, o ESCR é um exemplo de como a infraestrutura pode se integrar ao espaço público, oferecendo áreas de lazer e convivência enquanto fortalece a resiliência da cidade e melhora a qualidade de vida dos moradores.

Após a conclusão da primeira fase do ESCR, em 2024, o processo de reurbanização costeira segue avançando com a reabertura de várias áreas importantes do East River Park, especialmente nas proximidades da Williamsburg Bridge. O parque foi elevado, em média de 2,4 a 2,7 metros, oferecendo uma proteção essencial contra enchentes. Além disso, recebeu 600 novas árvores e mais de 21 mil arbustos, gramíneas e plantas perenes — reforçando a linha costeira e enriquecendo o ecossistema local. O espaço também ganhou novas quadras de basquete e tênis, áreas para piqueniques e churrascos, um campo multiuso, gramados abertos, zonas dedicadas à exploração da natureza e brincadeiras com água, um anfiteatro reformulado, uma esplanada ampliada e duas novas pontes para pedestres — na Delancey Street e no Corlears Hook Park.


“Nossos projetos de resiliência costeira continuam criando melhores oportunidades de lazer enquanto protegem os espaços abertos — desta vez com um novo anfiteatro no East River Park, além de quadras de tênis e melhor acesso ao parque por meio da nova ponte Corlears Hook. As novas áreas do East River Park também se conectam ao Pier 42, ao sul, e às comodidades desenvolvidas nos últimos anos pela NYC Parks e pela NYC EDC. Com cerca de 3.000 novas árvores que serão plantadas no parque e nas comunidades vizinhas, o projeto está ajudando a construir bairros mais verdes, seguros e acolhedores para os nova-iorquinos que mais precisam.” — Eduardo del Valle, comissário interino do NYCDDC.

Erguendo-se como o portal norte do ESCR, na esquina da East 23rd Street com a Avenue C, está o novo Centro de Educação Ambiental Solar One — projetado pelo BIG em parceria com a NYC Economic Development Corporation (NYCEDC), Gilbane Building Company, TYLin (anteriormente Silman), Cosentini Associates, MNLA e outros colaboradores. Como o primeiro edifício da cidade a integrar painéis solares fotovoltaicos e sistema de armazenamento de baterias desde sua concepção, a instalação de aproximadamente 595 metros quadrados, revestida em madeira, substitui o antigo edifício Solar One — que se tornou um refúgio essencial durante o Furacão Sandy ao fornecer energia solar para os moradores locais quando a rede elétrica falhou ao sul da East 34th Street. Hoje, o centro de dois andares amplia a missão do Solar One de promover educação ambiental, capacitação e assistência técnica em toda Nova York, oferecendo salas de aula flexíveis para programas educacionais voltados às escolas públicas da cidade, além de sediar eventos e atividades comunitárias.


Definido por ripas de madeira certificadas pelo FSC em seu exterior, um telhado inteiramente coberto por painéis fotovoltaicos e um sistema de armazenamento de baterias, o edifício reduz ao mínimo o uso de concreto — empregando-o apenas no nível sujeito a inundações — e adota estruturas de aço leve e reciclável nos pavimentos superiores. As salas de aula foram elevadas cerca de 5,8 metros acima do nível do mar, enquanto as áreas de armazenamento, localizadas no térreo, são cercadas por grades metálicas permeáveis que permitem o livre fluxo da água durante tempestades. No interior, amplas janelas do piso ao teto enquadram vistas panorâmicas do East River, Brooklyn e Queens, enquanto o vidro triplo, seguro para aves, ajuda a reduzir o ruído proveniente da vizinha FDR Drive. As salas de aula se conectam de forma harmoniosa a um calçadão com terraços e jardins integrados ao ESCR, proporcionando uma experiência de aprendizado prática e imersiva à beira do East River.

O centro gera energia por meio de um sistema solar de 21 kW com armazenamento em baterias, o que lhe permite permanecer em operação para apoiar os moradores locais em casos de interrupção de energia. Funcionando como o “ponto de exclamação” do ESCR, o edifício está situado ao lado de aproximadamente 408 metros de novos muros de contenção contra enchentes, portões deslizantes e taludes reforçados — medidas de resiliência projetadas para proteger as áreas vizinhas contra inundações costeiras. Com previsão de certificação LEED Silver, o Centro de Educação Ambiental Solar One se destaca como um exemplo de infraestrutura para proteção contra enchentes e, ao mesmo tempo, como uma ferramenta prática de aprendizado sobre adaptação climática.

Esses esforços de resiliência se estendem ainda mais ao sul, onde o BIG também assina o Projeto de Resiliência do Battery Park City North/West (NWBPCR), em parceria com a Turner & EE Cruz Joint Venture, SCAPE Landscape Architecture e Arcadis — abrangendo a área entre o South Cove e a North Moore Street, em Tribeca. Juntas, essas iniciativas interligadas formarão uma orla contínua e resiliente às mudanças climáticas, protegendo o Lower Manhattan por gerações futuras.


“Com a reabertura do East River Park, testemunhamos a primeira materialização de uma visão cultivada ao longo de uma década: um arquipélago de parques formando uma nova paisagem elevada e fluida — um “parkipelago”, se preferir. Cada ilha verde foi concebida com um propósito e caráter definidos pela própria comunidade. Em vez de afastar a cidade da orla, projetamos um espaço público que convida as pessoas a se aproximarem, criando novas conexões através da FDR e transformando a proteção contra enchentes em uma verdadeira tapeçaria de experiências cotidianas. O resultado é uma infraestrutura que não apenas fortalece, mas também enriquece a costa da cidade. Ela protege, conecta e inspira — uma prova de que o futuro de nossas cidades pode ser, ao mesmo tempo, seguro contra enchentes e vibrante de vida.” — Bjarke Ingels, fundador e diretor criativo do BIG.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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