Arquitetura
Plantas e Feng Shui: como combinar diferentes espécies para deixar a casa com energia positiva | Paisagismo
Segundo o Feng Shui das plantas, criar uma zona verde e abundante, combinando várias plantas, é essencial para o fluxo correto de energia positiva e a prosperidade do lar. As plantas não só embelezam o lar: purificam, acalmam, revitalizam e, o mais importante, ativam a energia vital. Quando combinadas conscientemente, podem criar um verdadeiro santuário verde dentro de casa, um cantinho onde a natureza, a espiritualidade e a decoração se entrelaçam para elevar sua vibração e a do lar.
As plantas representam a madeira, um dos cinco elementos fundamentais do Feng Shui (junto com água, terra, fogo e metal). Este elemento está associado ao crescimento, à saúde, à expansão e à vitalidade. Mas as plantas não trazem só madeira. Por estarem vivas, também geram movimento de energia e ajudam a dissolver bloqueios em cantos onde a energia está estagnada.
Quando as plantas são colocadas de forma intencional e com combinações equilibradas, elas podem transformar qualquer espaço em um refúgio acolhedor e vibrante.
Quais são os benefícios de ter um cantinho verde segundo o Feng Shui das plantas?

Criar um cantinho de plantas em casa não é apenas uma decisão decorativa: é uma escolha espiritual que transforma a energia do ambiente. Entre seus múltiplos benefícios está a purificação do ar. Se você acende incensos, velas ou fuma, um cantinho verde resolve o problema dos odores e ajuda a criar um ambiente mais saudável. Da mesma forma, as plantas naturalmente elevam a vibração do seu espaço: um cantinho verde é perfeito para te acompanhar nos dias de baixa emocional. Ele ajuda a diminuir o estresse, a ansiedade e outras emoções que podem ser negativas.
Uma mente saudável e calma tem maior clareza e foco em suas ideias; um canto verde bem equilibrado irá incentivá-lo a continuar trabalhando em seus projetos porque ensina disciplina, sem mencionar o simbolismo de abundância e prosperidade que eles representam. Quando este canto é construído de acordo com os princípios do Feng Shui das plantas, ele se torna um ponto de recarga energética para toda a sua casa e para você.
Como escolher as plantas para o seu cantinho verde?

Cada planta vibra em uma frequência diferente. Algumas trazem calma, outras movem a energia para a ação, protegem ou abrem caminhos. Segundo o Feng Shui das plantas, você pode escolher suas plantas dependendo do que deseja.
Samambaias, lírio-da-paz, espada-de-são-jorge: absorvem energias pesadas e limpam o ambiente, trazendo harmonia emocional ao espaço. São perfeitas como purificadoras e protetoras, então você pode colocá-las como guardiãs nas entradas de energia da sua casa, ou seja, portas e janelas.
Combo vencedor: lavanda, babosa, arruda. Você pode adicionar alguns amuletos como um Buda ou uma pirâmide de cristais.

Antúrio vermelho, orquídeas rosas ou brancas e planta-coração: ativam o romance e a conexão emocional. Por serem espécies delicadas, elas emitem energias delicadas relacionadas à ternura e à beleza, criando uma atmosfera perfeita para relacionamentos, incluindo o relacionamento consigo mesmo.
Combo vencedor: orquídeas brancas, planta-coração ou lavanda. Adicione alguns objetos decorativos em pares, como passarinhos, sapinhos, etc.
Arruda, lavanda e alecrim: são plantas de proteção energética por excelência. Acalmam ou elevam as vibrações do ambiente conforme a necessidade, ajudando na clareza mental, na tomada de decisões e na limpeza energética.
Combo vencedor: lírio-da-paz, lavanda ou alecrim. Acrescente um par de velas brancas ao seu cantinho verde para manter a clareza das energias.

Criar um cantinho de energia positiva com plantas, segundo o Feng Shui, é uma experiência espiritual. É uma maneira de trazer a natureza para sua casa, honrar seus ciclos e lembrar que você também faz parte desse mesmo fluxo vital. Cada planta que você escolhe, cada vaso que você coloca, cada gota de água que você despeja, é como se você dissesse todos os dias: “A vida floresce aqui”.
Reserve um tempo para criar este espaço com amor e consciência. Escolha vasos que combinem com você, incorpore seus elementos favoritos: quartzos, velas, difusores, amuletos. Você também pode dar diferentes alturas e texturas se ousar incluir mais plantas. Visite-o todos os dias, mesmo que seja apenas por alguns minutos. Inspire sua energia. Deixe que suas folhas, sua cor e seu aroma sejam remédios para sua alma e seu lar.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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