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Arquitetura

Por que alguns estados americanos estão banindo os antiaderentes?

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Se fritar ovos ou bacon faz parte regular do seu ritual matinal, fique atento. Em breve, sua possibilidade de usar panelas antiaderentes pode depender de onde você mora. Recentemente, legisladores do estado de Nova York apresentaram um projeto de lei que proibiria a “fabricação, venda e uso” de utensílios de cozinha contendo politetrafluoretileno (PTFE), a principal substância usada para criar a superfície antiaderente. Embora o composto químico, conhecido comercialmente como Teflon, seja aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, Nova York agora se juntou a uma lista crescente de estados que estão propondo banir — ou, em alguns casos, já baniram — utensílios antiaderentes em seus territórios.
Nova York está proibindo utensílios de cozinha antiaderentes?
Em janeiro deste ano, dois senadores do estado de Nova York apresentaram o Projeto de Lei do Senado S1767 que, se aprovado, “proíbe a fabricação, venda e uso de utensílios de cozinha contendo politetrafluoretileno”. Na justificativa do projeto, os patrocinadores afirmam que os produtos químicos usados em panelas antiaderentes fazem parte da família das substâncias perfluoroalquiladas (PFAS), “que são conhecidas por causar graves efeitos à saúde, como danos às funções reprodutivas e corporais, efeitos no desenvolvimento de jovens, aumento do risco de câncer e maior risco de colesterol alto e obesidade.” O texto reconhece que pesquisas adicionais são necessárias para determinar a extensão completa do risco, mas conclui que “não devemos deixar as pessoas vulneráveis aos potenciais efeitos negativos à saúde”.
O projeto de lei está atualmente em comissão no Senado, o que significa que ainda não foi levado ao plenário para votação por todo o corpo legislativo. Uma vez no plenário, ele precisa ser aprovado tanto pelo Senado Estadual de Nova York quanto pela Assembleia Legislativa, e então ser sancionado pelo governador.
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Panelas antiaderentes são seguras?
Há pouco debate sobre o risco à segurança das panelas antiaderentes que não usam revestimento de Teflon, como, por exemplo, as de cerâmica ou ferro fundido. No entanto, aquelas que utilizam PTFE têm levantado preocupações nos últimos anos. “O PTFE pertence a um subgrupo do que é conhecido como PFAS,” explica Bruce Jarnot, PhD, especialista global em conformidade de materiais, toxicologista e consultor de conformidade de produtos na Assent. PFAS são frequentemente chamadas popularmente de “substâncias químicas eternas”, porque não se degradam ao longo do tempo e o corpo humano não consegue metabolizá-las.
Panelas antiaderentes são comuns em muitas residências
Valentyna Yeltsova/Getty Images
Em alguns casos, isso pode ser útil. Os PFAS são usados para isolar os fios em um marcapasso ou em próteses de articulação do quadril, já que são inertes. “Nessas situações, tudo bem, pois são inertes,” diz Jarnot. “Mas existem outras considerações a serem levadas em conta ao analisar possíveis leis como o Projeto de Lei do Senado de Nova York 1767”.
O primeiro ponto, ele diz, é o desperdício ambiental e a poluição gerados pelos fabricantes de produtos que contêm PFAS. “Todos nós temos os monômeros — os blocos construtores dos polímeros como o Teflon — dentro de nós desde a fase de fabricação,” afirma Jarnot, acrescentando que os resíduos acabam na água e no solo, e eventualmente chegam aos seres humanos. “Então, há um argumento forte contra os PFAS em geral, porque eles permanecem no corpo e podem se acumular ao longo do tempo quando estão no nosso ambiente”.
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No caso dos utensílios de cozinha, esse risco potencial aumenta porque os produtos são usados em altas temperaturas. “Esse é provavelmente o ambiente de temperatura mais alta ao qual um material como o Teflon é exposto. Quando você tem um marcapasso implantado, ele está na temperatura do corpo. Se você está selando peixe ou bife numa frigideira, ele está exposto a uma temperatura muito maior,” explica. Reações químicas ocorrem mais rápido em ambientes quentes, e “pode haver decomposição do polímero que gera alguns PFAS realmente nocivos no ar. E provavelmente há alguma internalização desses produtos em decomposição em altas temperaturas”.
O que acontece quando os PFAS se acumulam no corpo?
De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), a exposição aos PFAS pode ser prejudicial à saúde humana. “Cientistas da EPA, de outras agências federais, da academia e da indústria continuam a conduzir e revisar o crescente corpo de pesquisas sobre os PFAS. No entanto, os efeitos à saúde associados à exposição aos PFAS são difíceis de especificar por muitas razões,” informa a agência. Por isso, mais pesquisas são necessárias para determinar os riscos exatos.
Tanto as panelas de ferro fundido quanto as de cerâmica são alternativas populares às panelas com revestimento de PTFE
Rebeca Mello/Getty Images
Como Jarnot explica, toxicologistas costumam dizer que é a dose que faz o veneno. “Então, aqui você tem algo que não é metabolizado e que está se acumulando no seu corpo, criando uma exposição agregada. Nesse caso, cada pequena quantidade que você adiciona ao seu ‘copo de exposição’ conta”.
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Os consumidores devem jogar fora as panelas antiaderentes?
Mesmo em estados onde o uso de panelas antiaderentes é legal, alguns consumidores podem considerar descartá-las devido ao risco potencial. “Como toxicologista, eu ainda uso panelas de Teflon,” admite Jarnot. “Mas você nunca deve aquecê-las vazias e deve evitar temperaturas muito altas”.
Dito isso, eliminar as panelas antiaderentes pode ser uma forma simples de minimizar a exposição aos PFAS. “Você está sendo exposto a eles em quase todas as bebidas – água, vinho, cerveja, refrigerante – porque eles estão na água usada para preparar essas bebidas. Mas você precisa de água, você precisa de comida. Então, um dos lugares onde você pode facilmente eliminar a exposição é nos utensílios de cozinha”, acrescenta Jarnot.
Quais outros estados proibiram panelas antiaderentes?
Vários estados aprovaram ou estão considerando legislações sobre politetrafluoretileno em seus territórios. A Califórnia, por exemplo, aprovou uma lei que determina que panelas com PFAS adicionados intencionalmente devem informar isso nos rótulos; no entanto, não houve uma proibição total. Outros estados, como Connecticut, Maine, Vermont e Rhode Island, aprovaram leis que entrarão em vigor nos próximos anos e proíbem produtos com PFAS adicionados intencionalmente. Minnesota aprovou uma lei proibindo PFAS em diversos bens de consumo, incluindo utensílios de cozinha, que entrou em vigor em janeiro deste ano.
*Matéria originalmente publicada na Architectural Digest EUA
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Fonte: Casa Vogue

Arquitetura

Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

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Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue

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Arquitetura

Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis

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Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”



Fonte: Casa Vogue

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Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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