Arquitetura
Praça Flutuante AquaPraça / Carlo Ratti Associati + Höweler + Yoon Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. AquaPraça, a praça cultural flutuante projetada por CRA–Carlo Ratti Associati e Höweler + Yoon, tornou-se um dos marcos da Conferência da ONU sobre Mudança Climática COP30, realizada em Belém, no Brasil. Após sua estreia em Veneza, em setembro, durante a Bienal de Arquitetura de 2025 — em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália, o Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália e a Presidência da COP30 — a AquaPraça passou a integrar o Pavilhão Italiano na conferência. A iniciativa foi viabilizada por meio de uma coalizão internacional singular, envolvendo a Agência Italiana para o Desenvolvimento e Cooperação, o CIHEAM Bari e o programa Connect4Climate do Grupo Banco Mundial, com apoio da BF International – membro do Grupo BF S.p.A. (como Parceiro de Nomeação da AquaPraça COP30), Bloomberg Philanthropies, Costa Crociere, ENEL e o Grupo Ferrovie dello Stato Italiane. Construída pela Cimolai, empresa italiana líder em construção avançada em aço, a AquaPraça será doada pela Itália ao Brasil após o término da COP30, transformando-se em um espaço comunitário dedicado ao engajamento social em temas climáticos, estratégias culturais e indústrias criativas, em parceria com o Estado do Pará.

Ancorada ao longo da Baía do Guajará, no sistema do Rio Amazonas, a plataforma de 400 metros quadrados funciona como uma ágora global em que as mudanças climáticas podem ser vivenciadas em escala humana. A estrutura emprega o princípio de Arquimedes para se adaptar ao ambiente, em uma região onde o delta amazônico registra variações de maré de até quatro metros, revelando diariamente a paisagem subaquática da baía. A AquaPraça oferece um contexto envolvente para projetos que fazem a mediação entre os níveis da água e a atividade humana; ao flutuar, permite que os visitantes experimentem sistemas naturais e construídos à altura dos olhos. Em Belém, a AquaPraça incorpora uma estrutura adicional de sombreamento e atua como um catalisador cívico, sediando simpósios, programas culturais e discussões sobre políticas climáticas.

Apresentada inicialmente em Veneza em uma versão simplificada, a AquaPraça foi posteriormente exibida na COP30 como uma extensão da Casa das Onze Janelas, no centro de Belém. Agora, destaca-se como um novo marco cultural e símbolo da cooperação entre Itália e Brasil. A AquaPraça se tornará uma infraestrutura cultural permanente, representando o legado da contribuição italiana para o diálogo global sobre clima e arquitetura adaptativa. Situada no ponto de encontro entre o sistema do Rio Amazonas e o Oceano Atlântico — onde águas doces e salgadas se misturam para formar um poderoso ecossistema estuarino — a Baía do Guajará serve como cenário para a apresentação da AquaPraça em sua forma completa, após sua primeira exibição parcial em Veneza.

“Quando falamos sobre mudança climática, devemos partir de um princípio: ecologia e liberdade não estão em contradição, mas devem integrar um destino comum para o futuro da humanidade”, afirmou o ministro Antonio Tajani em seu discurso na cúpula da COP30. “O forte compromisso italiano que acabo de descrever encontra sua expressão concreta em Belém por meio do Pavilhão Italiano, a AquaPraça — uma praça flutuante que evoca Veneza, onde foi apresentada nos últimos meses. Ela permanecerá aqui, na Amazônia, como um espaço disponível aos cidadãos e como um símbolo da profunda amizade entre nossos países e dos valores de cooperação internacional nos quais a Itália acredita.”

“Em 1980, Aldo Rossi voltou-se ao passado para demonstrar que a arquitetura ainda poderia enriquecer o horizonte de Veneza. Hoje, com a AquaPraça, olhamos para o futuro — explorando maneiras de construir com a natureza, e não contra ela. Ao fazer isso, ampliamos o diálogo de Rossi com a cidade para um diálogo com o planeta”, afirma Carlo Ratti, professor do MIT e do Politecnico di Milano, co-fundador da CRA e curador da Bienal de Arquitetura de 2025. “O projeto sempre foi concebido como uma jornada: uma estrutura com muitas vidas. De Veneza a Belém, como pavilhão da Itália para a COP30, e que permanecerá na Amazônia como infraestrutura cultural permanente. Essa é a essência da circularidade — o reaproveitamento e a reinvenção contínuos ao longo do tempo.” || “O conceito de um fórum flutuante é verdadeiramente inovador e se alinha perfeitamente à nossa visão para a COP30”, afirma André Corrêa do Lago, presidente da conferência. “Trazer essa estrutura ao Brasil cria uma presença marcante e simbólica no evento, destacando nosso compromisso com a sustentabilidade. Além disso, ela pode servir como um legado duradouro de nossos esforços conjuntos e como um lembrete permanente da importância da sustentabilidade.”

“AquaPraça permite que os visitantes encontrem o mar ao nível dos olhos,” diz Eric Höweler, co-fundador da Höweler + Yoon e professor da Universidade Harvard. “Suas superfícies inclinadas e níveis variados incorporam um delicado equilíbrio.” “É uma plataforma, tanto literal quanto figurativa, para aprofundar nossa compreensão e experiência coletiva do aumento do nível do mar e os impactos da mudança climática nas cidades e comunidades globais,” acrescenta J. Meejin Yoon, co-fundadora da Höweler + Yoon e Decana Gale e Ira Drukier na Faculdade de Arquitetura, Arte e Planejamento da Universidade Cornell, “e buscando soluções coletivas.”

“A Cimolai tem a honra de participar de um projeto tão inovador e simbólico quanto a AquaPraça”, afirma Marco Sciarra, presidente da Cimolai SpA. “O verdadeiro desafio foi concluir a plataforma em tempo recorde — em apenas cinco meses finalizamos o projeto estrutural, a construção e a certificação, integrando de forma impecável os aspectos arquitetônicos e de engenharia. Esta plataforma cultural flutuante não apenas destaca a excelência da engenharia italiana e nossa capacidade de enfrentar desafios complexos, mas também combina tecnologia e sustentabilidade para oferecer soluções concretas às comunidades afetadas pela mudança climática. Para a Cimolai, trata-se de uma oportunidade única de reforçar o papel da Itália tanto no avanço científico quanto no diálogo global sobre arquitetura e clima.”

De 10 a 21 de novembro de 2025, a AquaPraça esteve ancorada em Belém como parte integrante do Pavilhão da Itália na COP30 e, posteriormente, permanecerá na Amazônia como uma infraestrutura cultural flutuante permanente, simbolizando adaptabilidade e diálogo diante das mudanças climáticas.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Apartamento da Casa na Árvore / Projekt V Arhitektura

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- Área:
100 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artisan, Gazzda, Krivaja Homes, Zanat, prostoria

Descrição enviada pela equipe de projeto. Este retrofit sustentável de 100 m², assinado pelo Project V Architecture, transforma um apartamento em Sarajevo — situado em um edifício de pátio da era austro-húngara — em um universo acolhedor e sensorial, construído a partir de materiais naturais. Pensado para uma família jovem, o projeto utiliza revestimentos em madeira de cerejeira, paredes pintadas com argila, bancadas de pedra, cortinas de linho, travertino e um detalhamento minimalista. O elemento mais surpreendente é uma Casa na Árvore infantil, pré-fabricada e sob medida, feita em madeira laminada de abeto. O apartamento evoca uma sensação de atemporalidade, dialogando com a tradição do minimalismo e do modernismo do século XX em Sarajevo, e abriga uma curadoria de artesanato e arte contemporânea da Bósnia.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Carla Diaz apresenta obra de arte personalizada para nova casa
“Foi uma obra desafiadora de ser criada. Uma encomenda feita praticamente às cegas, para representar uma pessoa que, desde criança, esteve dentro das nossas casas. Como retratar abstratamente toda essa personalidade da Carla? No abstrato, cada um enxerga um pouco do que tem dentro de si mesmo. Tive certeza de que acertei no equilíbrio e na energia da obra quando ela olhou e enxergou a alegria transbordando através das cores”, afirmou Leonardo.
Arquitetura
Mercedes-Benz terá bairro residencial de luxo com 12 edifícios em Dubai
A montadora Mercedes-Benz terá seu primeiro bairro residencial de luxo em Dubai, nos Emirados Árabes. O projeto Binghatti City reunirá, assinado em parceria com a incorporadora Binghatti, terá 13 mil apartamentos distribuídos em 12 torres, com design inspirado na identidade visual da marca de automóveis.
O nome Vision Iconic foi escolhido para a torre central, que tem 341 metros de altura e define o skyline em efeito cascata. O empreendimento aposta em acabamentos cromados, tons de preto e prata. Os interiores combinam a sofisticação minimalista e materiais nobres como madeira e couro.
Com uma extensão de mais de 930 mil m², o bairro de luxo fica situado na região de Meydan e está em fase de construção. O Binghatti City é projetado para ser concluído em fases, com previsão de entrega total até 2029.
O complexo contará ainda com áreas culturais, instalações esportivas e centros comerciais, permitindo uma vida autossuficiente aos moradores.


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