Praça navega da Bienal de Veneza à COP30 e vira palco para discussões climáticas | Um só planeta

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“Muitas obras são respostas estáticas às dinâmicas climáticas – como chuva, neve e vento. A AquaPraça é diferente, pois não resiste a essas flutuações, mas se adapta a elas. À medida que as marés sobem e descem, a flutuabilidade da balsa também se ajusta. Enquanto muitos edifícios e praças à beira-mar sofrem com inundações, a AquaPraça mantém uma altura constante em relação ao nível da água”, explica o arquiteto Eric Höweler, co-fundador do escritório Höweler + Yoon Architecture.

Para garantir essa adaptabilidade, o projeto utiliza tecnologia baseada nos princípios de flutuabilidade e equilíbrio, com câmaras que se inundam ou esvaziam como tanques de lastro, permitindo que a praça mergulhe ou emerja conforme as marés. Sensores monitoram continuamente esses níveis, mantendo a plataforma estável e segura para ocupação humana. A engenharia envolveu uma colaboração multidisciplinar entre especialistas navais, fabricantes e autoridades, resultando numa solução capaz de lidar com as flutuações naturais sem comprometer sua funcionalidade.

Com 400 m² e capacidade para 150 pessoas, a AquaPraça foi planejada para receber conferências, oficinas e eventos públicos, oferecendo uma experiência imersiva que aproxima os visitantes da dinâmica da água. Suas superfícies inclinadas possibilitam novas percepções sobre o ambiente aquático, reforçando a importância da água como ecossistema, recurso e elemento central nos impactos climáticos contemporâneos.

“A AquaPraça pode ser vista como mais do que um projeto arquitetônico”, explica a arquiteta J. Meejin Yoon, co-fundadora do escritório Höweler+Yoon Architecture. “É uma plataforma, literal e figurativamente, para aprofundar nossa compreensão e experiência coletiva sobre a elevação do nível do mar e os impactos das mudanças climáticas nas cidades e comunidades globais. E, tão importante quanto, trata-se de um espaço cívico imersivo para avançar o debate público, promover a cooperação internacional e buscar soluções coletivas.”

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Fonte: Casa Vogue

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