Arquitetura
(RE)INVENÇÃO: Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza / Plano Coletivo

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- Área:
140 m²
Ano:
2025

(RE)Invenção. O projeto de curadoria da representação brasileira na 19ª MIA – Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, parte de uma reflexão sobre as recentes descobertas arqueológicas de infraestruturas ancestrais do território amazônico para considerar as contradições e questionar condições socioambientais da cidade contemporânea. Representada em dois atos, (RE)INVENÇÃO constrói uma narrativa que atravessa tempos e territórios.

O primeiro ato ocupa a menor sala do Pavilhão do Brasil e traz narrativas do Brasil ancestral que nos convidam a repensar, a partir de estudos arqueológicos recentes da Amazônia Central, a idade real da “floresta habitada” brasileira. Há cerca de 10 mil anos, durante o longo período desde o início do Holoceno, os povos originários ocuparam as terras baixas da América do Sul e moldaram as paisagens ao seu redor, criando infraestruturas sofisticadas que integravam conhecimento técnico e estratégias de adaptação ao meio ambiente. Portanto, a ocupação desta área é tão antiga quanto a de outros povos ameríndios. A partir do solo, terraplenos, aterros e muros de arrimo e estruturas de grande porte eram construídos para abrigar milhares de habitantes. As modificações antrópicas significativas decorrentes desta ocupação estabeleceram adaptações na natureza e criaram paisagens. A floresta amazônica, portanto, pode ser vista como o resultado da coexistência equilibrada entre homem e natureza.

O segundo ato ocupa a maior sala do pavilhão e propõe apresentar estratégias projetuais que tensionam a vida cotidiana em busca de equidade social e equilíbrio ecológico no Brasil contemporâneo, um país constituído por um patrimônio natural e urbano de excepcional riqueza, fruto da promessa de desenvolvimento e do desejo de emancipação cultural. Dessa forma, foca-se o olhar para a possibilidade de reconhecimento e valorização de estratégias e operações projetuais “encapsuladas” na engenhosa produção existente, herdada e apropriada. Complexa, mas desigual; útil, mas limitada; essa é a nossa “infraestrutura herdada”. Neste caso, não se trata de resgatar a imagem ou os princípios estéticos dos projetos exemplares do passado, mas de atualizar o problema, colocá-lo em suspensão para considerar as contradições, questionar as condições socioambientais da cidade contemporânea e apresentar possibilidades de aprendizado e ação para os desafios futuros. Que lições, em termos de pertinência e significação, podemos extrair da relação entre esse patrimônio construído infraestrutural e o patrimônio natural?


O Pavilhão do Brasil em Veneza foi recentemente restaurado a partir de uma proposta de renovação de autoria dos Arquitetos Associados e Henrique Penha, parte da estratégia da equipe para a curadoria da 17ª MIA. Projetado pelos arquitetos Henrique Mindlin, Giancarlo Palanti e Walmir Amaral em 1960, o pavilhão é composto por duas salas de exposição com características distintas. A menor delas possui grandes panos de vidro do tipo “piso-teto”, voltados para os terraços laterais. Por sua vez, a segunda sala não possui aberturas no “nível do olho”. Ao invés disso, a iluminação natural adentra o espaço através de grandes janelas altas de vidro translúcido do tipo “U-glass” que contornam o espaço.


Conceito da Instalação Expositiva. O espaço da exposição foi projetado pela equipe de curadores a partir de elementos mínimos que se utilizam da estrutura do Pavilhão do Brasil como suporte para reconfigurar seus espaços internos. Na primeira sala (primeiro ato), todos os elementos da instalação se apoiam no chão. Na segunda sala (segundo ato), a instalação é construída a partir do equilíbrio de painéis de madeira, pedras usadas como contrapesos e cabos de aço que formam um sistema que, percorrido por forças de ação e reação, mantém-se suspenso e estável. Dessa forma, os materiais da instalação podem facilmente ser remontados ou reciclados em novas formas de aproveitamento após a exposição.

O sistema expositivo da 2ª sala é formado por painéis horizontais e uma mesa em compensado de madeira de reflorestamento interligados por cabos de aço tracionados. O equilíbrio das cargas do sistema é viabilizado pelo contrapeso de blocos de mármore suspensos nos cabos articulados nas polias fixadas no teto e em uma alça fixada no piso. A transmissão das cargas é garantida por dois cabos de aço em cada conjunto de painéis, que se entrelaçam no ponto central do sistema um tubo metálico circular que distribui as forças de tensão e dá estabilidade à estrutura. A tração no cabo inferior resulta do encaminhamento da reação vertical para a alça, de forma que a mesa equilibra por compressão os esforços horizontais. A mesa e os painéis, em suspensão, tornam ela própria uma nova estrutura e reconfiguram, assim, a espacialidade da sala. O mármore Carrara utilizado nos contrapesos foi “cinzelado” por um escultor local a partir de blocos maiores até chegar no peso máximo de 25kg por bloco.

De madeira geral, o desenho da instalação das duas salas parte da ideia de ressignificar a noção de infraestrutura como modo de habitar (et.latim strutura) e como sistema (et. grego systēma): um todo organizado que compõe suas partes na busca por equilíbrio entre cultura e natureza. A coexistência presente na ancestralidade do território amazônico inspira um olhar para debater estratégias existentes das cidades contemporâneas, ações projetuais que configuram a arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe.



Sobre o Plano Coletivo. O Plano Coletivo é um grupo de arquitetos, professores e pesquisadores que possuem interesses e formações diversos e colaboram de forma livre em torno de dois objetivos comuns: discutir o território urbano como narrativa crítica e refletir sobre arquitetura como ação socioambiental. Atualmente, o Plano Coletivo conta com dez integrantes que colaboram entre si de diferentes formas: André Velloso (ARQBR), Carolina Pescatori (FAU-Unb), Cauê Capillé (FAU-UFRJ), Daniel Mangabeira (BLOCO Arquitetos), Eder Alencar (ARQBR), Guilherme Lassance (FAU-UFRJ), Henrique Coutinho (BLOCO Arquitetos), Luciana Saboia (FAU-Unb), Matheus Seco (BLOCO Arquitetos) Sérgio Marques (FAU-UFRGS).

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa 130AUS / Vallribera Noray Arquitectes

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nem todo mundo precisa de uma casa grande, um jardim imenso ou muitos cômodos que nunca são utilizados. É o caso deste casal, decidido a viver em seu bairro sem se endividar com contas de energia. Seu lote era uma casa em ruínas, estreita e profunda, com apenas 20 palmos de largura — a medida tradicional catalã (aproximadamente quatro metros) que historicamente definiu a largura das casas inglesas e o ritmo das ruas da cidade.


Neste pequeno fragmento de cidade, iniciamos um projeto baseado, desde o primeiro momento, no uso racional de todos os recursos disponíveis — materiais, energéticos e econômicos. Demolimos a antiga residência, recuperando e separando materiais para lhes dar uma segunda vida e reduzir o impacto ambiental decorrente da geração de resíduos.


A nova casa está organizada em dois andares. No térreo, um único espaço de cozinha–sala–jantar se abre para o pátio, enquanto o local que normalmente abrigaria um carro é destinado a um hall de entrada com estacionamento para bicicletas, lavanderia e depósito. No centro da casa, um banheiro e uma escada completamente aberta favorecem a entrada de luz natural e a conexão visual entre todos os ambientes. No primeiro andar, estão localizados o dormitório, um escritório e um banheiro aberto para a escada; não é necessário mais nada.

A estrutura responde diretamente à distribuição da casa. Todo o primeiro andar é concebido como uma caixa fechada de madeira laminada cruzada (CLT), apoiada nas paredes existentes. As duas coberturas do térreo são resolvidas com vigas e tábuas, também de madeira, apoiadas entre a caixa de madeira e as fachadas do térreo. A fachada voltada para a rua é restaurada, recuperando a fisionomia original da residência.


Dispensamos forros e revestimentos desnecessários e apostamos no uso de materiais naturais e sustentáveis. A estrutura, as janelas, as persianas, o mobiliário e as portas são de madeira. O isolamento é de fibra de madeira, e as fachadas são revestidas com painéis de cortiça. No interior, o andar superior desfruta da acolhedora madeira aparente. No térreo, o piso de azulejo cerâmico de El Bruc e a parede de tijolos do Segrià proporcionam frescor, formando uma seleção de materiais que contribui para regular as variações de temperatura e umidade da casa.


A decisão de dispensar sistemas de climatização mecânica baseia-se na otimização máxima da envoltória e na incorporação de estratégias bioclimáticas. No verão, a ventilação cruzada é reforçada pelo efeito chaminé das janelas do telhado, que permite refrescar a casa durante a noite. Durante o dia, as persianas alicantinas protegem do sol, e os ventiladores proporcionam conforto. No pátio, a pérgola e a vegetação geram sombra e reduzem o efeito de ilha de calor. No inverno, por outro lado, aproveita-se cada raio de sol que entra e conserva-se o calor graças a um bom isolamento.

Hoje, este casal vive com o que realmente precisa. Sem máquinas de climatização, sem cômodos inúteis e sem contas que disparam. Em troca, desfrutam de 20 palmos de uma casa que respira, respeita o clima e se adapta a todas as suas necessidades.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
O que significa abelha em casa: sinal de sorte ou alerta?

Ver uma abelha rondando sua casa — seja perto da janela, da porta ou no jardim — pode parecer apenas um detalhe do cotidiano, mas para muitas tradições isso está longe de ser algo aleatório.
No Feng Shui e em diversas culturas, a abelha é associada à abundância, prosperidade e às recompensas do trabalho bem-feito. Por viver em comunidade e produzir o mel a partir do esforço coletivo, ela simboliza cooperação, comunicação e crescimento. Quando aparece perto da entrada da casa, é interpretada como um sinal de boas energias, novas oportunidades e progresso próximo.
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Em outras tradições espirituais, o simbolismo também é positivo. No cristianismo, a abelha representa pureza e doçura divina, sendo associada à Virgem Maria. Já em culturas antigas, como a celta, era vista como mensageira entre mundos, ligada à transformação, à renovação e à evolução pessoal — o que faz de sua visita um possível presságio de mudanças significativas.
Do ponto de vista prático, a presença de abelhas também revela muito sobre o entorno. Elas se aproximam de lugares com flores, água e equilíbrio ambiental, indicando biodiversidade e pouco uso de produtos químicos. Assim, seja no campo simbólico ou ecológico, a visita desse inseto tende a ser um excelente sinal.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Seu pet pode ir à praia ou à piscina? Entenda os cuidados essenciais no verão
“Seja no mar, na piscina, em rios, ou cachoeiras, é importante evitar que o animal ingira qualquer tipo de água que não seja tratada e filtrada, pois isso pode causar distúrbios gastrointestinais, como episódios de vômito e diarreia. Também é importante observar o solo, já que areia quente, pedras, superfícies ásperas, ou muito lisas e escorregadias, podem machucar o pet. Outro ponto importante é avaliar se o local é de fato seguro, sem correntezas fortes, objetos cortantes ou presença de animais peçonhentos”, alerta a médica-veterinária Joyce Aparecida Santos Lima, da Cobasi.
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