Arquitetura
Residência de Madeira / Architecture Discipline

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Por mais de um século, a construção convencional tem se apoiado no concreto como material principal, devido à sua resistência, durabilidade e custo acessível. Contudo, os impactos ambientais das emissões de carbono geradas em sua produção já não podem ser ignorados — é hora de uma mudança. Projetos recentes, sobretudo residenciais, podem servir como campo de experimentação para materiais e tecnologias que tornem a construção mais eficiente e menos poluente. Esta residência voltada para o mar, localizada na tranquila vila de Vagator, em Goa, é um exemplo disso: um lar preciso e bem estruturado que marca a estreia do uso de madeira engenheirada em larga escala na Índia.


Projetada para Sahil Barua, cofundador da maior empresa de logística de e-commerce do país, a casa nasceu de um programa que previa apenas requisitos funcionais, dando aos arquitetos liberdade para criar um espaço sob medida para o estilo de vida do cliente. Tendo crescido no campus do IIM em Ahmedabad, projetado por Louis Kahn, o morador desenvolveu um apreço pela expressão autêntica dos materiais — sensibilidade que a equipe aproveitou para explorar soluções construtivas pouco convencionais e sustentáveis.

Implantada no ponto mais alto de um terreno verdejante e íngreme, a casa se abre para o rio Chapora ao norte e para o mar Arábico a noroeste. “A forma como um edifício toca o solo é fundamental, pois é nesse ponto que o usuário estabelece o primeiro contato com a construção”, explica o arquiteto Akshat Bhatt. Para preservar a inclinação e a vegetação originais, a estrutura foi apoiada sobre pilares e muros de contenção de concreto, criando um pavimento térreo elevado. Essa solução reduziu cortes e aterros no terreno, além de proteger a casa da umidade e da ação capilar ao longo do tempo.


A personalidade objetiva do cliente inspirou a forma linear e unidirecional da residência: um único bloco com telhado inclinado, projetado para enfrentar as fortes monções locais. A estrutura é composta por onze pórticos de madeira laminada colada (glulam) que definem o volume central. Esse tipo de madeira industrializada alia resistência comparável à do aço a um baixo impacto ambiental, surgindo como alternativa promissora ao concreto e ao aço — dois dos maiores emissores de carbono na construção civil.

A empresa Artius foi responsável por erguer a casa de dois andares no sistema pilar-viga. A estrutura foi pré-fabricada em Gurugram e montada no local em apenas 30 dias por uma equipe enxuta de nove profissionais. Conectores metálicos de precisão fixaram os elementos de madeira à fundação de concreto, garantindo estabilidade, eficiência e impacto visual. O processo reduziu desperdícios, acelerou a montagem e preservou ao máximo o terreno.


O projeto foi otimizado para equilibrar desempenho econômico e ambiental. O sistema estrutural, naturalmente complexo, foi simplificado por meio de desenhos e detalhes precisos, viabilizando uma colaboração fluida entre arquitetos, engenheiros e fabricantes. Assim, comprovou-se que obras em madeira engenheirada podem alcançar competitividade semelhante à do concreto. Do conceito à execução, todo o processo foi conduzido com profundo conhecimento do material, permitindo controle rigoroso de seu uso e assegurando sustentabilidade.

Os ambientes sociais se distribuem em planta aberta ao longo do bloco linear. No térreo, poucas divisórias internas preservam a fluidez espacial e mantêm o invólucro externo intacto. Nesse espaço, sala de estar e jantar ocupam a área central, enquanto suítes para hóspedes ficam na extremidade posterior. Um pé-direito duplo integrado a grandes painéis envidraçados garante luz abundante e vistas amplas, complementadas por uma claraboia contínua na cumeeira do telhado, que também favorece a ventilação natural. A sala se conecta a um deck metálico suspenso, que parece flutuar sobre a paisagem e oferece vistas privilegiadas do Mar Arábico.

Uma escada leve leva ao mezanino, onde uma galeria sobre a sala conduz à suíte principal, também funcionando como espaço para a coleção de arte eclética do cliente. Em contraste com a volumetria principal, a cozinha e a área de jantar se projetam como um volume metálico desconstruído, adicionando dinamismo e ludicidade. Esse ambiente se abre para a piscina de um lado e para a horta de outro, criando a sensação de estar suspenso em meio à natureza.

No pavimento inferior, a casa abriga uma oficina de marcenaria envidraçada, iluminada naturalmente por janelas altas. Ela se abre para um deck de madeira parcialmente sombreado, delimitado por floreiras, que funciona como extensão das atividades ao ar livre e mantém conexão plena com o entorno.

O interior foi concebido para valorizar a estrutura da casa. Sem revestimentos adicionais, a madeira engenheirada permanece exposta, trazendo textura e calor aos espaços. O piso é de granito preto, e as paredes brancas funcionam como tela neutra para futuras memórias. Inspirado pelo estilo de vida simples do cliente, o mobiliário é funcional e sem excessos. Na sala, destaca-se uma mesa de jantar de 4,5 metros feita a partir de uma única prancha de madeira. Peças modernas em couro, como a poltrona Eames e um divã inspirado em Mies, contrastam com móveis rústicos, compondo um conjunto equilibrado e livre de excessos visuais.

Externamente, a rusticidade da fachada em madeira carbonizada contrasta com o refinamento interno. Produzidas com a técnica japonesa tradicional yakisugi, as tábuas queimadas oferecem durabilidade, resistência ao clima e um tom cinza-escuro que se harmoniza com a paisagem, adquirindo pátina ao longo do tempo. O volume da cozinha e jantar, revestido em zinco, cria um contraponto visual marcante à madeira.

A paisagem ao redor, boêmia e selvagem, é perfeita para o cliente, um triatleta que prefere treinar ao ar livre. Ao longo da residência, foi instalada uma piscina retangular de 25 metros para natação. Hortas ocupam boa parte do terreno, permitindo o cultivo de alimentos próprios, enquanto a maioria das árvores originais foi preservada, criando uma barreira natural para a rua. O gramado enquadra a vista da casa, revelando o equilíbrio entre natureza e arquitetura.

Entre o verde tropical de Goa e o mar, a residência é um refúgio tranquilo para recarregar energias e estimular a criatividade do morador. O projeto estabelece um marco para o design residencial sustentável na Índia, unindo materiais não convencionais e tecnologia de ponta em uma composição minimalista, funcional e inovadora.

Fonte: Archdaily
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Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18

A imperatriz austríaca Maria Theresa (1717-1780), uma das monarcas mais amadas e com o reinado mais longo da Europa, foi homenageada com um navio de cruzeiro de luxo. Com decoração inspirada no século 18, a embarcação foi nomeada como “Melhor Novo Navio Fluvial” pelos editores do Cruise Critic em sua temporada inaugural. Os preços para viagens de uma semana variam de 2.080 a 13.849 euros (R$ 13 mil a R$ 86 mil, em valores convertidos na cotação atual), variando de acordo com o tipo de acomodação.
O SS Maria Theresa, com trajeto pelos rios Danúbio e Meno, tem a configuração de suas acomodações alterada a cada ano. A capacidade é de 150 hóspedes e 55 tripulantes. Para 2026, a embarcação conta com uma Grand Suite, 10 suítes e 64 cabines, todas com camas Savoir da Inglaterra feitas sob encomenda, lençóis de cetim de algodão personalizados e edredons europeus. Além disso, os viajantes contam com um menu de opções de travesseiros e banheiros revestidos de mármore.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
A Grand Suite tem 38 m², conta com quarto, sala de estar espaçosa separada, banheiro com chuveiro de efeito chuva e banheira, além de área privativa para vaso sanitário e bidê. Entre as comodidades, há o serviço de mordomo, café da manhã no quarto, frigobar completo, além engraxate e serviço de lavanderia gratuito.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
As suítes convencionais tem 28,3m², vista para o rio e varanda privativa com janelas do chão ao teto. Banheiro em mármore, aquecedor de toalhas, serviço de mordomo na suíte, café da manhã no quarto, engraxate e serviço de lavanderia gratuito estão entre as comodidades. Já as cabines clássicas têm 15 m² e janelas localizadas na linha d’água.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
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Uniworld/Divulgação
Fonte: Casa Vogue
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