Arquitetura
Residência FCAP2 / Pitta Arquitetura

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- Área:
230 m²
Ano:
2024
Fabricantes: GM Marcenaria, Mundo das Pedras Marmoraria, Plantare Paisagismo, Polytec Churrasqueira, Spot Iluminação

Descrição enviada pela equipe de projeto. A Residência FCAP2, localizada em Itamambuca, Ubatuba, é um projeto assinado pelo escritório Pitta Arquitetura. Com 230m² de área construída, a casa foi projetada para oferecer conforto, sofisticação e total integração com o entorno natural. O design contemporâneo da residência utiliza materiais como madeira, concreto e vidro, criando um contraste elegante entre a rusticidade dos materiais naturais e a leveza das superfícies envidraçadas. “Nosso objetivo foi criar um ambiente que, além de confortável e sofisticado, estivesse completamente imerso na natureza ao seu redor”, afirma Thiago Brunini Pitta.

A estrutura da casa é predominantemente em concreto aparente, o que garante durabilidade e um visual moderno, enquanto os caixilhos de madeira reforçam a sensação de acolhimento. “O uso desses materiais foi pensado para que houvesse uma continuidade com o ambiente externo, como se a casa fosse uma extensão do próprio jardim”, completa Rodrigo Alves Pereira. O telhado segue uma proposta funcional e leve, com estrutura de madeira e telhas cerâmicas, além de beirais que protegem os ambientes internos do sol e da chuva, permitindo uma ventilação cruzada eficiente.




As cores foram escolhidas para criar um ambiente atemporal e acolhedor, com tons neutros como o cinza do concreto, a madeira natural, o branco e o verde da fachada. No térreo, a área social é ampla e integrada, com espaços generosos e aberturas que permitem ventilação e iluminação naturais. “Queríamos que os ambientes se conectassem de maneira fluida, criando uma experiência de total interação entre os moradores e o exterior”, explica Luíza Querido.

Grandes portas de correr conectam a sala de estar ao deck, à área gourmet e à piscina, criando uma transição fluida entre os ambientes internos e externos. Uma janela estrategicamente posicionada, aumenta a transparência da casa e a conexão com o jardim, além de funcionar como banco que une o estar à sala de jantar e à cozinha, espaços que formam um único amplo espaço social. Duas suítes para hóspedes completam o térreo, proporcionando comodidade aos visitantes.

No pavimento superior, a casa abriga duas suítes com terraço privado, oferecendo uma vista privilegiada. O projeto foi pensado dentro do conceito de arquitetura contemporânea tropical, que privilegia grandes vãos, a integração com a paisagem e o uso de materiais naturais. “O projeto foi idealizado para valorizar a paisagem local, sem abrir mão da funcionalidade e do conforto que os moradores precisavam”, conclui Thiago Brunini Pitta. Com volumes bem definidos e um desenho limpo, a residência une sofisticação e funcionalidade em um espaço que respeita e valoriza o ambiente ao redor.



O tempo total de projeto foi de 1 ano, enquanto a obra durou 1 ano e meio. A Residência FCAP2 se destaca como um exemplo perfeito de como a arquitetura pode ser contemporânea, funcional e ao mesmo tempo totalmente integrada à natureza, proporcionando uma experiência única de convivência e bem-estar.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Vogue de março apresenta o melhor da vida nas grandes cidades

“A única virtude incontestável de uma casa é o endereço”, dizia Paulo Mendes da Rocha (1928- 2021) a quem quisesse ouvir. Certa vez, entrevistado pela Casa Vogue, explicou melhor: “Quando está próxima de tudo, eis aí uma residência invejável. Se eu te disser o que tem na minha casa, isso não a torna invejável. Se eu digo que está no bairro de Ipanema, você vai dizer: ‘Que desgraçado!’”. Uma larga gargalhada seguiu-se, é claro.
O maior arquiteto da história do Brasil na minha opinião (Niemeyer não conta, era um artista!) sempre defendeu a cidade como a grande invenção humana de todos os tempos. O lugar do encontro, da conversa, onde a civilização se cria e se entende como tal. O local onde a maior parte de nós habita, e ao qual consagramos uma série de edições da Casa Vogue, como esta de março que você tem em mãos.
Em nenhuma outra reportagem deste número a ideia de que a urbe é o lugar da comunhão fica tão nítida quanto no relato que Joana L. Baracuhy faz de sua visita ao Estudio Tupi, em São Paulo. Pense em um casal de arquitetos cujo desejo supremo é, as condições permitindo, largar a atividade projetual para se dedicar somente à difusão do conhecimento por meio dos livros. Assim são Aldo Urbinati e Andrea Vosgueritchian, cuja sede do próprio estúdio manifesta a aspiração: há mesas de trabalho e salas de reunião e maquete, e ainda uma biblioteca recheada com 10 mil títulos de diversos campos, como arquitetura, arte, literatura e outros, que em breve deve abrir, aos poucos, ao público. Tudo organizado em um espaço que faz lembrar uma rua interna, tal qual o Teatro Oficina, de Lina Bo Bardi.
Metrópoles que se prezam conservam, entre seus encantos, bons pontos para ouvir música e beber algo. Pouquíssimas, porém, devem ter um estabelecimento desse tipo tão fotogênico quanto o Formosa Hi-Fi, bar de audição no centro histórico de São Paulo (quer endereço mais simbólico do que o Viaduto do Chá?!) onde Adriana Frattini e Bruna Scapim ambientaram um editorial inspirado no centenário do designer dinamarquês Verner Panton. As cenas resultantes eram irresistíveis demais para não irem parar na nossa capa.
Ousando discordar do mestre, aqui na redação nós acreditamos que aquilo que uma pessoa tem na sua casa pode, sim, torná-la invejável (um pouco que seja!). Por isso este mês entramos nas admiráveis moradas de Paulo Azevedo e Fred Peclat, em São Paulo, e nos projetos de Kazuyo Sejima em Kyoto, Dimorestudio em Londres e Pascali Semerdjian no Rio de Janeiro, vizinho a Ipanema, veja você!
Naquela mesma entrevista, afinal, o próprio Paulo Mendes da Rocha reforçou nossa vocação. Não sem, na sequência, nos lembrar da soberania do espaço urbano: “Dentro da casa, é só folhear a Casa Vogue, e você vai ver estilos diferentes. O que faz a casa são os hábitos do morador. O arquiteto só pode construir a cidade”. Boa leitura!
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
designers transformam sobras de mármore em mesas gráficas
Exibidas na MAU (Rua Fortunato, 224, Vila Buarque), as peças partem de uma afinidade criativa antiga entre os três envolvidos. Amigos de longa data, eles encontraram na coleção uma oportunidade de materializar referências compartilhadas que atravessam arquitetura, design e moda. O resultado aparece em mesas de tampo circular, produzidas em diferentes tamanhos e organizadas a partir de um jogo de faixas que alterna mármore e granilite.
Arquitetura
DW! São Paulo 2026: exposição reúne criativos afro-latinos e indígenas na Praça da República

Durante a DW! Semana de Design de São Paulo 2026, a Praça da República se transforma em um espaço de criação coletiva com a exposição Raízes em Permanência — Ancestralidade como Futuro Coletivo, organizada pela plataforma curatorial Casa Reina. Em cartaz de 5 a 15 de março, o projeto reúne mais de 25 artistas afro-latinos e indígenas e integra a programação oficial da semana, que celebra 15 anos sob o tema Legado Criativo.
Idealizada pela arquiteta e designer Michele Wharton, afro-latina de ascendência panamenha, a mostra propõe um olhar sobre a ancestralidade como base viva do design contemporâneo brasileiro. A seleção de artistas inclui nomes como Brenda Guimarães, Pietro Oliveira, Everton Souza, Erik Bonnisato, Erik Santana, Giovanna Arruda, Igor Lima, Julia Nogueira, Wesley Lemos, Zé Earns, Alex Rocca, Anna Zeferino, Ciro Schu, Gabriella Marinho, Junior Next, Mayara Amaral, Negana Pereira e Dih Morais, entre outros criadores cujas práticas transitam entre arte contemporânea, cerâmica, escultura têxtil, mobiliário, moda casa e vestuário.
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DW! São Paulo 2026: exposição reúne criativos afro-latinos e indígenas na Praça da Repúbli
A exposição assume um formato híbrido que combina mostra e pop-store, aproximando objeto artístico e funcional. As obras exploram materiais como madeira, fibras naturais, argila, tecidos e pigmentos, tratados não apenas como elementos formais, mas como parte de um pensamento material que conecta gesto, território e memória cultural.
Além da exposição, a programação inclui rodas de conversa realizadas entre 13 e 15 de março, organizadas em núcleos curatoriais dedicados a arte têxtil, design de mobiliário, escultura, joalheria autoral e artes visuais. Os encontros reúnem artistas participantes para discutir processos criativos, permanência e as novas narrativas que atravessam o design brasileiro contemporâneo.
Cadeira Girafales, design Pietro Oliveira
Divulgação
Reportagem: Mariana Conte
Captação de vídeo: Mariana Conte e Rafael Belém
Edição de vídeo: Isaque Athaydes
Fonte: Casa Vogue
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