Arquitetura
Residência VH / Sandra Sayeg Tranchesi Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Projetada pela arquiteta Sandra Sayeg, a Residência VH materializa o desejo de um jovem casal por uma casa acolhedora, funcional e conectada à natureza. Inicialmente concebida para ser ampliada ao longo dos anos, a decisão de executar o projeto em sua totalidade logo no início da obra garantiu maior praticidade construtiva e conforto aos futuros moradores. A estrutura metálica e o sistema steel deck foram escolhidos não apenas por sua agilidade e precisão construtiva, mas também pelo impacto estético, conferindo leveza à composição arquitetônica. A residência está implantada em formato de “H”, solução que possibilita que todos os ambientes se abram para o jardim, promovendo uma relação constante entre interior e exterior. A cozinha, um dos espaços centrais da casa, reflete o estilo de vida dos clientes: ela se conecta diretamente ao estar, ao jantar, à churrasqueira e ao jardim, com horta. Já a escada que leva ao pavimento superior é aproveitada para acomodar uma adega translúcida, que permite ver através, proporcionando mais um eixo de permeabilidade visual. Todo esse espaço fluido e integrado foi pensado para valorizar a convivência e receber amigos e familiares – uma prioridade para os moradores.



A materialidade desempenha um papel essencial na construção da identidade do projeto. Optou-se por uma paleta concisa e natural, onde a madeira desempenha um papel de destaque. O forro único de madeira Tauari proporciona continuidade e amplitude, ao mesmo tempo que traz aconchego. No térreo, a parede em concreto pigmentado e o piso de microcimento trazem unidade visual e reforçam a linguagem contemporânea da residência. Já os muxarabis de madeira Cumaru, contrastando com a estrutura metálica, filtram a luz e oferecem um equilíbrio entre privacidade e permeabilidade visual. Por fim, como cobertura externa, os pergolados metálicos possuem trechos cobertos com vidro e palha, criando um jogo dinâmico de luz e sombra. Os espaços foram desenhados para garantir funcionalidade sem abrir mão da sensação de refúgio. As quatro suítes estão distribuídas no pavimento superior, incluindo um quarto planejado para a primeira filha do casal. A circulação foi otimizada para criar espaços de convivência dinâmicos, como é o caso do escritório no piso superior, que aproveita um espaço de circulação que poderia ser subutilizado. Os banheiros seguem a mesma lógica de integração e racionalidade, com soluções como box em vidro jateado, que garante privacidade sem comprometer a amplitude dos espaços.

A área externa é um desdobramento natural da arquitetura. O jardim tem um paisagismo exuberante e complementa a presença marcante da piscina, que foi posicionada lateralmente para garantir vista a partir de diversos pontos da casa. O terraço se insere nesse contexto como uma extensão da área social, reforçando a fluidez entre os ambientes. A escolha do mobiliário seguiu uma abordagem orgânica, permitindo que os próprios moradores, em parceria com o Bossa Arquitetura, selecionassem peças que traduzissem sua personalidade. A arquitetura ditou a disposição do layout, iluminação e acabamentos, garantindo que os interiores refletissem a essência do projeto sem excessos. A Residência VH sintetiza a prática arquitetônica de Sandra Sayeg, pautada pela integração entre espaço e paisagem, pelo cuidado na escolha dos materiais e pelo olhar atento à vivência de seus ocupantes. Cada detalhe foi concebido para proporcionar conforto, funcionalidade e uma conexão fluida entre casa e natureza.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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