Arquitetura
Restauração do Celeiro Fienile N / Fontego Architettura

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
80 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Beneito Faure, COLOMBO DESIGN, Calligaris, Fajno Design, Kerakoll, Kvadrat, Lombardo

Descrição enviada pela equipe de projeto. A restauração de um fienile (celeiro), parte de um complexo rural maior, torna-se uma oportunidade para a Fōntego Architettura reinterpretar a simplicidade e a pureza da edificação. Na nova casa projetada, a área de estar se destaca pelo seu volume generoso, evocando a atmosfera agrícola original do celeiro. No seu coração, há uma peça central impressionante—um elemento arquitetônico que integra perfeitamente múltiplas funções em um único gesto.



O Fienile N é parte da restauração de um conjunto de edifícios rurais que foram construídos entre os séculos XIX e XX no campo florentino. Antes de ser transformada em residência, esta modesta estrutura servia como um espaço de armazenamento para a pequena comunidade. Suas características arquitetônicas são típicas dos celeiros desta região da Itália: alvenaria de tijolo e pedra, uma forma simples e compacta, dois andares e uma grande abertura, muitas vezes singular, no nível do solo para permitir o acesso de veículos agrícolas. O andar superior possui amplas aberturas com telas projetadas para promover a ventilação do feno. Neste caso particular, o celeiro está inserido na encosta, permitindo que o nível superior tenha sua própria entrada, acessada por um pequeno pátio que lembra um quintal tradicional, separado da entrada existente no nível inferior.


O projeto desenvolvido pela Fōntego Architettura concentrou-se em moldar os espaços internos enquanto preservava a visibilidade da estrutura existente, garantindo que a identidade original do edifício permanecesse intacta. Nenhuma parede foi introduzida no andar superior do celeiro, que agora serve como a principal área de estar da casa. No coração deste espaço, um volume impressionante, projetado sob medida, foi inserido—uma unidade verde multifuncional que define a cozinha enquanto integra um pequeno banheiro, um guarda-roupa para hóspedes e amplos compartimentos de armazenamento. Elaborado com marcenaria especializada, este elemento também abriga utilidades essenciais, eliminando a necessidade de intervenções na alvenaria original. Posicionado transversalmente dentro do edifício, próximo à entrada, proporciona uma sensação de privacidade e marca a presença da escada que leva ao nível inferior. A única conexão entre este elemento de mobiliário e o envoltório da casa é um conduíte que vai até o telhado para apoiar os sistemas mecânicos. As vigas e os caibros existentes foram preservados, apesar do significativo trabalho de reforço estrutural. Os pisos recém-instalados, um composto por tábuas de madeira e o outro em concreto industrial, refletem uma paleta de materiais cuidadosamente escolhida que permanece fiel ao caráter do celeiro.



A decisão de posicionar a área de estar no andar superior e os quartos abaixo é uma exceção aos layouts convencionais. Esse arranjo permite que o quarto permaneça um espaço mais privado e fechado, ao mesmo tempo em que aumenta a abertura das áreas de estar e cozinha. Embora o projeto priorize a intimidade nos quartos, as aberturas existentes, mantidas inalteradas em tamanho e posição, emolduram vistas expansivas das colinas e do campo circundante, cultivado com vinhedos e oliveiras. Algumas aberturas, especialmente aquelas correspondentes ao andar superior do celeiro, reinterpretam os tradicionais mandolati (tramado de alvenaria típico da arquitetura rural), mantendo a ventilação natural enquanto oferecem proteção do sol. O projeto se destaca por sua composição enganadoramente simples, reinterpretando habilmente elementos da arquitetura rural tradicional para redefinir a vida doméstica dentro de um edifício que abraça abertamente suas raízes históricas.

Arquitetura
O que significa abelha em casa: sinal de sorte ou alerta?

Ver uma abelha rondando sua casa — seja perto da janela, da porta ou no jardim — pode parecer apenas um detalhe do cotidiano, mas para muitas tradições isso está longe de ser algo aleatório.
No Feng Shui e em diversas culturas, a abelha é associada à abundância, prosperidade e às recompensas do trabalho bem-feito. Por viver em comunidade e produzir o mel a partir do esforço coletivo, ela simboliza cooperação, comunicação e crescimento. Quando aparece perto da entrada da casa, é interpretada como um sinal de boas energias, novas oportunidades e progresso próximo.
LEIA MAIS
Vai construir ou reformar? Seleção Archa + Casa Vogue ajuda você a encontrar o melhor arquiteto para seu projeto
Em outras tradições espirituais, o simbolismo também é positivo. No cristianismo, a abelha representa pureza e doçura divina, sendo associada à Virgem Maria. Já em culturas antigas, como a celta, era vista como mensageira entre mundos, ligada à transformação, à renovação e à evolução pessoal — o que faz de sua visita um possível presságio de mudanças significativas.
Do ponto de vista prático, a presença de abelhas também revela muito sobre o entorno. Elas se aproximam de lugares com flores, água e equilíbrio ambiental, indicando biodiversidade e pouco uso de produtos químicos. Assim, seja no campo simbólico ou ecológico, a visita desse inseto tende a ser um excelente sinal.
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Seu pet pode ir à praia ou à piscina? Entenda os cuidados essenciais no verão
“Seja no mar, na piscina, em rios, ou cachoeiras, é importante evitar que o animal ingira qualquer tipo de água que não seja tratada e filtrada, pois isso pode causar distúrbios gastrointestinais, como episódios de vômito e diarreia. Também é importante observar o solo, já que areia quente, pedras, superfícies ásperas, ou muito lisas e escorregadias, podem machucar o pet. Outro ponto importante é avaliar se o local é de fato seguro, sem correntezas fortes, objetos cortantes ou presença de animais peçonhentos”, alerta a médica-veterinária Joyce Aparecida Santos Lima, da Cobasi.
Arquitetura
Projeto de revitalização da área central do distrito histórico e cultural de Xinhepu / Atelier cnS

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
45435 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. O Conjunto Histórico e Cultural de Xinhepu é marcado por camadas históricas profundas e por uma forte memória urbana. Esta iniciativa de requalificação evita deliberadamente demolições e reconstruções em larga escala. Em vez disso, adota uma estratégia de “micro-regeneração e aprimoramento refinado”, com foco na reconexão da malha espacial do conjunto. Orientado pelo princípio de “uma edificação, uma solução sob medida” para a restauração arquitetônica e impulsionado pela melhoria da habitabilidade cotidiana, o projeto recorre a técnicas construtivas cuidadosas e de alta precisão. O objetivo final é criar um conjunto vivo, no qual o caráter histórico e a vida contemporânea coexistam de forma simbiótica.
I. Otimização Espacial Global: construção de um sistema espacial coeso e acessível para o conjunto – Partindo da estrutura espacial em escala macro, o projeto organiza de forma sistemática os fluxos de pedestres ao longo das ruas Dongshan, Xinhepu e Xuguyuan, criando um percurso cultural contínuo. Pontos-chave — como o Memorial do Terceiro Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, o Conjunto Jiandong e a Praça do Canto Noroeste de Xinhepu — são integrados de maneira orgânica a edifícios históricos como Xinyuan e o nº 4 da Rua Guangdongqian, configurando uma experiência de caminhada imersiva. Com foco na “integração funcional e abertura espacial”, o projeto conecta três grandes praças públicas em uma estrutura espacial em forma de fuso, articulando funções históricas e contemporâneas e transformando o conjunto de espaços fragmentados em um todo interligado.


A Rua Guangdongqian é concebida como o eixo cerimonial do conjunto. Por meio do reforço da sequência espacial e da orientação do percurso, integra as relações espaciais entre Xinyuan, o nº 4 da Rua Guangdongqian e a praça de entrada do Edifício Jiandong, formando uma interface de acesso coesa e altamente reconhecível. Um sistema contínuo de circulação de pedestres é implantado em toda a área. A introdução de iluminação, mobiliário de descanso, equipamentos de ginástica e a qualificação das interfaces dos estacionamentos elevam significativamente a qualidade do ambiente caminhável. Os ajustes de topografia seguem uma estratégia leve, incorporando micro-relevos, pavimentação uniforme e soluções integradas de degraus e rampas, garantindo um percurso fluido e agradável.


II. Restauração Arquitetônica no Conjunto Histórico e Cultural: “uma edificação, uma solução” a partir de classificação e coordenação – Diante da diversidade tipológica das edificações, o projeto estabelece um sistema de intervenção orientado pela “coordenação por categorias e reparos conforme as necessidades”.
1. Edificações tombadas: restauração precisa para preservação da autenticidade
Para os edifícios de valor histórico, aplica-se o princípio de “restaurar o antigo como antigo”. Por meio de reforço estrutural, recuperação de fachadas, retomada de técnicas construtivas tradicionais e restauro de elementos de detalhe, preservam-se ao máximo os materiais originais e as marcas do tempo.


2. Edificações comuns: harmonização da linguagem visual
Nos edifícios sem proteção patrimonial específica, mantêm-se os volumes e proporções originais. A unificação de cores, molduras, materiais e proporções de aberturas permite sua integração ao caráter geral do conjunto, evitando interferências visuais abruptas. O princípio de “uma edificação, uma solução” é aplicado de forma rigorosa, com avaliação individual de cada construção e definição de estratégias específicas que conciliam segurança, habitabilidade e respeito à aparência e textura originais. Problemas recorrentes em áreas residenciais antigas — como infiltrações, descascamento de fachadas, drenagem deficiente e falta de áreas para secagem — são solucionados por meios econômicos e de baixa intervenção, melhorando efetivamente a qualidade de vida dos moradores. O sistema da “quinta fachada” (coberturas) integra funções de secagem, abrigo contra a chuva e vegetação, ampliando a coerência visual e a conveniência cotidiana.


3. Conjunto Jiandong: interface entre o antigo e o novo
O Conjunto Jiandong exemplifica a simbiose entre passado e presente. A renovação da fachada do Edifício Jiandong utiliza um sistema de fachada cortina composta por painéis de terracota e alumínio, combinado com pintura vermelha nos espaços internos, adicionando uma camada material contemporânea ao conjunto histórico. Um corredor sombreado se estende a partir do canto sudoeste do edifício, conectando o primeiro e o segundo pavimentos a um ponto de ônibus e a uma área de atividades públicas. Esse elemento oferece abrigo, assentos e continuidade para pedestres, articulando naturalmente o edifício com a praça e formando uma interface urbana contínua. No térreo, o átrio “Lembrar a Origem” é pavimentado com tijolos cerâmicos vermelhos e incorpora elementos aquáticos, criando uma cena central que dialoga visualmente com as ruínas preservadas do antigo Salão Guangdong. A luz natural zenital, o som da água e os vestígios históricos produzem uma atmosfera serena e imersiva. No segundo pavimento, a sala de exposições organiza-se em torno do átrio em um percurso em forma de U, conduzindo naturalmente o olhar e o movimento até a varanda. Esta funciona como área de descanso ao ar livre, reforçando o jogo de cheios e vazios da fachada e complementando os usos externos. Instalações de apoio, como sanitários públicos, também são integradas ao conjunto, utilizando técnicas de alvenaria que dialogam com o contexto histórico.


4. Transformação dos interiores: Centro Comunitário de Xinhepu

III. Projeto e qualificação dos espaços públicos: da integração espacial ao aprimoramento da qualidade – O projeto integra a Praça do Canto Noroeste de Xinhepu, a Praça do Canto Sudoeste e a praça de entrada do Edifício Jiandong em um sistema paisagístico unificado, formando uma rede de espaços públicos interconectados e complementares. A Praça do Canto Noroeste funciona como uma sala de estar urbana aberta. Mantendo a escultura existente, sua estrutura espacial é redefinida por ajustes sutis de relevo e pavimentação contínua. Degraus, rampas, assentos e paisagismo resolvem com elegância as diferenças de nível, melhorando a fluidez dos percursos e a coerência visual. O projeto incorpora ainda soluções de cidade-esponja, como jardins de chuva e pavimentos permeáveis, fortalecendo a resiliência ecológica do local.


A Praça do Canto Sudoeste adota elementos refinados — canteiros curvos para árvores, assentos integrados e pavimentação permeável — criando um ambiente mais acolhedor e interativo. A abertura de suas bordas em direção à área residencial melhora o acesso visual e físico, tornando o espaço mais permeável e convidativo. A praça de entrada do Edifício Jiandong concentra-se na harmonização entre o ponto de ônibus e uma árvore antiga preservada. O canteiro da árvore integra assentos, formando uma área de espera confortável e protegida. Uma cobertura de policarbonato transparente permite a passagem da luz, projetando sombras dinâmicas em conjunto com a figueira centenária, reforçando seu papel como marco simbólico e depositário da memória coletiva. A partir dessa estrutura, o projeto desenvolve um sistema coordenado de mobiliário urbano, com a inserção estratégica de bancos, sinalização e iluminação. Elementos como guarda-corpos, divisórias, corredores e balizadores são projetados para desempenhar múltiplas funções — oferecer descanso, orientar fluxos e definir espaços de forma sutil — resultando em um sistema de espaços públicos flexível, adaptável e de alta qualidade.



IV. Estrutura técnica sistemática: reinterpretação e integração de materiais tradicionais com técnicas contemporâneas – Durante a fase de construção, o projeto priorizou o equilíbrio entre o saber-fazer tradicional e os materiais e métodos contemporâneos.
1. Precisão artesanal e inovação técnica
Para a restauração dos edifícios históricos, foram mobilizados artesãos experientes, responsáveis por técnicas tradicionais como a recuperação de alvenarias aparentes em tijolo vermelho, portas e janelas de madeira, molduras decorativas e acabamentos em pedra lavada. Esses métodos foram combinados com materiais modernos e sustentáveis de reforço estrutural, como fibras de carbono, aplicadas em estruturas de madeira e alvenaria. Paralelamente, o projeto inova ao empregar soluções contemporâneas, como alvenaria perfurada e revestimentos em terracota. Destaca-se o desenvolvimento de um sistema inédito de painéis de terracota perfurada fixados a seco, associado a acabamentos em granilite, configurando uma releitura atual de materiais tradicionais e oferecendo um modelo técnico e conceitual replicável para a requalificação de áreas históricas.


2. Qualificação integrada das infraestruturas
Enterramento das redes aéreas: As fiações antes expostas na fachada do Edifício Jiandong foram sistematicamente redirecionadas para um novo corredor técnico subterrâneo implantado ao lado do edifício, alcançando ocultação visual e maior ordenação urbana.
Relocação de estruturas fixadas em fachada: A estrutura metálica instalada na fachada norte dos edifícios nº 702–680 da Rua Donghua East foi desmontada e reinstalada ao nível do solo, atrás do muro paisagístico da praça leste. Essa intervenção eliminou completamente a poluição visual da fachada e suprimiu riscos de segurança associados.



Consolidação e ocultação de serviços: Para resolver a desordem visual das fachadas, realizou-se a reorganização sistemática das instalações externas, com a integração das condensadoras de ar-condicionado, remoção de painéis de alumínio salientes e ocultação de tubulações, eletrodutos e intradorsos de escadas em invólucros unificados.
Integração de postes inteligentes multifuncionais: Elementos urbanos antes dispersos — iluminação pública, câmeras de vigilância, sinalização e painéis inteligentes de tráfego — foram reunidos em postes inteligentes unificados, simplificando a paisagem urbana e conferindo identidade visual coesa ao conjunto.

-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura8 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura7 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura7 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura7 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Política8 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes
-
Construção9 meses atrás
PIB da construção deve crescer 2,4% em 2023, de acordo com Sinduscon-SP e FGV


