Arquitetura
Restaurante Tabula Rasa 2.0 / 23 Degrees Design Shift

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Descrição enviada pela equipe de projeto. No agitado distrito financeiro de Hyderabad, o Tabula Rasa 2.0 se destaca pelo charme espontâneo, pela cena musical vibrante e, sobretudo, por sua notável identidade visual. Este oásis urbano, projetado pelo escritório 23 Degrees Design Shift, contrasta com as fachadas envidraçadas que predominam na região, oferecendo um respiro cultural muito necessário para o público do setor de tecnologia.


O cliente, um entusiasta da música, idealizou um espaço que refletisse a essência do seu antecessor, ao mesmo tempo quew ousasse ir além. O programa pedia um local compacto, porém aberto ao céu, dedicado a apresentações musicais. Essa ideia foi traduzida em um pátio central que se tornou o coração dos 1.372 metros quadrados do restaurante. Suas dimensões foram cuidadosamente planejadas, testadas e otimizadas para garantir uma experiência audiovisual e sensorial envolvente.


A entrada funciona como um portal cuidadosamente concebido, revelando a amplitude do espaço interno. Ao cruzá-la, o visitante se vê diante de múltiplas possibilidades: áreas internas e externas se interligam, criando transições fluidas perceptíveis no bar semiaberto, no bar fechado e no palco ao ar livre. Sistemas de esquadrias deslizantes reforçam essa continuidade, permitindo que cada pessoa construa seu próprio percurso pelo restaurante.


A linguagem arquitetônica do Tabula Rasa 2.0 é um estudo de contrastes. Um telhado inclinado, fragmentado, parece flutuar sobre paredes sólidas, instaurando um diálogo entre peso e leveza. A estrutura principal combina concreto e aço, enquanto o pátio recebe uma cobertura dinâmica de fibra de vidro que se adapta a diferentes momentos do dia e estações do ano. Chamam atenção também os arcos em jack arch que configuram uma varanda com assentos, integrando com naturalidade usos funcionais — como sanitários — à narrativa espacial. A organização do conjunto reforça um caráter de abertura, sugerindo um lugar preparado para vivências novas e enriquecedoras.

O projeto de iluminação e paisagístico aprofunda essa narrativa arquitetônica, equilibrando forma e função. Fitas de luz embutidas revelam os elementos estruturais e criam uma atmosfera acolhedora ao anoitecer. O paisagismo exuberante que envolve o pátio e as áreas externas promove resfriamento natural e contribui para um microclima agradável. Essa integração cuidadosa entre luz e vegetação não só qualifica a estética do espaço, como também reflete sua filosofia projetual.

Mesmo com toda a energia do restaurante, o projeto encontra momentos de quietude por meio da materialidade. A paleta se ancora na ideia de um espaço que envelhece com elegância: o revestimento em cimento queimado cinza unifica as áreas, servindo como pano de fundo neutro e vivo. O piso escuro de blocos rústicos de granito preto contrasta com o mobiliário em madeira de acácia, enquanto o granito lakha vermelho do pátio adiciona um toque sutil de cor sob a luz natural. O elemento mais marcante é a instalação de grandes painéis de vime suspensos do teto, cujas formas orgânicas contrapõem a geometria linear do conjunto. Esses gestos ajudam a construir a essência do Tabula Rasa, desfazendo expectativas e criando novas percepções sobre o espaço.


O restaurante incorpora ainda soluções sustentáveis cuidadosamente pensadas. A cobertura inclinada favorece a iluminação natural, enquanto cortinas de juta protegem as aberturas voltadas ao sul, reduzindo o ofuscamento e a necessidade de iluminação artificial e climatização. As esquadrias deslizantes permitem ventilação cruzada, e um sistema inovador de resfriamento — alimentado pela água tratada da cozinha — atende 75% dos assentos. A escolha por materiais pouco processados, como o granito rústico, reduz manutenção e reforça a proposta de um espaço eficiente, consciente e capaz de evoluir com o tempo.

O Tabula Rasa 2.0 é mais que um restaurante: é uma experiência sensorial que honra seu nome — uma “tábula rasa” sobre a qual cada visitante inscreve sua própria história. O burburinho crescente nas redes sociais se reflete no fluxo de público, que só aumenta. À medida que o sol se põe e a música ganha força, o ambiente se transforma, oferecendo um refúgio urbano que pulsa no ritmo vibrante de Hyderabad.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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