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Sede da Panike / NØARQ

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© João Morgado

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O pedido era claro, construir uma experiência PANIKE, ainda da ideia da renovação da sede PANIKE que acabou por constituir a intervenção arquitetónica. Deveria ser uma experiência virtual, sensorial, imersiva; um não-lugar com passado, presente e futuro.

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Podemos ocasionalmente alienar-nos do fluxo do tempo, mas o não-lugar não é uma permanência. Terminando a experiência regressaríamos dececionados à situação espaço-tempo que habitamos. As experiências imersivas são bolhas desreferenciadas. Plagiando Augé, na antiga sede da Panike, à época, encontrámos um espaço para funcionar, não para pertencer.

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As instalações da Panike em Leandro, na Maia, eram/são compostas por uma unidade industrial e um edifício administrativo de 3 pisos. O recinto insere-se alheio ao território bucólico onde se encontra. Implanta-se anexo a um intrincado aglomerado rural, consolidado em robusta cantaria de granito, hoje em risco de subsistência. O anacronismo paisagístico continuava edifício adentro.

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Começamos por proceder timidamente à reorganização parcial, focados em 450 m2 do piso intermédio (espaços de receção e Panike Experience) quando nos parecia urgente a renovação dos 2400m2 do edifício administrativo. No desenvolvimento do projeto, a nossa insistência na reabilitação total do edifício foi atendida.

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O piso térreo ocupado pelo estacionamento, parecia uma cave, sem luz. Na periferia da cidade, as pessoas dependem do automóvel. O estacionamento ganha estatuto de receção. Começamos por tratar essa receção, o estacionamento. Eliminamos a parede de fachada e deixamos a luz invadir o espaço. Escurecemos tetos e os postos dos veículos. Anunciamos o corredor de branco, com um uma passadeira branca, acompanhada em espelho por uma faixa de teto suspenso em gesso cartonado.

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Nos espaços sociais (os pisos superiores) utilizamos o gesso em paredes e tetos (apesar de termos proposto tetos acústicos, lamentavelmente não foi cumprido); madeira em pavimento, portas, mobiliário; vidros para dividirem os espaços de trabalho dos espaços comuns.

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O espaço interior é feito de transparências e partilha de espaço. Reconfiguramos a volumetria, consolidando a ideia de um bloco maciço em ETICS, sulcado por vãos profundos que abrigam o interior da luz do sol. Soleiras e capeamentos foram executados em zinco. Adicionamos um corpo estranho, o elevador, como um corpo estranho à massa original.

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O programa contempla:
— Piso 0, Estacionamento (635.43m2), arrumo (143.45m2), hall de entrada (52.90m2), posto de vigilância (24.82m2), escadas e elevador (27.72m2);
— Piso 1, hall de distribuição (58.76m2), armazém (276,90m2), laboratório ID (166.21m2), Panike Experience, espaço museológico (209.70m2), sala de degustação, sala de provas (53.08m2), sanitário (6.30m2) e escadas e elevador (40.17m2);
— Piso 2, hall de distribuição e corredores (87.18m2), sanitários (21.85m2), ginásio e vestiários (54.78m2), sala e copa de funcionários (60.46m2), gabinete do presidente e sanitário (40.95m2), sala de reuniões principal e sanitário (59.10m2), sala de reunião secundária (36.60m2), gabinete de delegação externa com sala de reunião (20.03m2), sala do diretor financeiro (14.70m2), open-space de departamentos comerciais (341.06m2), sala do servidor (10.85m2), escadas de emergência (31.48m2), escadas e elevador (32.43m2)

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Fonte: Archdaily

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