Arquitetura
Sede e Showroom da Janošík / Jakub Janošík

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- Área:
2100 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Audo, JÁNOŠÍK OKNA-DVEŘE, LD Seating, Prolicht, TON


Descrição enviada pela equipe de projeto. Abaixo dos Cárpatos Brancos, onde a floresta se transforma em prado, ergue-se a nova sede e showroom da Janošík, uma empresa que produz janelas e portas para a arquitetura contemporânea. O projeto surgiu de reflexões sobre janelas de qualidade e sua capacidade de moldar o espaço e a atmosfera por meio da conexão com a paisagem circundante. O edifício renasceu através da reconstrução de um salão cooperativo da década de 1950, originalmente utilizado como armazém de grãos. O que antes era uma estrutura fechada foi aberta tanto simbólica quanto fisicamente. Uma barreira foi transformada em um elo entre o edifício, o prado e as vistas distantes—para que a essência das janelas pudesse ser revelada. O edifício é chamado de Spoj—O Elo. A arquitetura foi projetada por Jakub Janošík, que molda o design e a direção artística de sua empresa familiar: “Queríamos criar um espaço agradável para trabalhar. Além disso, um lugar onde poderíamos apresentar nossos produtos—janelas, portas, paredes deslizantes—onde as pessoas pudessem não apenas vê-los, mas também vivenciá-los. A natureza e as colinas ao redor provavelmente influenciaram nossa percepção da arquitetura em estreita relação com a paisagem. É algo que relembramos aqui todos os dias.”

Janelas—Produto e Atmosfera – O edifício está entrelaçado com uma variedade de soluções de janelas e portas, tanto como uma vitrine de possibilidades quanto como um experimento em forma e função. Desde paredes de vidro deslizantes de grande formato até janelas menores e específicas, em diferentes materiais e detalhes. Também apresenta designs não convencionais: janelas deslizantes que flutuam em um campo eletromagnético, permitindo que tamanhos incomumente grandes sejam movidos para o lado; portas pivotantes; uma janela onde o vidro se retrai para que você se encontre diretamente no jardim; uma janela levitando no meio de uma folha de vidro; janelas e portas revestidas de latão ou corten.


Arquitetura da Conexão e Fusão – A arquitetura e a atmosfera do edifício foram moldadas por pensamentos sobre janelas de qualidade: sobre incorporar a filosofia de conectar a arquitetura com a paisagem, sobre abertura à natureza, transições suaves entre interior e jardim, e vistas desobstruídas. Ao mesmo tempo, havia o desejo de que o próprio edifício não perturbasse a paisagem. É, portanto, mais áspero e escuro por fora, contido e calmo por dentro. A massa arquitetônica entrelaça dois volumes: o salão original com sua forma tradicional, e um novo “abraço” de concreto que abre o edifício para a paisagem. Isso traz o prado até o edifício, e do escritório a cinco metros do chão, dá-se um passo diretamente sobre ele. Originalmente, o salão era separado do prado por uma estrada e uma cerca. A forma do salão original foi reduzida a suas linhas mais essenciais, destacando o diálogo dos dois volumes. De três lados, o edifício parece um monumento; em direção à paisagem, suavizado, torna-se uma linha horizontal leve. Para destacar a estrutura de aço por dentro, o salão foi isolado por fora e revestido com madeira pintada de preto. Quatro recortes foram esculpidos neste volume de madeira. Uma única janela grande foi instalada em cada extremidade da empena. A maior—medindo 9 × 3,2 metros—está na fachada principal, revelando o que acontece por dentro e servindo como um sinal claro para os visitantes. Do lado oposto, por outro lado, aparece a menor janela pitoresca. Galerias estão recuadas nas laterais do edifício, permitindo acesso direto de escritórios individuais; no lado sul, elas se estendem em um terraço e jardim. Elas também atuam como sombreamento, protegendo o interior do superaquecimento no verão e permitindo que o sol baixo entre no inverno.


Abordagem Ambiental – Em vez de demolição e nova construção, a estrutura existente foi reutilizada. O isolamento e a substituição de janelas reduziram a demanda de energia. O edifício aquece no inverno com o sol do sul, enquanto os beirais do telhado e as galerias o protegem no verão, eliminando a necessidade de ar-condicionado. Em dias quentes, o resfriamento sob o piso pode ser utilizado. O telhado é equipado com painéis solares nivelados com a superfície, misturando-se com o volume preto do edifício—ajudando-o a permanecer discreto na paisagem.

Materiais – As escolhas de materiais e cores foram definidas por ideias de contenção, para deixar as forças da natureza ressoarem dentro e se fundirem com a paisagem externa. A fachada é revestida com madeira pintada de preto mostrando a textura natural do material. O concreto é tingido em uma tonalidade de arenito e vertido em camadas para parecer geológico em vez de técnico. O interior é branco—uma galeria para a paisagem—enriquecido com abeto, carvalho natural, concreto cinza escuro e linho. Sua expressão segue a arquitetura tradicional da região.


Interior Tanto Vazio Quanto Ocupado – O espaço interior é moldado por galerias recuadas, o teto aberto e um corredor central que atravessa o edifício. Os escritórios e salas de reunião estão dispostos ao longo das laterais do edifício, oferecendo ambientes fechados que garantem concentração e trabalho sem interrupções. No centro, uma área aberta funciona como uma verdadeira praça comunitária, conectando-se ao jardim e ao prado por meio de uma parede de vidro deslizante, que dissolve os limites entre interior e exterior. Todo o mobiliário foi feito sob medida, pensado especificamente para o edifício. Mesas, prateleiras e a cozinha foram produzidas na própria oficina da empresa, com detalhes em metal e assentos confeccionados localmente. Produtos padronizados aparecem apenas em alguns elementos pontuais — cadeiras da Ton, Audo ou LD Seating, além de equipamentos de escritório. O design do mobiliário é discreto, quase silencioso, permitindo que o protagonismo do espaço venha de outro lugar: as vistas sempre presentes da paisagem e as forças naturais que fluem para dentro. Assim, o ambiente se constrói a partir de momentos arquitetônicos: estrutura e luz, sombra e proporção, altura e ritmo, transições entre o aberto e o fechado — e, por fim, a surpresa que emerge desses encontros sutis.

Da Natureza à Cultura – Onde os poderes da natureza não chegaram, três intervenções artísticas estendem a relação entre o edifício e a paisagem. Elas emergiram de discussões sobre atmosfera e seu desenvolvimento.


Hills, Maxim Velčovský – Por trás do baixo e escuro hall de entrada se abre um espaço de 12 × 15 metros com uma altura de 12 metros. Nele, projeta-se a maior janela do edifício, reforçando a abstração do espaço. Aqui, Maxim Velčovský projetou um objeto que está em algum lugar entre escultura e escada: “A escada representa as silhuetas dos Cárpatos Brancos ao redor, famosos por sua natureza única. Feita de madeira maciça—quarenta metros cúbicos de pinus —ela incorpora a beleza natural e nos lembra do artesanato. Sua massa em forma de colina representa a união da força natural e da habilidade humana, atrelada ao patrimônio cultural, tradições artesanais e marcenaria. A escada também serve como uma espécie de anfiteatro, um lugar para se reunir ou contemplar a paisagem através da ampla janela, já que a vista de um lugar a outro é um tema central aqui.” — Maxim Velčovský

Through Landscape, Lukáš Musil (Musa) – Os espaços mais vazios do edifício são animados por um ciclo de 15 pinturas de Lukáš Musil, adaptadas em tamanho, humor e técnica: “Foi como reencontrar a humanidade. Inscrever a paisagem. Pronunciar o Homem. Sussurrar a ação. De dentro para fora e de volta novamente. Passar por. Batimento cardíaco, calma, reconciliação. A paisagem entrando de fora para dentro. Através. Linearidade e liberdade do efeito pelo efeito. Leveza e espírito indomado. Um diálogo com a paisagem da região. Pigmento aplicado por trás, penetrando através da tela, falando silenciosamente no espaço. Uma sensação do inexprimível.” – Lukáš Musil

Holt, DECHEM Studio – A estrutura bruta do material, despojada de ornamento, foi traduzida em vidro. O DECHEM Studio criou uma coleção de luminárias pendentes, lâmpadas e vasos de tamanhos variados. O design se baseia apenas na forma esférica, enquanto a textura do vidro é vívida e única em cada peça. O mesmo princípio foi utilizado para o vidro nas portas de escritório, transmitindo luz enquanto preserva a privacidade.

Jardim Simples – O jardim ao redor do edifício continua a paisagem circundante. É composto por árvores e plantas da região: carvalhos, abetos, bétulas, tílias; um prado com um pomar de macieiras, ameixeiras e cerejeiras. Na extensão de concreto—pinheiros baixos e morangos silvestres, até rosa canina e espinheiro.
Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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