Arquitetura
Sítio Vale Verde / Bruschini Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto nasceu a partir da forma básica de uma casa de campo. Um simples pavilhão com um telhado de duas águas. A partir dai fomos preenchendo esse ponto de partida sob a ótica de uma arquitetura mais contemporânea e atual. O desejo dos proprietários era um projeto simples, bonito e extremamente funcional, com um programa arquitetônico bastante enxuto:


No bloco principal, longilíneo, locamos sala de estar, sala de jantar e cozinha integrada. Com o pé-direito generoso, fizemos um mezanino que tem um uso versátil, funcionando tanto como dormitório quanto como uma sala íntima. A partir desse bloco principal, coberto pelo telhado de duas águas, nascem três módulos com cobertura plana, que abrigam as suítes e a sala de TV. Estes ambientes, já tem o pé-direito mais baixo, trazendo mais acolhimento para os momentos de uso das suas respectivas atividades. Essa alternância entre alturas, ao mesmo tempo que traz uma sensação agradável para quem passeia pelos cômodos, cria uma volumetria interessante, deixando bastante claro o real uso de cada espaço. O projeto se revela num único e rápido olhar. A casa tem fechamento de caixilhos de alumínio e abusa da transparência, trazendo a vista para dentro de todos os ambientes.


Quanto aos revestimentos, usamos pedra, textura e vidro como coadjuvantes do principal material, que é a madeira. Ela aparece de duas principais formas. Primeiro, na estrutura, de madeira laminada colada(MLC) e em segundo, na fachada, com o uso de réguas de Pínus tingidas da cor verde, tentando de certa forma, se fundir com a paisagem.


Uma premissa dos nossos projetos residenciais é o uso de técnicas construtivas pré-fabricadas e modulares. Junta-se isso, ao difícil acesso ao lote, um lindo platô de frente para a Pedra do Baú, optamos por uma obra seca, com o mínimo de geração de resíduos, através do uso de estrutura de madeira(MLC) e fechamentos em woodframe, sendo as empenas de pedra nas extremidades da casa, as duas únicas paredes de alvenaria convencional(além do bloco de serviço).

Fonte: Archdaily
Arquitetura
apartamento transforma quadros e molduras em linguagem de projeto
É nas paredes que o projeto revela seu ponto mais alto. O acervo de obras foi construído ao longo de anos em antiquários, feiras, leilões e viagens. Sobre a base escura da sucupira, os autores compuseram uma galeria que demonstra como organizar molduras de escalas e naturezas diferentes sem perder coesão. Entre os destaques estão a fotografia Tesão no Forró do Mario Zan (1977), de Nair Benedicto, referência do fotojornalismo brasileiro, e a tela Natureza-morta Com Moringa, Jarra e Castiçal (1973), de Arnaldo Barbosa.
Arquitetura
Como a cenografia de ‘O Agente Secreto’ ajuda a contar a história do filme
Para completar, os cenários também exploram contrastes que ajudam a contar a história. Em alguns ambientes, a decoração é cuidadosa e sentimental — um quadro com a foto da filha, paninhos sob objetos na estante —, detalhes que revelam afeto e memória no cotidiano dos personagens. Em outros espaços, porém, a atmosfera é completamente diferente. No escritório de Henrique Ghirotti (Luciano Chirolli), por exemplo, os móveis são mais modernos e de linhas retas, feitos de jacarandá, couro preto, acrílico e aço. A decoração é pontual, mas assume um tom mais kitsch, com elementos dourados e referências a diferentes lugares do mundo.
Arquitetura
Smiljan Radić Clarke vence o Pritzker 2026

O arquiteto chileno Smiljan Radić Clarke foi anunciado como vencedor do Prêmio Pritzker 2026, considerado o mais importante da arquitetura. Nascido em Santiago, onde mantém seu escritório desde 1995, Radić passa a integrar a lista de laureados recentes do prêmio, que inclui nomes como Liu Jiakun (2025), Riken Yamamoto (2024), David Chipperfield (2023) e Diébédo Francis Kéré (2022). O júri reconheceu uma trajetória marcada pela experimentação material, pela sensibilidade à paisagem e por uma abordagem arquitetônica que privilegia a experiência espacial e emocional.
Serpentine Gallery Pavilion 2014, em Londres
Cortesia de Iwan Baan
Os edifícios projetados por Radić não buscam impacto imediato por meio de gestos formais exuberantes, mas constroem atmosferas que convidam à contemplação e à percepção sensorial do espaço. Em vez de oferecer respostas diretas, suas obras estimulam uma experiência gradual, revelada pelo movimento, pela luz e pela relação com o entorno. A citação do júri do Pritzker ainda completa: “traduzir as qualidades de seu trabalho arquitetônico para uma linguagem falada é intrinsicamente difícil, pois em seus projetos ele trabalha com dimensões de experiência que são imediatamente palpáveis, mas escapam à verbalização”.
Smiljan Radic Clarke vence o Pritzker 2026
Cortesia de Gonzalo Puga
Essa abordagem aparece em projetos emblemáticos espalhados pelo Chile e pelo exterior. Um dos mais conhecidos é o Serpentine Gallery Pavilion 2014, em Londres, no qual uma estrutura translúcida de fibra de vidro parecia flutuar sobre um anel de grandes pedras. Já o Restaurante Mestizo, no Parque Bicentenario, em Santiago, explora o contraste entre um teto horizontal leve e enormes blocos de pedra que o sustentam, criando uma presença arquitetônica que se mistura à paisagem. Em ambos os casos, materiais industriais e elementos naturais são combinados de forma inesperada, característica recorrente em sua obra.
Centro de Artes NAVE
Cortesia de Cristobal Palma
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Teatro Regional del Biobío
Cortesia de Cristobal Palma
Outros projetos revelam o interesse do arquiteto pela relação entre arquitetura, história e território. A ampliação do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, em Santiago, acontece quase inteiramente no subsolo, permitindo que o edifício histórico e o pátio colonial permaneçam protagonistas. Já o Teatro Regional del Biobío, em Concepción, é envolto por uma pele translúcida de policarbonato que filtra a luz natural e transforma o edifício em um volume luminoso à noite. Em escalas menores, casas como a Casa para o Poema do Ângulo Certo exploram aberturas, paredes espessas e a presença da paisagem para transformar o cotidiano em uma experiência contemplativa.
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House for the Poem of the Right Angle
Cortesia de Smiljan Radić
Para o júri do Pritzker, o trabalho de Radić demonstra como a arquitetura pode alcançar monumentalidade sem recorrer à grandiosidade tradicional. “Através de conexões não óbvias e padrões de circulação, os edifícios de Radić oferecem uma multiplicidade de palcos para que os usuários atuem, interajam e até mudem as narrativas que se desenrolam dentro deles. A composição magistral de volumes e a calibração precisa de escalas conferem um senso de monumentalidade à vida cotidiana, seja vivida em nível individual ou público”, afirmam.
Fonte: Casa Vogue
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