Arquitetura
“Só sei que foi assim”: a casa de Ariano e Zélia Suassuna no Recife | Casas
Apaixonado por ciências humanas e cultura nordestina, Ariano reconstruiu a literatura de cordel com nova linguagem artística, defendida diante de colegas, artistas e, sobretudo, ao lado da mulher. Era um catalisador, uma força da natureza, com uma visão nítida – especialmente em tempos de ditadura e de americanização do país. Suas crenças se refletiam em tudo: no vestir, no pensar, no viver. A Ilumiara Coroada, como batizou a própria casa, não era mero cenário, mas parte viva de sua obra. Espiando pelas grades do portão, percebe-se de imediato: ali não se ergue uma simples residência, mas uma casa-livro, uma casa-escultura.