Arquitetura
Sphair Ateliê de Pães / Kenji Okabaiasse + Helio Dorta

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. Materializar uma intenção – em um lugar – na cidade
O projeto para o Sphair Ateliê de Pães traduz espacialmente os valores de um negócio fundamentado na produção artesanal, em processos lentos e no cuidado com cada detalhe. Mais do que ambientar um ponto de venda, o projeto busca criar um espaço de encontro e experiência sensorial.

O trabalho se inicia com uma etapa estratégica, voltada à expansão da marca. Quatro pilares orientaram a escolha do imóvel e a definição de diretrizes para futuras lojas:
Fundamentos: para estabelecer princípios espaciais coerentes com a identidade da marca;
Possibilidades: para refletir sobre diferentes tipologias de loja e experiências de cliente;
Lugar: investigando as tipologias de imóveis ofertados em Curitiba, suas características e limitações;
Cidade: analisando e cruzando dados urbanos e definindo recortes da cidade para expansão.



A partir desse processo, definiu-se a ocupação de um imóvel degradado no bairro Bigorrilho, em Curitiba, com potencial de reativação urbana. A intervenção na fachada — com pintura, novas aberturas e cozinha voltada para a rua — transforma o edifício em elemento ativo na paisagem urbana, promovendo maior transparência, vitalidade e segurança para o entorno.

Internamente, a proposta aposta na integração da cozinha com os demais espaços, unificados pelo uso contínuo de acabamentos de piso, paredes e teto. A separação sutil, feita por uma divisória em madeira e vidro, preserva a conexão visual, reforçando o caráter artesanal do processo e envolvendo o cliente na experiência de produção.


A escolha dos materiais é pautada pela busca por atemporalidade e sensorialidade: madeira natural, cimento, granilite. Todos revelam texturas, irregularidades, variações — características que dialogam com os processos e produtos do ateliê.

O projeto para o Sphair Ateliê de Pães propõe uma arquitetura sensível, que revela processos e valoriza o tempo. Um lugar que cria vínculos entre o interior e a cidade, transformando os processos em paisagem. Que materializa, enfim, uma intenção — em um lugar, no meio da cidade.

Arquitetura
DW! São Paulo 2026: Kura inaugura primeiro espaço fixo com abertura do Ateliê Kaue Fuoco

Depois de seis anos ativando edifícios históricos de São Paulo por meio de ocupações artísticas, o Kura inaugura seu primeiro espaço permanente durante a DW! Semana de Design de São Paulo 2026. Batizado de Ateliê Kaue Fuoco, o novo endereço marca uma mudança de escala no percurso do coletivo, cuja trajetória foi construída a partir da relação direta com a arquitetura e a memória urbana.
Desde a origem na Ocupação 9 de Julho, passando pelo edifício da antiga Telesp e pelo Noviciado do Ipiranga, o Kura desenvolveu um modo particular de ocupar espaços: cada lugar é tratado como parte do processo criativo, influenciando as obras, os materiais e as conexões que surgem ao longo do tempo.
Instalado em frente ao histórico prédio da antiga Telesp, projetado pelo arquiteto Franz Heep, o novo ateliê ocupa dois andares e um mezanino. O espaço passa a funcionar como base para criação, pesquisa e encontros, além de concentrar parte do repertório material acumulado nas ocupações realizadas pelo coletivo.
Revistas Newsletter
DW! São Paulo 2026: Kura inaugura primeiro espaço fixo com abertura do Ateliê Kaue Fuoco
A própria configuração do ateliê revela esse processo. Mobiliários foram desenvolvidos a partir de garimpos urbanos, enquanto materiais reaproveitados da antiga companhia telefônica aparecem ressignificados em diferentes elementos do ambiente. O resultado é um espaço que funciona simultaneamente como ateliê, arquivo e laboratório de experimentação.
Kaue Fuoco, idealizador da plataforma Kura
Filippo Bamberghi | Estilo: Adriana Frattini
Durante a DW! 2026, o endereço recebe também uma série de intervenções e ativações artísticas. Entre os convidados estão Cebola, que apresenta uma projeção no subsolo em diálogo com equipamentos da antiga Telesp; Diego Alcenso Lemos (DAL), que realiza a customização de uma motocicleta ao vivo; Rodolpho Rivolta, com uma obra interativa baseada em espelhos; e Fernanda Romão, que apresenta uma instalação inédita.
A programação inclui ainda o projeto musical Deep Black Sea, criado por Santi Roig e Fernanda Romão, ampliando o caráter híbrido do espaço. A abertura do Ateliê Kaue Fuoco consolida, assim, um novo capítulo para o Kura, que passa a traduzir em endereço fixo a mesma lógica de experimentação e ativação cultural que marcou suas ocupações pela cidade.
Mobiliários foram desenvolvidos a partir de garimpos urbanos, enquanto materiais reaproveitados da antiga companhia telefônica aparecem ressignificados em diferentes elementos do ambiente
Filippo Bamberghi | Estilo: Adriana Frattini
Captação de vídeo: Rafael Belém
Edição de vídeo: Caíque Soares
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
A casa de praia da arquiteta e designer Patricia Faragone, no Guarujá
Uma casa de vidro na mata, em que a simplicidade permite fácil leitura do projeto. É assim que a arquiteta, designer e artista Patricia Faragone resume o espírito de sua residência no Guarujá, litoral paulista. “Desde o início, queria uma casa de praia meio invisível na paisagem e com poucos elementos, algo que, para mim, é relaxante, não oferece poluição visual e funciona como um respiro.” Seu desejo era obter um espaço de liberdade, contato com a natureza, muita contemplação e inspiração para os trabalhos que são hoje seu grande foco profissional: tingimento manual de tecidos e, sobretudo, design de objetos de vidro soprado colecionáveis. “Não fosse pelo terreno em aclive acentuado, eu traria os fornos do meu ateliê para produzir minhas peças de vidro aqui”, diz ela, que integra o guia Homo Faber, plataforma digital global que mapeia e promove designers, artistas e artesãos de todo o mundo.
Arquitetura
Os segredos do design de interiores para melhorar a vida a dois
“De certa forma, a casa se torna um terceiro integrante do casamento. Ela pode tensionar ou sustentar. Pode invadir ou proteger. Um bom design de interiores não busca perfeição estética, mas coerência emocional: espaços em que exista intimidade sem isolamento, encontro sem invasão, ordem sem rigidez”, diz Paula. “Projetar para um bom casamento é, na verdade, projetar para que duas identidades possam crescer sob o mesmo teto sem deixar de se escolher todos os dias.”
-
Arquitetura9 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura10 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura10 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura10 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura9 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura3 meses atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política10 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


