Arquitetura
Talk no Parque Global Cultural discute como manter vivo o legado do design brasileiro | Marcas Parceiras
Desde o dia 30 de maio, dezenas de peças importantes para a história do mobiliário brasileiro estão reunidas na exposição Fronteiras do Design. Com curadoria da Casa Vogue, a mostra em cartaz no espaço do Parque Global Cultural até o próximo domingo, 29 de junho, propõe um mergulho pelos últimos 50 anos do design nacional, com criações de nomes como Jorge Zalszupin, Oscar Niemeyer, Ruy Ohtake e Estúdio Orth. São móveis que traduzem transformações estéticas, culturais e sociais do país e que apresentam um diálogo com a arte – seja pelo uso de técnicas artesanais, seja pela tiragem limitada de muitas das peças. Mais do que contemplar essas obras, a exposição levanta uma questão: como manter esse legado vivo e relevante para as próximas gerações?
Para refletir acerca do tema, o Parque Global recebeu na última quinta-feira (26) um bate-papo especial com nomes de peso do setor. Mediado pelo diretor de conteúdo da Casa Vogue, Guilherme Amorozo, o encontro reuniu os designers Gerson de Oliveira e Diego Motta, o arquiteto Marcelo Ferraz, e o galerista Pablo Casas. Juntos, eles discutiram os caminhos trilhados pelo design brasileiro e como os profissionais de hoje devem interpretar o passado com um olhar de continuidade e inovação.

“Antes, era preciso criar móveis para cada projeto realizado, porque a cultura moveleira do Brasil ainda não existia”, analisou Marcelo Ferraz. Um dos fundadores do escritório Brasil Arquitetura, ele trabalhou durante anos ao lado da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. No bate-papo, ele compartilhou a experiência de acompanhar de perto a obra do Sesc Pompeia, em São Paulo, e a visão de Lina de desenvolver móveis específicos para esse projeto, durante os anos 1970. Ainda, ele falou sobre como o design deve ser visto como uma extensão da arquitetura. “Esses dois âmbitos precisam estar em constante sinergia”, opinou o profissional, que hoje comanda a Marcenaria Baraúna, especializada em criações autorais e reedições do trabalho de Lina.
Ainda lembrando do passado, Pablo Casas, à frente da galeria Herança Cultural, revisitou a dificuldade histórica de valorização do design nacional. Anteriormente, móveis de Lina Bo Bardi, Joaquim Tenreiro e outros grandes nomes não encontravam demanda no mercado interno até que houvesse prestígio no exterior. “O brasileiro só valoriza as peças depois que elas estouram lá fora. Antes, ninguém tinha interesse em adquiri-las; agora, os designs valem milhões”, analisou. Ter esse olhar vanguardista foi o que garantiu à Herança Cultural um dos acervos mais ricos do país. “Tento trabalhar fortemente a parte do design como algo colecionável para criar os próximos móveis vintages supervalorizados, porque a indústria do design contemporâneo muitas vezes não dá tempo para a peça acontecer. Você desenha algo e, se não vender em seis meses, sai do mercado.”

O talk também destacou o papel educativo desempenhado por cada um dos participantes. Marcelo Ferraz é professor na Escola da Cidade, onde ajuda a formar novos arquitetos com olhar crítico e histórico. Pablo Casas atua como educador informal, orientando colecionadores e compradores sobre o valor histórico e simbólico das peças. Já Gerson de Oliveira, que comanda o estúdio ,Ovo ao lado de Luciana Martins desde os anos 2000, mantém um grupo de orientação de projeto voltado à formação de jovens designers. “Acreditamos no poder transformador da informação porque pouco se faz sem repertório. É preciso conhecer a história das coisas. A produção que a gente faz nasce de algum lugar”, defendeu ele.

Diego Motta, por sua vez, é filho do designer Carlos Motta e herdou da família uma educação que preza pela sustentabilidade e pelo respeito máximo à natureza. Hoje, ele é sócio do pai na Atttom Design. “Quando criamos essa empresa conversamos muito sobre produzir produtos que acreditamos. Ela nasceu da ambição de executar ideias”, dividiu. A experimentação também é parte natural desse processo, e, além de móveis e objetos decorativos, o estúdio produz roupas e joias.

Esse encontro é fruto de uma série de eventos realizados na exposição que possui como propósito amplificar a discussão sobre design brasileiro. Na plateia da última quinta-feira, a presença de Percival Lafer não passou despercebida, e Marcelo, Pablo, Gerson e Diego falaram sobre a influência do arquiteto nesse cenário. Para o futuro, o Parque Global Cultural, gerido pelas curadoras Dinda Bueno Netto e Kátia d’Avillez, pretende receber outras exposições de arte e arquitetura. Fique de olho nas novidades nas redes sociais oficiais do empreendimento.
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Centro de Cuidados Paliativos Bagchi Karunashraya / Mindspace

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
12000 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Century, Delianate Facade system, Featherlite Furniture, Hattich, Havells, Hindware, Jaquar, Listo Paints, MYK, Merino, Somany Tile, welspun

Descrição enviada pela equipe de projeto. Bagchi Karunashraya, que significa “Morada da Compaixão”, é uma instalação de cuidados paliativos localizada em Bhubaneswar, Odisha, dedicada a oferecer cuidados gratuitos e de qualidade a pacientes com câncer em estágio terminal. O centro constitui uma resposta compassiva ao cuidado no fim da vida, profundamente enraizada na filosofia: “Onde não há cura, há cuidado.” Trata-se de um lugar onde arquitetura, natureza e dignidade humana convergem para criar um ambiente de acolhimento e cuidado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


