Política
Tarcísio diz que tarifaço de Trump cria oportunidade para SP e elogia postura de Lula
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse nesta terça-feira (8) que o tarifaço promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cria oportunidades para a economia de São Paulo e que o governo Lula (PT) está lidando com o tema “como tem que ser”.
“Entendo que as tarifas criam para nós oportunidades. Lógico que o americano está olhando o interesse dele. Isso desarruma um pouco o comércio internacional, mas a gente tem que saber aproveitar as oportunidades”, disse Tarcísio.
O governador bolsonarista se declara apoiador de Trump e o vídeo em que usou o boné vermelho da campanha do presidente dos EUA foi lembrado nas redes sociais quando as tarifas foram anunciadas. O adereço trazia a frase de campanha do republicano Make America Great Again (faça os Estados Unidos grandes de novo).
Ele falou com a Folha de S.Paulo no Palácio dos Bandeirantes, na saída de um evento para promoção de rotas turísticas e comerciais do setor do café – cuja produção para exportação deu impulso à economia do estado a partir do século 19.
“A gente tem algumas coisas acontecendo no mundo: a fuga de empresas, a saída de empresas da China, uma sobretaxa muito forte dos Estados Unidos, Europa e Ásia. E isso cria uma oportunidade, sobretudo para a nossa agroindústria, porque é o tipo de indústria que a gente pode proporcionar uma substituição imediata”, afirmou Tarcísio.
“Se a gente souber usar isso como oportunidade, vai ganhar muitos mercados. Na Europa, na Ásia, eu vejo que essa questão pode ser um catalisador do Acordo Mercosul-União Europeia. Então, a gente tem toda a oportunidade para tirar proveito dessa situação”, disse.
Os Estados Unidos são o principal destino das mercadorias exportadas por São Paulo -um cenário diferente do país como um todo, que tem a China como principal parceiro comercial.
No ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, São Paulo exportou US$ 13,6 bilhões (R$ 76,2 bilhões) aos EUA, com destaque para aviões, equipamentos de engenharia, sucos de laranja e óleos combustíveis. Para a China, o total exportado foi de pouco mais de US$ 8,3 bilhões (R$ 46,5 bilhões).
O republicano determinou uma sobretaxa de 10% para as mercadorias brasileiras importadas, mesmo percentual de vizinhos latino-americanos como Argentina, Colômbia e Chile.
No caso de países do sudeste asiático, o percentual de impostos superou 30% e, nesta terça, a sobretaxa à China chegou a 104%.
“O Brasil pode ingressar no mercado americano, no mercado europeu, no mercado asiático”, afirmou o governador.
Ele também disse avaliar que o governo Lula está lidando com o tema “com cautela” e “como tem que ser”.
“Eu entendo que agora a gente tem que ver os próximos passos. De que maneira a gente vai estruturar o Brasil para ganhar corpo e espaço nesses mercados, porque, obviamente, foi um sinal de alerta para todo mundo”, afirmou.
“Uma rodada de negociação, sem sombra de dúvida, vai se iniciar a partir de agora. Mas, se a gente estiver antenado, vamos conseguir aproveitar essas oportunidades que estão sendo abertas.”
O governador afirmou ainda que o tarifaço era uma promessa de campanha de Trump. “Não tem nada diferente do que ele falou na campanha. Ele está fazendo exatamente o que prometeu. O que a gente tem que saber é como se posicionar e como aproveitar essas oportunidades”, disse.
No evento sobre café, a equipe de Tarcísio defendeu práticas protecionistas para o produto agrícola paulista. O secretário de Turismo, Roberto de Lucena (Republicanos), defendeu que a população deveria procurar comprar, nos supermercados, cafés produzidos no estado.
O aumento do preço do produto é um dos símbolos da atual inflação dos alimentos, que vem trazendo preocupação ao governo Lula.
Política
Alcolumbre recebeu Monjauro de empresário investigado pela PF, diz portal
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu Monjauro do empresário Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, investigado pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, segundo reportagem do portal UOL.
Mensagens trocadas entre Leme e um motorista particular de Brasília mostram, de acordo com a publicação, que o empresário presenteou o senador com canetas do produto, indicado para tratamento de diabetes e que é comumente utilizado para perda de peso.
A Folha de S.Paulo procurou Alcolumbre, via assessoria, e ainda aguarda retorno. A reportagem do UOL também procurou o presidente do Senado desde a tarde de quarta (3), mas não houve resposta.
Leme está foragido e é apontado pela PF como líder de um esquema de fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro. Ele também é alvo de mais duas operações: Tank e Quasar. Uma das suspeitas envolve a ligação de postos de gasolina investigados com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O caso das canetas Monjauro teria acontecido por volta de agosto de 2024, quando Alcolumbre já era o favorito à sucessão na presidência da Casa, no lugar de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Ao saber do interesse do senador no medicamento, sob o relato de dificuldades para acessar o produto no Brasil, Beto Louco teria prometido a Alcolumbre arrumar algumas canetas com um contato em São Paulo e entregá-las rapidamente em Brasília, de acordo com o UOL.
O motorista de Alcolumbre, Janduí Nunes Bezerra Filho, confirmou ao portal que se lembrava da entrega feita e confirmou conhecer o motorista de Beto Louco que entregou o medicamento.
A defesa de Beto Louco disse à reportagem do Uol desconhecer os fatos. Também negou que o empresário tenha relação com o PCC.
Fonte: Notícias ao Minuto
Política
Bolsonaro escolhe Flávio como candidato à Presidência para 2026
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (5) ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidato do grupo para disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem.
Ele avisou aliados e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes do anúncio, consolidado após visita ao pai na prisão na terça-feira (2), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os dois conversaram por cerca de meia hora.
O senador viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo.
A escolha de Flávio foi revelada inicialmente pelo portal Metrópoles e, nesta tarde, o senador publicou um texto em suas redes sociais dizendo que não vai ficar de braços cruzados.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.
“Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada.”
A escolha de Flávio mantém o sobrenome Bolsonaro em evidência -atenuando o receio do ex-presidente de ser esquecido pelo centrão enquanto cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota nesta tarde informando que Flávio é o nome indicado por Bolsonaro para representar o partido na disputa presidencial.
“Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sua pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falou, está falado”, publicou.
Em entrevista à Folha de S.Paulo em junho, o senador afirmou que, para receber o apoio de Bolsonaro nas eleições de 2026, o candidato à Presidência deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com o Supremo por isso, se for preciso.
“Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá”, declarou, na ocasião.
O anúncio desta sexta também mantém a extrema direita e a direita sob o comando da família Bolsonaro, em um momento em que parte dos governadores busca protagonismo junto a esse eleitorado.
Na saída da PF, na terça, o senador disse que pediu desculpas para a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), pela briga envolvendo o palanque do PL no Ceará e explicou ao pai a situação. O senador também atribuiu o episódio a um “ruído de comunicação” e disse que Michelle estava no núcleo duro do PL.
Flavio Bolsonaro, 44, é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com Rogéria Nantes Nunes Braga. Nascido em Resende, no interior do estado do Rio de Janeiro, formou-se em direito na Universidade Cândido Mendes e tem especialização em políticas públicas pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e em empreendedorismo pela FGV.
Sua carreira na vida pública começou em 2003, quando se elegeu, no Rio de Janeiro, ao cargo de deputado estadual pela primeira vez. Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014. Disputou as eleições para a prefeitura da capital fluminense, em 2016, mas acabou em quarto lugar – Marcelo Crivella sagrou-se vitorioso, na ocasião. Dois anos depois, conseguiu se eleger ao cargo de senador.
Ao longo de sua carreira política, Flavio passou por diferentes partidos: PP, PFL, PSC, PSL, Republicanos, Patriota e, finalmente, PL.
Como mostrou a Folha, as apostas de aliados de que Flávio seria o nome de Bolsonaro se intensificaram nos últimos meses, quando ele assumiu a linha de frente do ex-presidente nos bastidores políticos e passou a adotar uma defesa pública mais enfática e dura do pai contra o STF (Supremo Tribunal Federal).
Parte dos políticos do centrão, por sua vez, preferia que a escolha fosse por Tarcísio, apostando que o governador teria mais viabilidade eleitoral e poderia unir a direita e a extrema direita. O governador, no entanto, segue dizendo publicamente que será candidato à reeleição.
A avaliação -que, para alguns, era mais um temor- era que o ex-presidente confia mais em seus filhos e acharia justo manter o espólio eleitoral no clã. Dentro dessa lógica, Flávio seria o nome mais viável, já que Eduardo está nos Estados Unidos.
Por outro lado, o ex-presidente dava sinais contraditórios. Em determinado momento, segundo relatos, ele já chegou a dizer que não quer sua família em cargos do Executivo, por acreditar que seus ocupantes são mais suscetíveis que os parlamentares a supostas perseguições do Judiciário.
Dos filhos, Flávio sempre foi o mais moderado e defendia uma anistia “a todos, inclusive a [Alexandre de] Moraes”. Mais recentemente, adotou tom mais crítico e passou a defender o impeachment do ministro do STF.
Fonte: Notícias ao Minuto
Política
Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Para alguns deles, Tarcísio de Freitas (Republicanos) saiu melhor que a encomenda e se provou um nome mais apropriado do que o próprio Jair Bolsonaro (PL) para honrar o legado bolsonarista. Para outros, o ex-presidente não tem ninguém à altura como substituto, mas é preciso agir agora que ele, além de inelegível, está preso. O governador de São Paulo, então, seria a opção mais palatável entre os quadros de direita.
Seja como for, os principais líderes evangélicos têm convergido para endossar Tarcísio como opção do campo conservador para a Presidência em 2026, mais do que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, expoente desse segmento religioso e que ganhou projeção nesta semana em embate com filhos do ex-presidente.
Não há sinais de predileção nesse grupo por uma candidatura com o nome Bolsonaro na cabeça de chapa, hipótese que empolga uma ala bolsonarista desconfiada dos governadores de direita cotados para a eleição do ano que vem -fora Tarcísio, há Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS). Fala-se na ex-primeira-dama Michelle no máximo como uma vice possível para Tarcísio.
Com o discurso oficial de que é candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio acumula acenos ao público religioso -que também era alvo de Bolsonaro, seu padrinho político condenado por tentativa de golpe de Estado, na disputa contra Lula (PT), que ainda patina no segmento, embora tenta conquistado apoiadores neste ano.
Líderes evangélicos ouvidos pela Folha de S.Paulo citam o Evangelho de Mateus para pregar união em torno do governador, bastante criticado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em meio à série de rachas na direita: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”.
Entre aqueles publicamente simpáticos a uma chapa liderada por Tarcísio está o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Renascer em Cristo e idealizador da Marcha para Jesus, com quem o político tem uma relação de amizade. “Acho que ele seria o candidato ideal para este momento do Brasil.”
Outros que têm apreço pela ideia: Juanribe Pagliarin, fundador da Comunidade Cristã Paz e Vida e da rádio evangélica Feliz FM, e Edson Rebustini, presidente do Conselho de Pastores de São Paulo. O apóstolo César Augusto, da goiana Fonte da Vida, fala em “candidato que melhor representa pautas alinhadas ao cristianismo”.
O bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra) o chama de “quase unanimidade”. Tarcísio, vale lembrar, é da costela partidária da Universal do Reino de Deus, o Republicanos. Assim como o governador acumula ambiguidades entre a moderação (como quando negociou com Lula) e o radicalismo bolsonarista (como quando atacou o Judiciário e chamou Alexandre de Moraes de tirano), a legenda também: tem o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na gestão petista.
Entre os evangélicos, mais um que tem Tarcísio em alta conta é o apóstolo Valdemiro Santiago, que o recebeu em sua Mundial do Poder de Deus. O governador profetizou para os fiéis “promessas de cura, de prosperidade, de salvação”.
Tarcísio também é acolhido nas duas Assembleias de Deus de maior capital político, os ministérios Belém e Madureira. Em outubro, ele foi celebrar os 91 anos do pastor José Wellington Bezerra da Costa, do Belém, e ali questionou “quantas pessoas aqui foram batizadas nas águas” e “ganharam uma vida nova”.
Mesmo Silas Malafaia, que já o criticou pelo que vê como falta de pulso para defender Bolsonaro e atacar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, é conciliador ao falar do governador. “Eu posso ter divergências com o Tarcísio, mas ele é o melhor nome. Depois de Bolsonaro, é ele.” Para o pastor, Tarcísio “encarna a mesma proporção de Bolsonaro” na liderança evangélica. “Não tem ninguém que seja assim, ‘não, não gosto dele’.”
Líder do PL e ex-presidente da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante é um dos entusiastas da composição Tarcísio-Michelle. Mas já mencionou outras combinações, como Tarcísio pareado com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ou Ciro Gomes (PSDB-CE).
Tarcísio é um católico fluente na oratória evangélica. Herdou-a da mãe. “Dona Maria Alice foi quem me ensinou a dobrar o joelho, a entender a palavra de Deus e o sentido da graça divina”, já disse sobre ela, uma evangélica que envia orações ao filho.
Seu conhecimento da Bíblia, segundo pastores, o diferencia de outros católicos próximos do segmento, mas que claramente não conhecem as Escrituras a fundo. Bolsonaro seria um exemplo.
Na campanha municipal de 2024, Pablo Marçal chegou a zombar de Ricardo Nunes (MDB) por uma suposta falta de lastro bíblico: disse que o prefeito paulistano só citava versículo decorado a mando do marqueteiro, ainda assim dando uma “embananadinha”, e o inquiriu a apontar “pelo menos dois filhos de José” para mostrar que “é assíduo na palavra, homem de oração”.
No caso de Tarcísio, a fala e a impostação de voz, quando em ambientes religiosos, são comparadas à pregação de um pastor.
Nesta quinta (4), um evento no Palácio dos Bandeirantes contou com fiéis cantando “1000 Graus”. Popular nas igrejas, o louvor que fala em “mil graus de unção” foi entoado por Tarcísio na Marcha para Jesus, ao lado de Estevam Hernandes e da bispa Sonia Hernandes. Na mesma tarde, usou óculos escuros onde se lia numa lente “Jesus” e na outra “salva”.
Pastores ouvidos pela Folha também dizem ver com bons olhos o estilo mais diplomático do governador em contraste com o pavio curto de Bolsonaro.
Entendem que há certa fadiga com a postura de confronto aberto com opositores, uma marca do bolsonarismo. De novo a Bíblia, agora o livro de Eclesiastes: existe “tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir”.
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