Arquitetura
AME Studio / BetweenSpaces | ArchDaily Brasil

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- Área:
493 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. O AME Studio foi concebido como uma expressão arquitetônica versátil e comedida, refletindo nossa afinidade por uma arquitetura modesta e discreta. O projeto vai além do simples atendimento a um conjunto de demandas funcionais: trata-se de criar um espaço que acolha e potencialize o trabalho artístico e artesanal da proprietária, ao mesmo tempo em que permita transformações futuras e flexibilidade de uso. O briefing inicial, embora modesto, era multifacetado, refletindo os interesses ecléticos da cliente. Ela precisava de um ambiente que comportasse um tear jacquard, uma pequena galeria para exibir suas pinturas, um depósito de materiais, uma área de trabalho em equipe, um estúdio privativo, uma sala de espera e uma boutique. Mais do que atender a essas exigências específicas, o objetivo era criar um espaço evolutivo e adaptável, capaz de abrigar também oficinas, exposições e eventos colaborativos.

Propusemos um ambiente de trabalho que promovesse reflexão e contemplação. A intenção era conceber uma estrutura que evocasse, simultaneamente, solidez e leveza — uma forma monolítica, semelhante a uma rocha escavada, que parece flutuar sutilmente sobre o solo. A combinação de aberturas em madeira e vidro reforça essa ambiguidade, introduzindo transparência em uma massa arquitetônica robusta.

Planejado no eixo leste-oeste, o estúdio expõe suas fachadas mais longas ao norte e ao sul, otimizando a entrada de luz natural e organizando as funções em sequência linear. A transição espacial ocorre de forma fluida, desde a entrada a leste até o estúdio privativo da cliente a oeste. Uma laje de concreto aparente paira sobre o foyer de entrada, criando uma chegada intimista. Um paredão de concreto aparente com 12 metros de comprimento, ladeado por um espelho d’água paisagístico, forma um pano de fundo sereno que se estende para delimitar um pequeno teatro ao ar livre no canto sudeste do terreno.

A sala de espera, voltada para um jardim exuberante ao norte, atua como limiar entre o mundo externo e o santuário criativo interno. Integrados às placas metálicas de acabamento a quente na face sul, estão ocultos a copa e o lavabo. A partir desse ponto, os visitantes são conduzidos a um espaço central com pé-direito duplo (6×12 metros), dedicado à exposição de tecidos manuais e à imersão no ofício da tecelagem. Uma escada em balanço de concreto armado, localizada no limite oeste do salão, leva ao pavimento superior, onde estão o estúdio pessoal da cliente e uma galeria para suas pinturas. O estúdio se estende até um deck, criando uma conexão fluida entre interior e exterior.

Externamente, o estúdio é revestido com finas faixas de pedra natural em tons neutros, conferindo uma aparência monolítica e tátil. Portas metálicas delgadas, caixilhos de madeira e lajes de concreto aparente compõem uma paleta material coesa, equilibrando texturas brutas e simplicidade refinada. Internamente, paredes caiadas de branco neutralizam a rusticidade da fachada, servindo de pano de fundo discreto para as obras em exposição.


O piso em terrazzo percorre todo o estúdio, reforçando a estética atemporal e resistente do espaço. Um delicado embutido de mármore branco, em padrão fluido que remete aos pontos de uma tapeçaria observada durante o processo de concepção, serpenteia pelo chão. Além de evocar poeticamente o movimento do tecido ao ser desenrolado, esse caminho em mármore atua como guia intuitivo para os visitantes, sugerindo um percurso orgânico e ritmado.




Clarabóias pontuam a cobertura, proporcionando luz natural difusa nos espaços de pé-direito duplo. Essa estratégia elimina sombras duras e o ofuscamento direto, garantindo uma ambiência serena e bem iluminada. Apesar de sua presença arquitetônica marcada externamente, os interiores são banhados por uma luz suave. A orientação solar do edifício, aliada ao uso estratégico das aberturas zenitais, reduz a necessidade de iluminação artificial e climatização. Materiais de origem local — como pedra natural, terrazzo, madeira e vidro — reforçam o compromisso do projeto com a sustentabilidade ambiental.

A paisagem, composta por plantas tropicais de folhas largas e arbustos floridos, suaviza o volume construído, promovendo integração com o entorno. Lajes em balanço generosas projetam-se para criar decks e canteiros ajardinados ao longo das bordas norte e sul, consolidando o diálogo entre arquitetura e paisagem. Sistemas de captação de águas pluviais e manejo hídrico eficiente complementam a abordagem ambiental do projeto.

Mais do que um edifício, o AME Studio é uma celebração da materialidade, da luz e da poética espacial. Cada elemento, da presença monolítica às sutilezas táteis, expressa um profundo compromisso com o ofício. O equilíbrio entre solidez e transparência, entre fechamento e abertura, resulta em um ambiente ao mesmo tempo ancorado e libertador — um espaço onde a arte e a arquitetura dialogam em silêncio, mas com profundidade.

Seu desenho contido, porém marcante, faz com que o edifício não apenas sirva de pano de fundo para a criação artística, mas se torne parte ativa do processo criativo. As transições suaves entre volumes, o movimento fluido da luz por aberturas cuidadosamente posicionadas e a composição sensível de materiais resultam em um ambiente que estimula a introspecção e a inovação. Mais do que cumprir uma função, o estúdio imprime uma presença duradoura por meio de sua estética atemporal e clareza espacial. É um espaço que evolui com sua ocupante, acompanhando o ritmo da criação artística enquanto preserva um senso de permanência e serenidade.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Fonte Velha / Martins Pimenta – Arquitetura e Construção

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Situada em Matosinhos, a Casa da Fonte Velha é resultado de uma abordagem cuidadosa para criar um lar familiar contemporâneo que valoriza a convivência. Este projeto, destinado a um casal jovem com três filhos, enfoca a harmonia entre os espaços de convívio e a facilidade de receber amigos e familiares.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa GC / Estúdio Naia

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- Área:
706 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Alwitra, Lumini, ZM Pedras Brasil, Zildemar Marmoraria

Descrição enviada pela equipe de projeto. Casa CG se integra à natureza e abraça a árvore central do terreno. Residência no interior paulista aposta em blocos funcionais, integração social e estética inspirada no modernismo contemporâneo brasileiro. Localizada em um terreno de esquina com 5.051m², repleto de árvores e marcado por um aclive que se abre para a vista de um vale, a Casa GC foi concebida como um refúgio de fim de semana para receber amigos e familiares. Projetada pelo Estúdio Naia, a residência teve como premissa preservar a vegetação existente, em especial uma grande árvore no centro do lote, que acabou se tornando protagonista do projeto.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Cabana Vermelha / Wiki World + Advanced Architecture Lab

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A Cabana Vermelha é um projeto experimental do “Merryda Wiki World • Secret Camp”, localizado dentro de uma floresta de metasequoia habitada por aves migratórias, onde mais de uma dúzia de casas na árvore estão discretamente aninhadas. A cliente é uma senhora que também é dançarina e espera que o Wiki World possa personalizar uma cabana de férias na floresta. Este projeto também faz parte da iniciativa “Escola de Construção Wiki”, co-construindo com a natureza, representando mais uma tentativa da nossa equipe de explorar a diversidade dos espaços de vida.

Fonte: Archdaily
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