Arquitetura
As 10 cidadezinhas mais bonitas da região de Toledo, na Espanha

Além das vilas relacionadas com Cervantes, a província de Toledo tem algumas joias que você precisa conhecer. Estas são algumas das mais belas — anote aí! Quer saber quais são as 10 vilas mais bonitas da região de Toledo, na Espanha? A província tem mais de 200 vilas, no entanto, nós selecionamos 10 delas que valem a pena conhecer. Claro que não faltam aquelas diretamente relacionadas com Cervantes e sua grande obra, Dom Quixote de La Mancha. Em Consuegra, você poderá visitar os míticos moinhos de vento, mas há muito mais.
Guadamur
Guadamur
Alamy Stock Photo/Reprodução CN Traveller ES
O que há em Guadamur esperando a sua visita? O seu castelo, claro. Neste município a 13 km de Toledo encontra-se uma das fortalezas mais bem conservadas de Castilla-La Mancha: o castelo do século XV onde viveram a rainha Joana, a Louca, e Felipe I, o Belo, Carlos V e o Cardeal Cisneros.
Construído por Don Pedro López de Ayala, este castelo tem tantas vidas quanto um gato. Primeiro foi erguido sobre uma fortaleza muçulmana, depois foi usado pelas tropas francesas durante a Guerra da Independência, e incendiado. Anos mais tarde foi restaurado, mas voltou a ser incendiado nas Guerras Carlistas. Embora seja de propriedade privada, pode ser visitado de segunda a quarta-feira. É necessário fazer reserva com antecedência e chegar pelo menos 10 minutos antes do horário de saída para manter a reserva. Na vila, você também encontrará outras curiosidades, como o Tesouro de Guarrazar, uma descoberta fortuita em 1858 dos visigodos. Cruzes, cálices e coroas foram encontrados no sítio arqueológico, que ainda está em escavação, mas que você pode conhecer.
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Consuegra
Consuegra
Alamy Stock Photo/Reprodução CN Traveller ES
Se há um lugar onde se pode recriar a batalha de Dom Quixote contra os gigantes, esse lugar é Consuegra. Na planície manchega, avistam-se de longe seus famosíssimos doze moinhos de vento, que antigamente serviam para transformar trigo em farinha. Cada um deles tem um nome: Clavileño, Espartero, Rucio, Cavaleiro do Verde Gabão, Chispas, Alcancía, Cardeño, Vista Alegre, Sancho, Mochilas, Mambrino e Bolero.
Atrás deles, encontra-se o Castelo de Consuegra do século X, de arquitetura militar da Ordem de São João, com três recintos defensivos, que você pode visitar por completo. Mas Consuegra também vive nas suas represas romanas e na sua gastronomia, porque tanta visita abre o apetite. Experimente as gachas e migas; e qualquer um dos pratos típicos com açafrão.
Burujón
Burujón
Alamy Stock Photo/Reprodução CN Traveller ES
A cerca de 30 km de Toledo, você encontrará o município de Burujón, famoso por ter um dos cenários naturais mais incríveis da Espanha: as Barrancas de Burujón de Castrejón e Calaña. Esta paisagem singular do rio Tejo foi considerada Monumento Natural. Trata-se de um conjunto de encostas abruptas de terra calcária, moldadas pela erosão do vento e da água ao longo dos séculos, que alcançam até cem metros de altura, especialmente em seu ponto mais alto conhecido como “Pico del Cambrón”.
Em seu interior está o reservatório de Castrejón. É lindo percorrê-lo e admirar sua beleza pela Trilha Ecológica das Barrancas e seus mirantes. Aliás, são famosos aqui seus puches (um tipo de papa de farinha com pão frito), rosquinhas e torrijas (rabanadas).
Tembleque
Tembleque
Alamy Stock Photo/Reprodução CN Traveller ES
Os corrales de comedias se popularizaram na Espanha durante o Século de Ouro por volta de 1600, com autores como Lope de Vega ou Tirso de Molina. Os pátios e praças das vilas tornavam-se cenário para dramas, comédias e tragédias. Ainda hoje se conservam alguns como o da Plaza Mayor de Tembleque, município a cerca de 55 km da capital Toledo, que merece ser visitado.
Além de sua grande praça, também recomendamos em Tembleque a sua igreja paroquial de estilo gótico e a Casa das Torres, uma construção de estilo barroco idealizada como palácio residencial e declarada de interesse histórico-artístico em 1979.
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Oropesa
Oropesa
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Oropesa está localizada entre a Serra de Gredos e o rio Tejo, bem próxima à cidade de Talavera de la Reina. A história já falava dela em 1200, pois sua boa localização geográfica fez com que os romanos estabelecessem ali um assentamento. Depois vieram os árabes, que foram os responsáveis pela construção de seu castelo, hoje o símbolo mais característico do município.
No entanto, foi após a Reconquista que se completou a construção do castelo e outros de seus segredos, como o Palácio dos Condes de Oropesa, a casa natal do Beato de Orozco, o Palácio de Doña Elvira e o Colégio dos Jesuítas.
Desde 1930 está instalado ali o Parador Museu de Oropesa, um edifício situado na enigmática Torre de Homenagem. Em seu restaurante com vista para o Castelo e a Serra de Gredos, você pode provar pratos típicos da região como cabrito, cordeiro, migas do Arañuelo e perdiz estufada.
Escalona
Escalona
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Escalona surpreende o visitante por várias razões. Esta nobre vila, situada a 54 km de Toledo, tem origem em épocas remotas. Exemplo disso é o seu conjunto urbano, sua praça e o Convento da Encarnação.
É recomendável caminhar por sua artéria principal, a rua San Miguel, que desemboca na Plaza Mayor, famosa por uma das andanças de Lazarillo de Tormes e seu amo, o Cego. Nesta praça está a Prefeitura, e no passado, foi o epicentro de um dos mercados mais antigos de que se tem registro na província.
Você não pode ir embora sem conhecer seu convento, catalogado como Bem de Interesse Cultural. Trata-se de um edifício de transição entre o gótico e o renascimento, que abriga uma pequena congregação de freiras.
El Toboso
El Toboso
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El Toboso é pura essência quixotesca. Esta vila, a terra natal de Dulcineia, faz fronteira com os municípios de Quintanar de la Orden, Los Hinojosos (Cuenca) e Campo de Criptana (Ciudad Real), entre outros. El Toboso deve sua fama ao romance cervantino que atrai visitantes do mundo inteiro, como atraiu Galdós, entre outros, seguindo os passos de Dom Alonso. Dulcineia é a protagonista da vila, cujas ruas estão devidamente sinalizadas com referências ao romance Dom Quixote. Assim, é impossível se perder.
Entre tudo o que você não pode deixar de visitar estão a Casa-museu de Dulcineia, o Museu Cervantino e o Museu do Humor Gráfico Dulcineia. O município conta com várias rotas, uma delas noturna. Não deixe de ir ao seu posto de turismo para saber para onde ir.
Yepes
Yepes
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Vamos viajar no tempo? Com certeza, Yepes é uma das vilas mais autênticas da província de Toledo. Mais conhecida como Toledinho por sua semelhança com a capital em seu magnífico patrimônio, onde conviveram as três culturas na época medieval. No entanto, é o cristianismo que mais se destaca em Yepes.
Apesar de seu pequeno tamanho, há muito o que ver em Yepes: as muralhas, a Plaza Mayor que abriga a Casa dos Sótãos, a esplêndida Colegiata de San Benito Abad, considerada “a Catedral de La Mancha” por suas dimensões e estilo renascentista, assim como o Convento das Madres Carmelitas, fundado em 1606; os Hospitais da Conceição e de São Nicolau; e as ermidas de São Sebastião e de São José.
Ocaña
Ocaña
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A vila de Ocaña, na província de Toledo, ergue-se sobre as paisagens da Mesa de Ocaña, exibindo com orgulho um grande patrimônio cultural e histórico. Destaca-se o Pórtico de La Mancha, sua Plaza Mayor — uma praça-claustro regular, de estrutura fechada e sistema arquitetônico abobadado —, e a fachada das Casas da Prefeitura, cuja porta principal exibe o brasão da Vila. Foram construídas no século XVIII, embora tenham sido concluídas em 1791, sob o reinado de Carlos IV.
Com certeza você já ouviu falar de Ocaña por causa de sua famosa Semana Santa, festa de Interesse Turístico Nacional. Com mais de 400 anos de história, vai do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa e conta com dez Irmandades e Confrarias, algumas das quais datam dos séculos XVI, XVII e XVIII, somando um total de 2.000 confrades.
Se visitar Ocaña, não deixe também de conhecer o Palácio de Cárdenas, Bem de Interesse Cultural dos séculos XV-XVI.
Puebla de Montalbán
Puebla de Montalbán
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A região de Puebla de Montalbán já justifica a visita. Situada entre o vale do rio Tejo e os Montes de Toledo, é uma terra cheia de cultivos que lhe dão cor e vitalidade. Já na vila, encontramos um patrimônio notável com sua Plaza Mayor como protagonista, o Palácio dos Duques de Osuna, a igreja de Nuestra Señora de la Paz de estilo gótico, bem como o mosteiro de Nuestra Señora de la Concepción, o convento dos Padres Franciscanos e a Torre de San Miguel. O passeio pode terminar fora da vila com a ermida do Cristo da Caridade.
Você pode conhecer mais sobre o município no Museu de La Celestina. E se gosta de trilhas, continue caminhando pela ponte sobre o rio Tejo, do século XVII, para ver a vila de outra perspectiva. A cerca de oito quilômetros de La Puebla de Montalbán ficam também as já citadas Barrancas de Castrejón e Calaña, um espaço natural formado pelo reservatório de Castrejón de um lado e os barrancos de pedra avermelhada do outro. Foram declaradas Monumento Natural em 2010 e lembram o Grand Canyon.
*Matéria publicada original na Condé Nast Traveller Espanha
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa de veraneio concebida por mestre italiano renasce na Riviera Francesa
Claude Monet, Le Corbusier e Coco Chanel são apenas algumas das personalidades que, em suas respectivas épocas, promoveram e protegeram o belo recanto mediterrâneo de Cap Martin. Estamos na região da Riviera Francesa escolhida, ao longo de décadas, como destino de férias por uma elite sofisticada e pouco convencional. É ali que se ergue a Villa Pineda, obra de Luigi Caccia Dominioni (1913-2016). O arquiteto italiano tornou-se amigo de Erminio Giraudi, pai de Riccardo, um dos atuais proprietários, no fim dos anos 1970, durante a construção do edifício Parc Saint Roman, ali perto em Mônaco. Da relação entre eles nasceu a encomenda da elegante residência de 450 m², distribuída entre térreo, pavimento superior e um sótão posteriormente adaptado.
Arquitetura
Nova mansão de Neymar em Miami terá 1.500 m² e arquitetura brutalista; veja fotos

O jogador Neymar irá construir uma nova residência em Bal Harbour, área exclusiva do litoral de Miami, nos Estados Unidos. Com cerca de 1.500 m² e oito suítes, o projeto assinado pelo arquiteto Leo Romano, listado no Casa Vogue 50, aposta em uma arquitetura de forte expressão estética e em uma relação direta com a água e a paisagem natural do entorno, características marcantes do terreno voltado para um canal da região. A construção da residência começa em abril deste ano e tem previsão para ser concluída no final de 2027.
O projeto aposta em uma arquitetura brutalista, mas com poesia e identidade
Divulgação/Leo Romano
“O ponto alto do projeto é a expressividade da arquitetura. É uma arquitetura brutalista, marcada pelo uso do concreto, mas que possui muita atenção aos pequenos detalhes, o que confere poesia, identidade e potência à casa”, comenta Leo Romano com exclusividade à Casa Vogue.
A residência de 1.500 m² ainda conta com diversas áreas de lazer
Divulgação/Leo Romano
Sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer fazem parte do projeto
Divulgação/Leo Romano
Pensada principalmente para momentos de descanso e lazer, a casa foi concebida para atender às necessidades do jogador e de sua família. No pavimento inferior, o projeto reúne ambientes dedicados ao entretenimento, como sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer. “É uma casa pensada para lazer”, completa o arquiteto.
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Conexão entre interior e exterior é um dos pontos altos do projeto
Divulgação/Leo Romano
Mais detalhes do projeto de Leo Romano
Divulgação/Leo Romano
A proposta arquitetônica valoriza a integração entre interior e exterior: a sala principal funciona como uma espécie de sala-varanda totalmente aberta, voltada para a água, enquanto a suíte do casal – um dos pontos altos do projeto – também se abre para a paisagem do canal. “O banheiro do quarto principal ainda conta com uma lâmina d’água que simula um dia de chuva, reforçando a presença da água no conceito da casa”, afirma.
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A residência terá oito suítes
Divulgação/Leo Romano
A estética da residência segue uma linguagem brutalista e, ao mesmo tempo, aposta em recuos estratégicos que criam a sensação de que os blocos estão suspensos, conferindo leveza ao conjunto. Segundo Leo Romano, a proposta busca traduzir a força e a relevância do atleta no cenário esportivo mundial, sem perder de vista o caráter íntimo da casa — pensada como um espaço onde o jogador pode simplesmente viver sua rotina.
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Sala de jantar da residência
Divulgação/Leo Romano
Ambientes da nova residência
Divulgação/Leo Romano
A ambientação interna acompanha essa abordagem contemporânea, com mobiliário italiano de linhas jovens e fluídas, predominância de tons acinzentados e contrastes pontuais. Obras de arte de destaque no cenário nacional e internacional também fazem parte da composição sugerida. “Acho que temos tudo para termos um resultado expressivo e belíssimo”, conclui o arquiteto.
Visão externa da residência
Divulgação/Leo Romano
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
destaques da 15ª edição do festival
Em sua 15ª edição , a DW! Semana de Design de São Paulo ocupa a capital paulista entre 5 e 22 de março. Considerado o maior festival urbano de design e arquitetura da América Latina, o evento reúne aproximadamente 1.500 criativos e 150 marcas. Com centenas de atividades – a maioria gratuita –, a iniciativa inclui exposições, palestras, instalações e visitas guiadas espalhadas pela metrópole.
Em 2026, a DW! Semana de Design de São Paulo ocorre em nove distritos – oito físicos e um digital, norteados pelo tema Legado Criativo. “Se hoje estamos entre os maiores festivais de economia criativa com foco em design no mundo, é porque nos reinventamos e acompanhamos de forma atenta o espírito do tempo. Nosso legado criativo é sobre aprender com desafios, ter a ousadia de propor ideias na escala monumental da capital paulista, valorizar a pluralidade e a colaboração. Significa, sobretudo, reconhecer o valor do individual e do coletivo em todas as dimensões”, afirma Lauro Andrade, idealizador do festival.
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