Arquitetura
Complexo Esportivo Nikola Karabatic / Atelier Aconcept

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- Área:
2000 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. Em Mennecy, na França, o Atelier Aconcept entregou em 2024 o Complexo Esportivo Nikola Karabatic, encomendado pela Communauté de Communes du Val d’Essonne. O projeto resultou em um volume dourado marcante, que parece flutuar. Localizado na extremidade sul de um distrito empresarial, o edifício reflete, com seus brilhos metálicos, a trajetória vitoriosa do campeão francês, tornando-se um ícone no cenário urbano e um catalisador para o desenvolvimento regional. Sua fachada metálica imponente reforça o caráter aberto e acessível do equipamento público.

O projeto arquitetônico é direto e funcional, composto por dois volumes retangulares que se interpenetram de forma deslocada. Essa solução estratégica amplia o impacto visual da fachada e protege os usuários da incidência direta do sol. Um leve avanço da viga superior funciona como proteção solar durante os longos dias de verão. No térreo, o hall de entrada se estende naturalmente a partir da praça externa, diluindo os limites entre interior e exterior. Envidraçado em três lados, o átrio promove transparência entre forma e uso. A luz natural atravessa o espaço, orientando os visitantes ao coração do edifício. Com pé-direito duplo, o hall facilita o acesso à mezzanino, que surge como extensão natural do térreo.



O volume superior, envolto por uma malha metálica expandida dourada que reage à luz ao longo do dia, abriga o ginásio multiuso. Projetado para acomodar diferentes atividades esportivas, o espaço também se abre para uma generosa área externa ajardinada. Uma faixa contínua de iluminação natural ao norte e uma banda envidraçada ao sul garantem uma atmosfera interna clara e acolhedora.

A verticalidade do edifício contribui para reforçar sua presença no entorno. O revestimento dourado, além de visualmente impactante, simboliza a busca pela excelência que define a carreira de Nikola Karabatic. O ginásio no andar superior é um espaço retangular puro, configurado para múltiplas modalidades esportivas e equipado com arquibancadas móveis que acomodam entre 100 e 150 espectadores, conforme a disposição.

No térreo, a versatilidade do complexo é ampliada por duas salas auxiliares. De formato quadrado e com ao menos uma parede livre, esses espaços são adequados para atividades como ballet, projeções, exposições ou oficinas. Com acesso direto ao exterior, conectam-se naturalmente ao parque empresarial vizinho. Um depósito compartilhado ao lado dessas salas contribui para sua flexibilidade de uso.

As áreas de circulação foram generosamente dimensionadas para garantir conforto aos usuários. Um pátio central no térreo oferece luz natural e alívio visual, conduzindo a um segundo pátio mais alongado, que ilumina a mezzanino e os corredores adjacentes. As limitações do terreno exigiram uma solução criativa para o estacionamento, que foi integrado ao sistema de drenagem pluvial e concebido como um elemento paisagístico, em harmonia com o ambiente natural.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Reversa / Héctor Navarro + ARKHITEKTON

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- Área:
150 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Rothoblaas, Acaminetti, LA ESCANDELLA, Strugal

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada na Sierra de Ibio, na Cantábria, a casa se implanta em uma pequena vila que preserva tanto sua estrutura urbana quanto a coerência rural da paisagem, ainda pouco afetada pelas transformações que alteraram outros assentamentos próximos. O projeto nasce do desejo de se integrar a esse contexto, assumindo as limitações das regulamentações locais — que exigem continuidade formal e material com a arquitetura tradicional — e, ao mesmo tempo, explorando, a partir de uma abordagem contemporânea, formas de reinterpretar esse legado sem recorrer à reprodução literal.

A casa é concebida como um único volume em forma de “L” que se dobra sobre si mesmo para definir o jardim e criar um domínio doméstico protegido. Essa geometria organiza o programa em um único pavimento e permite que todos os ambientes usufruam de ventilação cruzada, abrindo-se para o sul e o oeste, enquanto se fecham para o norte e o leste. Voltada para a rua, a casa se apresenta como uma frente sólida de pedra — uma parede silenciosa que preserva a intimidade do lar — enquanto, a partir do jardim, revela seu contraponto: uma fachada aberta, leve e transparente, que intensifica a relação com a paisagem.

O telhado de uma água unifica a composição e reforça sua leitura como um corpo contínuo, quase como uma parede que se dobra sobre si mesma. A fachada externa é construída com pedra extraída do próprio local — seixos de rio da região, sem aporte externo — evocando a textura e a profundidade das paredes rurais cantábricas. As aberturas, de tamanhos e proporções variadas, aparentam uma disposição livre, mas se alinham com precisão à estrutura e às formas de uso de cada ambiente: em pé, sentado, deitado, em movimento. Esse ritmo comedido remete à arquitetura vernacular, em que adaptações funcionais ao longo do tempo deram origem a fachadas que narram suas próprias histórias. Em contraste, o lado interno do “L” é definido por aberturas do piso ao teto, estabelecendo um diálogo contínuo com o jardim: janelas menores emolduram fragmentos da paisagem como quadros, enquanto grandes panos de vidro a enfatizam e ampliam.



Em contraste com a massa pétrea da frente nordeste, a face interna do “L” é revestida em madeira escura e vidro, articulando a vida cotidiana com a paisagem ao redor. A madeira, tratada em tons escuros que remetem aos acabamentos tradicionalmente obtidos na arquitetura cantábrica por meio de óleos e pigmentos naturais, estabelece uma paleta coerente, complementada pela pedra calcária cinza do estuário de Tina Menor, utilizada tanto nos pisos internos quanto externos, reforçando o vínculo material com o território. A essa gama soma-se o vermelho — presente nas telhas cerâmicas e nos elementos de aço corten, como molduras, guarnições e a calha em balanço — transformando cada episódio de chuva em um pequeno acontecimento arquitetônico.


O layout distingue duas alas: uma dedicada às áreas de uso diurno — sala de estar, sala de jantar e cozinha articuladas em torno de uma lareira central e do alpendre — e outra destinada à zona noturna, que abriga o quarto principal e dois dormitórios adicionais, sendo um deles passível de transformação por meio de divisórias móveis.

Mais do que reproduzir a tradição, a casa opera em seu limiar: o ponto em que o vernacular e o contemporâneo se sobrepõem. Nessa tensão entre massa e leveza, opacidade e transparência, parede e vazio, a arquitetura afirma seu pertencimento ao lugar ao mesmo tempo em que se expressa de forma inequívoca no tempo presente.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Jardim de Infância / BauLab Prof. Rainer Hirth – Coburg University of Applied Science and Arts

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Sistema modular móvel, autossuficiente em energia e neutro em carbono para Waldkindergarten – Protótipo em Pinzberg, Alemanha, para 20 crianças.

Os materiais de construção são circulares, de ciclo fechado, completamente desmontáveis e produzidos localmente (apenas parafusos, sem grampos, pregos, adesivos, selantes, totalmente reutilizáveis).


O isolamento é feito de fardos de palha, que serão enterrados após a desmontagem, e possui 35 cm de espessura. O reboco, de 4 cm, é feito com argila proveniente de uma mina localizada nas proximidades. O canteiro de obras foi aberto para crianças e pais.


O sistema de suporte é feito em um exoesqueleto de madeira não tratada. Não foi utilizado nenhum material de construção que emitisse CO2, como cimento/cal, etc.

O edifício é elevado, com um impacto ambiental mínimo sobre o solo, à prova de inundações e de invasões de animais.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Acessibilidade Universal | Coruche / CVDB arquitectos + André Bengochea + HAHA Arquitectura Paisagista

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Com o objectivo de tornar a vila mais inclusiva e acessível a todos os cidadãos, a Câmara Municipal de Coruche decidiu promover dois projectos para o perímetro urbano da Calçadinha, que se denominam de “Mobilidade para Todos na Calçadinha” e “Requalificação Paisagística da Calçadinha”.


O projecto foca-se sobre a mobilidade urbana, que estabelece uma ligação universal entre a cota baixa e a cota alta da vila com a implantação de um elevador. O elevador está associado a um miradouro e a um percurso pelo topo da Encosta da Igreja. Esse percurso cruza a escadaria da Calçadinha por cima, através de um segundo passadiço que termina no largo junto à Estrada da Lamorosa.

A reabilitação da escadaria da Calçadinha garante um atravessamento confortável por um trajeto mais direto, com a reabilitação de elementos excecionais como as minas de água. Ao longo da calçadinha são estabelecidas zonas de estar, que permitem paragens e inclui a possibilidade de uso da bicicleta. O projecto abrange também o reordenamento dos lugares de estacionamento, nas cotas baixas junto ao elevador, que torna possível a criação de um novo passeio público e de uma ilha ecológica de apoio aos edifícios circundantes assim como a requalificação paisagística da encosta circundante.


A Requalificação Paisagística da Calçadinha, abrange a Encosta da Quinta do Lago e a Encosta da Igreja. São recuperados os percursos existentes, através da consolidação do pavimento, que permite ampliar a rede geral de percursos existentes. Foi realizada a manutenção e limpeza de áreas da arbustivas existentes, sendo retiradas as espécies invasoras.

A intervenção na Quinta do Lago contempla a recuperação do terreiro contíguo ao tanque e mina de água, através da sua repavimentação, reordenamento do mobiliário urbano e instalação prévia de infraestruturas, que permitirá futuramente a implementação de um Equipamento Urbano. O projecto na Encosta da Igreja, foi concebido com base no potencial, que a Encosta apresenta, para ser uma área de estadia e de Parque urbano para Coruche. Na área de promontório fica localizado o miradouro articulado com o Elevador.

Fonte: Archdaily
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