Economia
Bolsonaro admite possibilidade de corrupção no INSS em seu governo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu a possibilidade de ter havido corrupção no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) durante o seu governo, e defendeu que haja investigação sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
A declaração foi feita durante defesa da instalação de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), formada por deputados federais e senadores, sobre o tema no Congresso. A oposição, nesta semana, protocolou pedido de abertura da comissão.
“Nós da direita assinamos [a CPMI]. PT, PSOL, PDT, ninguém assinou a CPMI. Vamos investigar. Não tem como falar corrupção zero. Pode até buscar, como zero absoluto, [mas] não tem como chegar lá. Agora explodiu [o número de casos] no governo Lula”, afirmou, em entrevista ao UOL.
Questionado se considera que pode ter ocorrido irregularidade antes, ele disse ser “possível”. “E vai investigar. Se por ventura alguém do meu governo fez algo de errado, pague, ponto final”, disse.
A investigação da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) sobre fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS aponta ter havido desvio de dinheiro por meio da adesões de aposentados sem consentimento e falsificação de assinaturas.
As apurações começaram em 2019, mas as irregularidades começaram ainda durante o governo de Michel Temer (MDB).
Entre 2019 e 2024, a soma dos valores descontados de benefícios do INSS chega a R$ 6,3 bilhões, mas ainda será apurado qual porcentagem é ilegal, segundo a Polícia Federal.
Os descontos de associações sobem desde 2019, mas o aumento atípico após 2022 -com movimentações no Congresso que impediram regras mais duras para esses débitos- chamou a atenção.
Segundo a auditoria, sindicatos e associações cadastravam indevidamente aposentados e pensionistas e passavam a aplicar descontos em seus benefícios diretamente da folha de pagamentos.
Muitas vezes, o desconto indevido não era percebido, pois os beneficiários não tinham acesso ao Meu INSS para consultar o extrato mensal de pagamentos. Além disso, os descontos apareciam no extrato em meio a outros abatimentos, como o de empréstimos consignados e do Imposto de Renda, por exemplo, para quem está acima do limite de isenção.
O requerimento para a abertura da CPMI foi apresentado com a assinatura de 36 senadores e 223 deputados federais -número superior ao mínimo exigido de 27 e 171, respectivamente. Apesar disso, a instalação da comissão ainda depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Parlamentares de oposição afirmam que vão procurar Alcolumbre nos próximos dias para tratar do tema. O requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso Nacional -prevista, até o momento, para dia 27 deste mês.
Um dos argumentos de parlamentares críticos à instalação da comissão é de que já há investigação da PF sobre o caso, e se o Congresso se envolver, pode acabar atrapalhando as apurações.
Além disso, dizem que se as irregularidades começaram no governo Temer, podem envolver integrantes do governo até da oposição e que isso não seria do interesse deles. Algo que agora Bolsonaro diz não importar.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu sinais nos bastidores de que não gostaria de entrar no assunto e alegou haver uma lista de CPIs na Casa com o número mínimo de assinaturas –o regimento interno prevê o funcionamento simultâneo de até cinco CPIs; a do INSS seria a 13ª da fila.
Economia
7 em 10 adolescentes beneficiários do Bolsa Família em 2014 deixaram o programa até 2025
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgado nesta sexta-feira (5) aponta que 68,8% dos beneficiários do Bolsa Família que tinham entre 11 e 14 anos em dezembro de 2014, e 71,25% dos que tinham entre 15 e 17 anos, deixaram o programa até outubro de 2025. A taxa de saída dos beneficiários sem recorte de idade foi de 60,68% no mesmo período.
O estudo Filhos do Bolsa Família: Uma Análise da Última Década do Programa usou dados do governo federal. A pesquisa acompanhou famílias inscritas no Cadastro Único e cruzou dados de identificação entre 2014 e 2025.
O estudo também consultou o RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para identificar a inserção dos ex-beneficiários no mercado formal de trabalho.
“Nas famílias, os recursos são sempre escassos e no governo não seria diferente. Saber que os filhos de Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no Bolsa Família do futuro diz um pouco sobre a sustentabilidade do programa”, afirmou o pesquisador e economista Valdemar Pinho Neto, coordenador do estudo.
A taxa de saída dos que eram crianças ou adolescentes (entre 6 e 17 anos) foi maior nos domicílios urbanos (67,01%) do que nos rurais (55,46%). Os que trabalham com agricultura tiveram taxa de saída menor (53,73%) do que em outras atividades (69,73%).
“O objetivo desses programas de transferência de renda é tirar da fome, e tirar da fome é o começo. Depois que tira da fome, como mostra o estudo da FGV, há uma condição melhor para que as pessoas possam estudar, trabalhar, empreender e, com isso, superar a pobreza”, afirmou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) no evento de apresentação da pesquisa, na sede da FGV, no Rio de Janeiro.
Ainda na faixa etária entre 6 e 17 anos, em 2014, 79,40% dos que deixaram o programa tinham na pessoa de referência em casa, como pais, mães ou avós, alguém empregado com carteira assinada.
Outros 65,54% tinham referência em pessoas que trabalhavam por conta própria, 57,51% eram tutelados por empregados sem carteira e outros 52,35% por pessoas que trabalhavam sem remuneração.
Os pesquisadores preveem que a segunda geração de filhos de beneficiários do Bolsa Família -os netos dos beneficiários originais- poderão ter mais chance de mobilidade social, a depender de fatores como o acesso ao emprego e o tipo de vínculo.
“Quanto maior a qualidade do emprego da pessoa de referência, maior a emancipação dos seus filhos com relação ao programa. O que a gente pode esperar é que se o cenário for de maior qualificação dos vínculos de trabalho ao longo do tempo, os filhos dessas pessoas no futuro também vão ter maior propensão a sair, e não depender de programas de transferência de renda, ou qualquer outro programa”, disse Pinho Neto.
Crianças e adolescentes sob tutela de alguém que tinha ensino médio completo tiveram taxa de saída maior (69,94%) do que quem não tinha o ensino fundamental completo (57,59%), segundo o estudo.
A taxa de saída foi maior entre homens (71,46%) do que entre mulheres (55,86%). No recorte de cor ou raça, foi maior entre brancos (71,78%) do que entre pretos (63,78%), amarelos (63%), pardos (61%) ou indígenas (44%).
Nesta semana o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados que apontam que as parcelas da população brasileira que viviam em condições de pobreza e extrema pobreza caíram em 2024 pelo terceiro ano consecutivo. A taxa de extrema pobreza atingiu 3,5% e a taxa de pobreza marcou 23,1% no ano passado.
O IBGE associou a nova redução a dois fatores: o processo de recuperação do mercado de trabalho e a manutenção do pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família.
A queda dos números, contudo, não eliminou a existência de disparidades regionais e de cor ou raça no país.
Leia Também: Banco Central desiste de regulamentar Pix parcelado
Economia
Entidade de Defesa do consumidor critica recuo do BC na regulação do Pix Parcelado
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) criticou a decisão do Banco Central de retardar a regulamentação do Pix Parcelado. Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na quinta-feira, 4, a autoridade monetária informou a participantes do mercado que a regulação, antes prevista para novembro, agora não tem prazo determinado.
Em comunicado, o Idec afirmou que o BC desistiu de criar regras comuns e optou por deixar o tema sob responsabilidade de cada instituição financeira.
Para a entidade, essa postura gera um ambiente de “desordem regulatória”, que pode favorecer abusos, confundir consumidores e agravar o endividamento no País.
Segundo o Idec, o BC proibiu o uso da marca “Pix Parcelado”, mas permitiu variações como “parcelas no Pix” ou “crédito no Pix”.
O instituto, porém, avalia que a mudança mantém consumidores expostos a produtos de crédito sem padrões mínimos de transparência ou previsibilidade sobre juros.
Fonte: Notícias ao Minuto
Economia
INSS faz mutirão com quase 19 mil perícias médicas no fim de semana
O Ministério da Previdência Social realizará neste sábado, 6, e no domingo, 7, um mutirão em 92 agências da Previdência Social de 22 Estados e do Distrito Federal. Ao todo, serão realizadas 18.868 perícias médicas, das quais mais de 13 mil estão agendadas, o que deve contribuir para a redução da fila de espera.
Cerca de seis mil vagas ainda estão disponíveis.
Como participar?
Os beneficiários que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou acessar o serviço Meu INSS, tanto no aplicativo para celular quanto no site.
“Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados”, orienta a pasta.
Quais Estados terão mutirão?
Apenas os Estados do Amapá, Goiás, Paraíba, Roraima e Sergipe não farão parte da ação. Em todos os outros 22 Estados e no Distrito Federal, é possível consultar em quais unidades da Previdência Social haverá mutirão no site do Ministério da Previdência Social, no seguinte endereço na internet: (Site Previdência).
Os mutirões são realizados de forma conjunta entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Perícia Médica Federal.
Segundo a pasta, algumas localidades farão os atendimentos de forma presencial e outras por meio da Perícia Conectada, modalidade de atendimento remoto.
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