Arquitetura
Lar André / StudioVA Arquitetos

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Materializar a coleção de memórias do morador – um médico recém-formado, natural de Porto Alegre – em sua nova residência no bairro de Pinheiros, em São Paulo, orientou o projeto de reforma do apartamento de 68 metros quadrados. Idealizado como uma “casa nas alturas”, a proposta contemplava, entre suas premissas, um espaço aberto e bem iluminado, com uma área especialmente dedicada aos estudos, além de zonas de armazenamento. O arquiteto Vinicius Almeida, diretor criativo do StudioVA Arquitetos, coordenou todo o desenvolvimento do projeto.

Para integrar os desejos em uma planta de dimensões reduzidas, uma série de intervenções foram realizadas para otimizar o espaço. A primeira grande mudança foi a remoção do caixilho que separava a sala da varanda, além das paredes da cozinha e de um dos dormitórios. Com isso, o piso foi nivelada, criando um ambiente contínuo, sem barreiras visuais. Essa abertura potencializou a entrada de luz natural e ampliou a percepção do espaço, que foi complementada por um piso de madeira que percorre todos os ambientes do apartamento.



A marcenaria multifuncional foi um dos elementos-chave. Feita em Imbuia, a peça longitudinal percorre todo o comprimento do apartamento, da entrada até o limite da nova cozinha, e é responsável por abrigar várias funções essenciais. Além de servir como painel de TV, bancada da pia da cozinha, armários para armazenamento, e até uma sapateira, também oculta eletrodomésticos e a área de serviço. O desenho linear e o acabamento contínuo geram uma sensação de organização, enquanto a caixa “solta”, posicionada abaixo do forro, dá profundidade e uma sensação de amplitude ao ambiente. Acima, vasos de plantas trazem a natureza para dentro de casa, atendendo ao desejo do morador de integrar pontos de vegetação ao espaço.

Na sala de estar, um tapete com desenho orgânico se torna a base para a poltrona Togo, permitindo certa liberdade espacial para a dinâmica de usos do espaço. No lado oposto, uma ilha central de granito Branco Alasca serve como apoio para as atividades culinárias e proporciona uma vista desobstruída da cidade – ecoando o conceito de cozinhar “nas alturas”. As chapas de granito foram selecionadas pelo arquiteto. Acima da bancada, uma estrutura de inox sustenta o paneleiro.

A mesa de jantar Tulipe, um design emblemático de Eero Saarinen, é acompanhada por cadeiras do acervo pessoal do morador. O antigo dormitório de apoio foi transformado em um home office, graças à remoção das paredes e à introdução de caixilhos modulares com moldura de madeira e vidro Mini Boreal. Esse sistema oferece flexibilidade, permitindo integrar o escritório à sala de estar ou garantir privacidade quando necessário, sem bloquear a passagem da luz.

Para honrar as memórias de infância do morador, o projeto incorporou elementos inspirados na natureza. O pé de jabuticaba, uma lembrança afetiva, foi a base para o desenvolvimento de uma estante personalizada, com esferas de madeira maciça ebanizada que evocam a ideia de apoio e estabilidade. Na composição da bancada, está a cadeira Fly, com autoria de Tiago Curioni, premiada no IF Product Design Award 2024.

A paleta de materiais naturais, escolhida para o projeto, reflete o conceito compartilhado entre o arquiteto e o morador de criar um “jardim na selva de pedra”. A madeira, a pedra e as plantas convivem harmoniosamente, proporcionando um ambiente que, além de ser funcional e contemporâneo, também promove o bem-estar e a conexão com a natureza, mesmo em meio à cidade.

No dormitório, os tons neutros foram priorizados para criar um ambiente tranquilo, adequado aos momentos de descanso. A roupa de cama, da Branco Casa, complementa a atmosfera. Já os banheiros, revestidos em porcelanato, mantêm a paleta de materiais e possuem prateleiras que acompanham o acabamento.

O resultado é um apartamento que não só atende às necessidades do morador, mas também reflete sua história e suas memórias, ao mesmo tempo em que se adapta ao ritmo da cidade de São Paulo, oferecendo um refúgio de tranquilidade.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Museu de Fragrâncias Xuelei de Guangzhou / Shenzhen Huahui Design

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O Museu de Fragrâncias Xuelei de Guangzhou toma o perfume — um meio invisível e intangível — como ponto de partida de seu conceito arquitetônico. Ao desafiar a primazia do olhar nos museus convencionais, o projeto incorpora o olfato, a memória e a percepção multissensorial à narrativa espacial. Guiado por princípios de abertura, colaboração e sustentabilidade, o museu é concebido não apenas como um destino cultural atrativo, mas como uma plataforma de engajamento público com a história da perfumaria, o artesanato tradicional e as tecnologias contemporâneas. A arquitetura transforma a natureza imaterial do aroma em uma experiência espacial concreta, consolidando o museu como um espaço vital de diálogo e intercâmbio na cultura global das fragrâncias.



Localizado na área central do MinKe Park, em Guangzhou, o projeto insere uma instituição cultural em um contexto industrial de alta densidade. O plano urbano é estruturado a partir de uma lógica dupla de “indústria e cultura”, posicionando a sede corporativa ao lado do museu. O terreno é dividido em duas zonas distintas: ao norte, um campus de escritórios compacto, composto por volumes baixos que formam uma frente urbana contínua; ao sul, um conjunto aberto destinado ao museu, onde uma ampla praça pública acolhe exposições, eventos e a vida cotidiana da cidade.



A forma arquitetônica do museu é uma tradução abstrata dos processos de fabricação do perfume. O edifício é composto por oito volumes cilíndricos de tijolo aparente, em diferentes escalas, que evocam a transformação das matérias-primas por meio da destilação e do refinamento. O tijolo vermelho foi escolhido por sua associação com a terra e o fazer artesanal. Por meio de técnicas variadas de assentamento — perfurações, relevos e reentrâncias —, a fachada permite a passagem de luz, ar e vistas, conferindo ao edifício um caráter poroso e respirável.



No térreo, fachadas de vidro transparente abrem o museu para a cidade, criando uma espécie de sala de estar pública. Vidros coloridos facetados e espelhos d’água geram camadas visuais dinâmicas, fundindo as atividades internas com a paisagem urbana. O diálogo entre a solidez do tijolo e a leveza do vidro estabelece um equilíbrio entre opacidade e transparência. No pavimento superior, um corredor curvo envidraçado funciona tanto como mirante quanto como uma “janela narrativa” para o percurso do museu.


No interior, cerca de 9.500 m² de áreas expositivas se organizam como uma jornada sensorial contínua. Um átrio central, escadas curvas e galerias em camadas coreografam o movimento pelo edifício, em sintonia com o ritmo da difusão dos aromas. No topo, o percurso se conclui no jardim de perfumes na cobertura, onde essências botânicas e criações contemporâneas reconectam o visitante à natureza.


Por meio da arquitetura, o Museu de Fragrâncias Xuelei de Guangzhou transforma a arte invisível do perfume em uma narrativa espacial e sensorial, conectando indústria, cultura e espaço público.


Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Unno / Taller Ezequiel Aguilar Martinez

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Implantada em um terreno com forte declive, Casa Unno aproveita o desnível natural para organizar seus espaços e volumes, estabelecendo uma relação direta entre arquitetura, paisagem e materialidade.

A Casa Unno é uma residência de descanso localizada em Puebla, no México. Ela desfruta de vistas privilegiadas para os vulcões Popocatépetl e Iztaccíhuatl, assim como para a Serra do Tenzo. O projeto se adapta à topografia do terreno, estabelecendo uma relação harmoniosa com o entorno natural.


O conceito do projeto nasce de sua relação com a paisagem, refletida tanto na materialidade quanto na disposição volumétrica. Desde o acesso, a casa apresenta uma fachada discreta e reservada, aparentando um único pavimento em razão do aproveitamento do desnível natural do terreno. No entanto, a residência se organiza em dois níveis, ocultando estrategicamente os espaços privados e maximizando a integração com o entorno.


As paredes de pedra emergem do solo como uma extensão do terreno, tornando-se eixos estruturais e protagonistas tanto no interior quanto nas fachadas. A cobertura de madeira, com inclinação em um único sentido, emoldura as vistas para o campo de golfe e reforça a sensação de abertura para a paisagem. No interior, os pisos de terra conferem textura e caráter, enquanto as paredes de pedra estabelecem uma relação com o contexto, assegurando um ambiente confortável e harmonioso. O acesso é feito pelo pavimento superior, onde estão as escadas que conduzem à área social, assim como os dormitórios secundários. No pavimento inferior, encontra-se a suíte principal, com acesso ao jardim lateral, além das áreas comuns dispostas em direção ao terraço. Os espaços com pé-direito duplo e a entrada de luz zenital reforçam a sensação de amplitude e a conexão com o exterior.


Como parte da experiência de descanso e conexão com o entorno, a piscina, revestida com chukum, integra-se ao conjunto como uma extensão da paisagem, articulando-se com as áreas externas e criando um espaço de relaxamento envolto pela vegetação nativa.


A Casa Unno é uma exploração da relação entre arquitetura, paisagem e materialidade, na qual cada elemento dialoga com o entorno para criar uma experiência habitável em equilíbrio com a natureza. A combinação de pedra, madeira e terra, aliada à disposição estratégica do conjunto, permite que a residência emerja com naturalidade, potencializando o contexto em que se insere.

Arquitetura
Edifício de Habitação Social Youth 2 Independence Campbell Street / Liminal Architecture

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Mais informações

Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto Youth 2 Independence Campbell Street da Campbell Street (Y2I) reimagina a habitação social para jovens adultos. Em seu núcleo, oferece acomodação para jovens entrelaçada com apoio de um Centro Comunitário, atividades sociais e oportunidades de aprendizado ao longo da vida.

Erguendo-se cinco andares acima de um pódio de concreto subutilizado que cobre dois níveis de estacionamento, o Y2I recupera espaço urbano desperdiçado e o transforma em uma contribuição vibrante e ativada para a cidade. Abraçado pelo calor da tela perfurada personalizada na cor laranja LIMINAL, o centro habitacional se apresenta como um ‘marcador’ na cidade dentro do contexto urbano mais amplo.






Desde áreas sociais no terraço e hortas até uma quadra de basquete elevada de 3 pontos que incentiva diversão, fitness e coesão, o Y2I promove um senso de pertencimento e capacita os residentes a formarem uma independência sustentável para construir seus próprios futuros mais brilhantes.


Juntamente com a Homes Tasmania e a Anglicare, a LIMINAL vê o desenvolvimento como uma oportunidade de demonstrar uma abordagem progressiva para modelos de habitação acessível.

Fonte: Archdaily
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