Tecnologia
Buscador do Google com inteligência artificial chega ao Brasil nas próximas semanas
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O Google anunciou nesta quarta-feira (20) que a versão brasileira do seu buscador receberá uma aba dedicada para pesquisas que usam inteligência artificial generativa, chamada Modo IA, nas próximas semanas.
O recurso lembra os robôs de conversação como o ChatGPT, da OpenAI, e o próprio Gemini do Google, ao se propor a oferecer respostas a perguntas mais complexas usando linguagem natural, em um texto corrido, e agora inserindo as tradicionais sugestões de sites ao longo da resposta.
Revelado e disponibilizado nos Estados Unidos em maio durante o Google I/O, o anúncio para o Brasil ocorre durante as celebrações dos 20 anos da empresa no país. O evento acontece em Belo Horizonte, onde começou a operar em 2005 após comprar a startup de busca Akwan, criada por professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O Modo IA é também uma espécie de expansão da “visão geral criada por IA” (AI Overviews), lançada no ano passado e que oferece resumos e respostas logo no topo da página, antes dos links, para pesquisas variadas. A funcionalidade já alcança mais de 2 bilhões de usuários no mundo, segundo a big tech.
O buscador é a principal fonte de receita da empresa. No ano passado, o faturamento com o produto foi de US$ 198 bilhões, superando em mais de cinco vezes o retorno com anúncios no YouTube (US$ 36,14 bilhões).
Segundo o Google, o Modo IA usa uma versão dedicada do modelo mais recente da empresa, o Gemini 2.5, e tem capacidades multimodais, sendo capaz de entender consultas em texto, voz e imagem -similar ao que já fazem o ChatGPT e o Gemini.
A combinação do AI Overviews com o AI Mode é a ferramenta de IA mais usada no mundo, segundo Bruno Possas, vice-presidente global de busca no Google.
“Sabemos o quanto os brasileiros utilizam a inteligência artificial, como gostam de experimentar novas tecnologias e isso vai possibilitar um avanço muito grande no que a busca pode oferecer para as pessoas”, disse.
A empresa diz que o produto é útil principalmente para tarefas complexas, como comparar produtos, planejar viagens ou entender guias detalhados de instrução. Dados iniciais do Google mostram que a aba com IA tem recebido perguntas mais longas do que na busca tradicional.
No evento realizado nos EUA em maio, a empresa mostrou que o Modo IA poderá se integrar a aplicativos como Shopping e Mapas e unir as pesquisas com anúncios de produtos pesquisados pelos usuários e rotas de roteiros turísticos, por exemplo.
O surgimento de soluções de IA, embora possam representar uma maior comodidade para os usuários, tem acendido o alerta em empresas que dependem do tráfego gerado pela inclusão de seus sites em serviços de busca.
Reportagem do Wall Street Journal de junho, por exemplo, afirma que veículos de notícias americanos como Business Insider, Washington Post, HuffPost e o próprio WSJ foram alguns dos mais afetados pela ascensão da IA generativa. Dados da Similarweb mostram que o tráfego orgânico via busca para esses sites caiu em 55% entre abril de 2022 e abril de 2025.
O Google afirmou na ocasião que prioriza links para veículos jornalísticos e não necessariamente exibe os resumos de IA quando os usuários pesquisam por notícias do dia.
Pesquisa do Pew Research Center publicada em julho mostra que usuários do Google que encontram um resumo de IA na resposta têm menor probabilidade de clicar em links para outros sites do que usuários que não veem um resumo.
Segundo o artigo, usuários cujas consultas geraram um resumo de IA clicaram em um link tradicional (abaixo do resumo) em 8% das visitas. Aqueles que não receberam um resumo de IA clicaram em um link quase duas vezes mais, em 15% das visitas.
A empresa afirma que descobrir conteúdo na web continua sendo sua missão central e que a Busca oferece novas oportunidades para a descoberta de conteúdo.
Como parte da celebração das duas décadas no país, o Google também anunciou que vai expandir seu escritório em Belo Horizonte, onde está sediado o primeiro centro de engenharia da empresa no país, com um novo andar com capacidade para 80 funcionários.
Um outro centro, parte do IPT Open, programa de inovação aberta do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) localizado na USP (Universidade de São Paulo), será inaugurado no primeiro semestre de 2026, em São Paulo.
Além de participar no desenvolvimento de algoritmos da Busca, a equipe de Belo Horizonte também foi responsável por projetos como o Family Link, aplicativo que ajuda famílias a criarem hábitos digitais saudáveis em seu dia a dia, e tecnologias de segurança como as de combate a ataques de phishing e spam.
Também foi desenvolvida no Brasil a integração do sistema de pagamento Pix com as ferramentas visuais Google Lens e Circule para Pesquisar, anunciada nesta quarta.
Ao apontar a câmera do Google Lens para um QR Code de um Pix em um estabelecimento comercial, o usuário será redirecionado para a Carteira do Google para realizar o pagamento. Já a integração com Circule para Pesquisar, um recurso do Android, permitirá que os usuários circulem qualquer chave Pix, como CPF, email ou número de telefone para serem direcionados à carteira.
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Tecnologia
Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026
Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.
Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.
Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.
“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”
Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.
Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.
“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.
Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.
A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.
Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.
Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.
Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.
Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.
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Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.
Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.
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