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Cade volta a analisar na próxima semana inquérito contra Google por uso de notícias na busca

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) volta a analisar na próxima quarta-feira (28) o inquérito administrativo que investiga o Google pelo uso de conteúdo jornalístico em seus serviços de busca.

O processo apura um suposto abuso de posição dominante nos mercados de busca online e de notícias por parte da big tech, que se utilizaria de conteúdo jornalístico de outros sites para reter o tráfego de dentro de suas próprias páginas.

A investigação se arrasta desde 2019. Em dezembro de 2024, a Superintendência-Geral do Cade decidiu pelo arquivamento do inquérito por considerar que não havia indícios suficientes de infração à ordem econômica.

No entanto, o Tribunal do Cade, que tem a palavra final em processos administrativos, decidiu avocar (chamar para análise) o caso no início de abril.
Outro argumento é que a exibição de conteúdo de terceiros pode prejudicar a concorrência e permitir que o Google capture uma fatia maior dos investimentos em publicidade online, pelos quais compete com veículos jornalísticos e outros sites.

O Google defende no processo que não atua diretamente no setor jornalístico e que seus serviços, como a busca e a exibição de trechos de notícias, beneficiam veículos ao direcionar tráfego gratuito para eles.

A empresa argumenta que sua capacidade de gerar receita com notícias é limitada e aponta investimentos em iniciativas para apoiar o setor jornalístico.

Segundo a ANJ (Associação Nacional de Jornais), que buscou recorrer da decisão de arquivamento da Superintendência-Geral, a atuação do Google prejudica os veículos de notícias.

A entidade argumenta que o Google abusa de sua posição dominante no mercado, atuando como um “gatekeeper” (uma espécie de porteiro ou controlador do acesso), já que os veículos de notícias são dependentes de sua plataforma para alcançar leitores e obter visibilidade.

A discussão ganhou força nos últimos anos no cenário internacional, com países como Indonésia e Canadá aprovando medidas que obrigam as big techs a remunerar empresas de mídia, e com a ascensão da inteligência artificial generativa.

Nesta semana, o Google anunciou que a busca por IA ganhará uma aba dedicada no site, correndo atrás de aplicativos populares como ChatGPT, que têm substituído o uso de mecanismos de busca na internet. Desde o ano passado, a empresa exibe resumos gerados pela tecnologia no topo dos resultados para diversos tipos de pesquisa.



Fontes: Notícias ao Minuto

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WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O WhatsApp vai disponibilizar a opção de contas gerenciadas pelos pais e responsáveis para que possam controlar as conversas de menores de 13 anos. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (11) e o recurso estará disponível nos próximos meses.

O ECA Digital determina que plataformas online adotem, por padrão, níveis elevados de proteção para crianças e adolescentes. Pela lei, no entanto, o aplicativo deveria oferecer configurações mais restritivas automaticamente para esse público. No caso das contas gerenciadas, elas são opcionais.

O WhatsApp afirma, no entanto, que esse novo controle não tem a ver com o ECA. A empresa diz que tem trabalhado em um novo tipo de conta para pré-adolescentes há quase dois anos, com base no feedback que recebeu de pais e especialistas ao redor do mundo. E o recurso será lançado globalmente.

Segundo a empresa, para ter acesso à ferramenta, os pais precisarão do próprio telefone e do filho para vincular as contas. Depois de configurada, a conta será controlada pelos pais, que poderão decidir quem pode entrar em contato e de quais grupos o filho poderá participar.

Os pais não terão acesso ao conteúdo das mensagens que os filhos recebem ou enviam, mas vão ser notificados, por exemplo, quando receber algo de um número que não está salvo em seus contatos.

Caso a criança queira enviar mensagem para um novo contato, ela deverá adicionar a pessoa aos contatos, o que enviará um alerta para o pai, mãe ou responsável.

Os pais também vão ser informados quando os filhos receberem convite para entrar em um grupo. Somente a partir da autorização dos responsáveis, eles vão podem fazer parte do grupo. Quando novos contatos forem adicionados ao grupo, os pais também serão notificados.

Nessa configuração, os adolescentes também não terão mais a opção de receber ou enviar mensagens de visualização única.

A empresa disse que o recurso de controle foi criado a partir de uma demanda dos próprios pais, que relataram a necessidade de adaptações no aplicativo para o uso de menores de 13 anos.

Os novos controles e configurações parentais são protegidos por um PIN no dispositivo gerenciado. Somente os pais podem acessar e alterar as configurações de privacidade, garantindo que eles tenham o poder de personalizar a experiência de sua família.

O anúncio da nova ferramenta para o WhatsApp vai ao encontro do que outras redes sociais têm adotado após serem alvo de uma onda de processos judiciais e críticas da comunidade científica de terem criado um ambiente virtual potencialmente danoso para a saúde mental de jovens.

Em fevereiro do ano passado, por exemplo, o Instagram passou a reconfigurar automaticamente as contas de adolescentes no Brasil e em outros países da América Latina. Os perfis dos usuários com menos de 18 anos passaram a ter uma série de restrições, as quais só poderão ser retiradas com a autorização dos pais.

Thiago Tavares, presidente da Safernet Brasil, diz que a introdução de algum tipo de ferramenta de controle no WhatsApp é um avanço ainda mais tendo em vista que esta é a plataforma mais usada pelos brasileiros.

“Sem sombra de dúvida é um avanço, já que 97% da população conectada à internet usa o WhatsApp e não havia nenhum tipo de controle parental até agora. Obviamente, não é uma ferramenta perfeita, mas é uma camada adicional de segurança.”

Para ele, a mudança faz com que o WhatsApp se torne mais seguro para crianças do que seus concorrentes, como Telegram, Signal e Discord, onde não há esse tipo de ferramenta de controle.

Tavares, no entanto, destaca que a efetividade da ferramenta depende de um passo anterior: a verificação etária.

Já o psicólogo social e especialista em educação digital do Instituto Alana Rodrigo Nejm afirma que a criação de novas ferramentas ainda está longe de resolver o problema. “Essas ferramentas colocam uma nova camada [de proteção], mas o ponto principal é a idade mínima. Na própria loja dos aplicativos há uma idade mínima recomendada de 12 anos, e a classificação indicativa não é à toa”, diz.

Segundo o ECA Digital, a partir do próximo dia 17 de março, as plataformas digitais passam a ser obrigadas a aferir a idade de seus usuários. As empresas, no entanto, defendem que a medida é complexa e precisam de mais tempo.

“É um esforço que não é trivial, os órgãos de controle reconhecem a complexidade. Só que, sem a verificação etária, não é possível colocar em prática as ferramentas de controle e proteção que estão previstas no ECA Digital. Por isso, precisamos desse esforço para que os usuários tenham sua idade conferida”, destaca Tavares.

Para ele, apenas as ferramentas de controle não são suficiente para tornar o ambiente digital seguro. Segundo ele, o foco excessivo nessas ferramentas jogam nos pais uma responsabilidade que deveria ser das big techs: a maior regulação nas plataformas. “O ambiente digital continua doente. Não adianta apenas criar um cercadinho para as crianças e achar que elas estão protegidas. As empresas precisam investir mais na moderação de conteúdo.”

Nejm concorda e destaca que ainda há dúvidas sobre o tipo de conteúdo que continuará circulando entre menores, mesmo com contas gerenciadas. Os conteúdos impróprios muitas vezes não chegam por estranhos, mas por outras crianças, “o que mostra que estamos longe de ter ferramentas realmente adequadas”, afirma. Ele também aponta que algumas funções exigem autorização dos responsáveis, enquanto outras apenas enviam notificações, o que pode gerar sobrecarga e dificultar o acompanhamento pelas famílias.

O especialista do Instituto Alana também rebate críticas de que esse tipo de recurso representaria vigilância excessiva. “O ECA digital veda a vigilância massiva, não é disso que se trata”, afirma.

Leia Também: Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos



Fontes: Notícias ao Minuto

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Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Spotify pagou mais de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) à indústria musical em 2025, segundo dados divulgados pela empresa. De acordo com a plataforma, trata-se do maior valor já pago por um único varejista de música em um ano, elevando o total acumulado de royalties distribuídos para cerca de US$ 70 bilhões desde a criação do serviço.

A empresa afirma que mais da metade desses pagamentos foi destinada a artistas e selos independentes.

Os números indicam ainda uma expansão do grupo de artistas que conseguem gerar renda significativa com streaming. Em 2025, mais de 13,8 mil artistas teriam recebido ao menos US$ 100 mil em royalties pelo Spotify, cerca de 1.400 a mais do que no ano anterior.

Os dados fazem parte do relatório “Loud & Clear global”, que analisa anualmente milhões de dados para entender a economia do streaming de música

Segundo a companhia, também aumentou o número de carreiras de alto rendimento na plataforma. Atualmente, mais de 80 artistas geram mais de US$ 10 milhões por ano apenas com royalties do Spotify – valor que, há cerca de uma década, era alcançado apenas pelo artista mais ouvido do serviço.

A empresa afirma que o crescimento ocorre também entre músicos menos conhecidos. O artista na posição de número 100 mil no ranking recebeu mais de US$ 7.300 em 2025, ante cerca de US$ 350 dez anos antes.

O Spotify também destacou o papel de suas playlists editoriais. Entre os artistas que hoje geram mais de US$ 100 mil anuais na plataforma, mais de um em cada dez teria sido inicialmente incluído na playlist “Fresh Finds”, dedicada a músicos emergentes.

Outra informação é que mais de um terço dos artistas que faturam pelo menos US$ 10 mil anuais na plataforma começaram ou mantêm suas carreiras de forma independente, sem o suporte inicial de grandes selos.

Pela primeira vez, a barreira linguística parece ser um obstáculo do passado. Segundo a plataforma, canções em 16 idiomas diferentes alcançaram o Top 50 Global em 2025, mais do que o dobro do registrado em 2020.

Nesse cenário multilingue, o funk brasileiro lidera a expansão com um crescimento de 36% em receita gerada, superando gêneros já consolidados como o k-pop (+31%) e o trap latino (+29%).

Os dados mostram que a carreira de um artista não está mais limitada ao seu país de origem. Em média, apenas dois anos após a estreia, artistas já veem mais da metade de seus royalties virem do exterior. Em 2025, artistas de 75 países diferentes geraram mais de US$ 500 mil em royalties anuais no Spotify. Há apenas um ano, esse número estava restrito a 66 países.

Além disso, a plataforma direcionou mais de US$ 1,5 bilhão em vendas de ingressos para shows em 2025. Cerca de 40% dos artistas em turnê registraram um aumento de pelo menos 10% em sua receita total gerada via Spotify graças à venda direta de bilhetes.

No topo da cadeia produtiva, os compositores também atingiram marcos históricos. Nos últimos dois anos, a empresa pagou cerca de US$ 5 bilhões para detentores de direitos de edição (publishers) e organizações de direitos autorais, um crescimento de 2,5 vezes em comparação aos últimos cinco anos. Somente nos últimos dois anos, o Spotify pagou aproximadamente US$ 5 bilhões para editoras e organizações que representam compositores.

Sam Duboff, responsável pela área de marketing e políticas da divisão de música do Spotify, ainda reforçou em sessão que a empresa vem prestando atenção em artistas criados por inteligência artificial e em uma maior transparência com o ouvinte. Outros pontos ressaltados foram novas formatações para realçar os créditos de músicas, a criação de playlists com o algoritmo do streaming e um posicionamento certo contra a pirataria.

Hoje, o aplicativo de streaming musical tem cerca de 751 milhões de usuários, 151 milhões a mais do que o relatório de 2024 indicava.

Leia Também: Meta compra rede social habitada apenas por agentes de IA; entenda



Fontes: Notícias ao Minuto

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Meta compra rede social habitada apenas por agentes de IA; entenda

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A Meta anunciou a compra da Moltbook, uma rede social semelhante ao Reddit, mas formada exclusivamente por agentes de Inteligência Artificial. O valor da negociação não foi divulgado.

De acordo com o site TechCrunch, os criadores da plataforma, Matt Schlicht e Ben Parr, passarão a integrar a divisão de IA da empresa, a Meta Superintelligence Labs. A ideia é ampliar o desenvolvimento de sistemas capazes de conectar diferentes agentes de Inteligência Artificial para executar tarefas voltadas a usuários e empresas.

Em comunicado, a Meta afirmou que a tecnologia da Moltbook pode abrir novas possibilidades para o uso de agentes digitais em diferentes serviços.

“A entrada da equipe da Moltbook na Meta Superintelligence Labs cria novas maneiras de os agentes de Inteligência Artificial trabalharem para pessoas e empresas. A proposta de conectar esses agentes por meio de um diretório sempre ativo é um avanço importante em um setor que evolui rapidamente”, informou a companhia.

Apesar da aquisição, a empresa afirmou que a plataforma deve continuar funcionando normalmente, permitindo que os usuários sigam interagindo como já faziam antes da compra.

Debate sobre uso de IA ganha força
O avanço das ferramentas de Inteligência Artificial tem provocado debates em diversas áreas, incluindo o setor editorial. Recentemente, milhares de escritores publicaram um livro “em branco” como forma de protesto contra o uso de suas obras para treinar sistemas de IA sem autorização.

Entre os autores que participaram da iniciativa estão nomes conhecidos da literatura internacional, como Kazuo Ishiguro e Ali Smith.

Pressão por novas regras nas plataformas
Enquanto a tecnologia avança, também cresce a pressão por regras mais rígidas para lidar com conteúdos criados por inteligência artificial nas redes sociais.

O Oversight Board, órgão independente que analisa decisões de moderação da Meta, voltou a pedir que a empresa adote políticas mais claras para identificar e controlar esse tipo de conteúdo.

O pedido ganhou força após um caso em 2025 envolvendo um vídeo gerado por IA que mostrava supostos ataques à cidade de Haifa, em Israel, durante tensões com o Irã. O material acumulou mais de 700 mil visualizações antes de ser analisado.

Na ocasião, a Meta inicialmente decidiu não remover o vídeo nem identificá-lo como conteúdo artificial, decisão que acabou sendo revertida pelo próprio conselho.

Para o Oversight Board, a empresa precisa investir em ferramentas mais eficazes para detectar materiais manipulados e implementar medidas como marcas d’água digitais que indiquem quando um conteúdo foi criado com IA.

“A Meta deve fazer mais para combater a disseminação de conteúdos enganosos gerados por Inteligência Artificial em suas plataformas, especialmente quando envolvem temas de interesse público”, afirmou o órgão em comunicado.

A Meta ainda não comentou oficialmente as recomendações e tem até 60 dias para apresentar uma resposta formal.

Google terá três novos programas para startups e prepara reabertura do Campus em São Paulo

O anúncio ocorre às vésperas da reabertura do Google Campus em um novo endereço em São Paulo; sede ficará no complexo do IPT Open e terá mais de 7.000 m² dedicados a inovação e tecnologia

Folhapress | 08:45 – 11/03/2026



Fontes: Notícias ao Minuto

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