Arquitetura

Casa Celina / TAM – Guillermo Elgart

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© Obra Linda

Descrição enviada pela equipe de projeto. Uma pequena casa. Um terreno no bairro Santa Celina, ao sul do Mar del Plata. Um bairro ajardinado da Cidade. Um terreno de centro de quadra, que apesar de ter uma tipologia pampeana, contava com a rua bem abaixo do seu nível natural. À frente, avista-se uma rua ampla e cheia de arvores. Ao fundo, ao norte, um corredor público verde. Muito atípico e ao mesmo tempo muito bonito, um caminho pedonal.

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Apesar dos poucos metros disponíveis para a distribuição do programa, procuramos diversos percursos, podendo chegar a todos os espaços por mais de um caminho à escolha. Esses caminhos começam em um pátio central. Para isso, escavamos o terreno, alargando o nível da rua e assim inserimos uma grande rampa, que, como um pátio de veículos, irrompe no centro do terreno. No lote moldado, repousa uma estrutura que envolve tudo. A casa é definida de forma simples. Simples na construção e simples na estrutura.

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Planta – Térreo
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Planta – 1°pavimento
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Assim, uma linha dupla de colunas metálicas são dispostas paralelamente ao limite do terreno. Sobre elas, de forma perpendicular, apóia-se uma série de vigas invertidas que se estendem da frente para o fundo. Assim, suspensa abaixo delas, uma laje que define todo o espaço e também se dobra nas bordas conformando a caixa e as paredes limites. Por fim, o deck, que é suspenso por meio de tensores metálicos das grandes vigas, deixando assim as colunas em altura dupla. Não há mais elementos decorativos. A estrutura é a casa.

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Esta simplicidade construtiva permitiu-nos exaltar a estrutura e o sistema espacial. Apenas um elemento que aprisiona o espaço dentro e sob ele, e no qual nos movemos livremente. Para ser, para circular. Dentro fora. A linha que define o interior e o exterior se move livremente sob este grande recipiente de espaço. Caminhos e relações espaciais. Vazamentos constantes em todas as direções enquanto você caminha sob um único plano.

Investigar a multiplicidade de situações espaciais foi a premissa deste trabalho. A casa é um passeio, é poder estar em qualquer nível, é dentro e fora, é para cima e para baixo. A casa desenvolve-se sem definição de níveis, encontra-se no espaço. A sala é o piso e é a poltrona e é o exterior e é o deck e é a galeria e o parque está abaixo e está acima.

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Axonométrica explodida
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A relação mais procurada é a espacial. O shell onipresente liga todos os espaços e os ordena. Todo mundo está sob ele. Todo o mundo. Os de ser e os de circular. A galeria e o setor de churrasqueiras, o carro e até as árvores estão contidos sob e dentro do jogo estrutural… os espaços se olham… Vivendo com o mínimo como se fosse o máximo.






Fonte: Archdaily

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