Arquitetura
Centro de Capacitação CODEC – Kuakata / Community Development Centre (CODEC)

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O Centro de Capacitação de Kuakata, projetado pelo CODEC Design Studio, é uma instalação construída com o propósito de apoiar o desenvolvimento de habilidades e a capacitação das comunidades costeiras em Bangladesh. Posicionado perto de assentamentos pesqueiros, zonas ecológicas e rotas turísticas, oferece treinamento residencial em gestão de recursos costeiros, turismo sustentável e preparação para desastres. Desenvolvido através de um processo de construção em fases, o projeto enfatiza qualidade, sustentabilidade e relevância contextual. Contratantes e trabalhadores locais foram envolvidos desde o início, garantindo não apenas eficiência na construção, mas também transferência de habilidades e apropriação da comunidade sobre o centro.

A resiliência climática é o eixo central da abordagem arquitetônica. Considerando a vulnerabilidade de Kuakata a ciclones, inundações e intrusão salina, as edificações foram elevadas para resistir às variações sazonais do nível da água. Estratégias de resfriamento passivo reduzem a dependência de sistemas mecânicos de climatização. Um extenso corpo d’água localizado ao sul funciona como reservatório de água doce em uma região onde a água subterrânea é frequentemente salina ou contaminada por arsênio, além de melhorar o conforto térmico ao resfriar a brisa do sul antes de entrar na edificação. A ventilação cruzada e a iluminação natural são otimizadas por meio de jalis, que filtram a luz solar direta e reduzem o ganho térmico interno. Estruturalmente, o volume combina paredes de tijolos produzidos localmente com vigas e coberturas em concreto armado, garantindo durabilidade e resistência adequadas às condições extremas impostas por ciclones e tempestades tropicais.

As escolhas de materiais refletem um equilíbrio entre resiliência, responsabilidade ecológica e identidade cultural. Tijolos feitos localmente reforçam o artesanato regional, enquanto características de construção verde, como sistemas de energia solar e unidades de captação de água da chuva, reduzem a pegada ambiental e promovem a autossuficiência.

A disposição interna apoia uma variedade de necessidades programáticas. Juntamente com salas de aula e auditórios, o centro inclui instalações residenciais para trainees e facilitadores, espaços de refeição que enfatizam alimentos frescos e de origem local, e áreas de encontro multifuncionais. Pátios externos, passarelas sombreadas e zonas paisagísticas criam oportunidades para interação informal e relaxamento, fomentando um senso de comunidade dentro do ambiente de aprendizagem.


Além de funcionar como uma instalação educacional, o centro atua como uma plataforma para aprendizado experiencial. Sua localização próxima à costa permite que os programas de treinamento integrem visitas de campo, conectando os participantes com as dinâmicas ambientais, econômicas e culturais da região. Essa abordagem imersiva aprimora tanto o conhecimento prático quanto a conscientização comunitária.

Em última análise, o Centro de Capacitação de Kuakata é concebido como sendo mais do que uma instituição—é um espaço transformador que entrelaça educação, responsabilidade ambiental e desenvolvimento comunitário. Através da construção participativa, design sensível ao clima e operações sustentáveis, ele se destaca como um modelo para o desenvolvimento costeiro resiliente em Bangladesh e além.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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