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Centro de Pesquisa em Arquitetura e Cultura de Terra (Xi’an) / OnEarthStudio

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Cortesia de OnEarthStudio

Descrição enviada pela equipe de projeto. O edifício original apresenta uma estrutura metálica com uma planta retangular, alongada de norte a sul e mais curta de leste a oeste. É composto por dois volumes imediatamente adjacentes de alturas diferentes: O volume sul, mais baixo, possui um único andar, formando um grande espaço indivisível, enquanto o volume norte, mais alto, abrange dois andares, incorporando um espaço de pé-direito duplo de 9 metros em sua junção com o volume inferior.

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A organização espacial interna é guiada por requisitos funcionais, dividida em três zonas: exposição, experimentação e escritório. Estas são agrupadas em duas áreas com base na acessibilidade pública: o espaço de exposição, ocupando todo o volume sul no térreo, foi projetado para estar regularmente aberto ao público, atuando como uma extensão deliberada do espaço público do bairro. Os espaços de experimentação e escritório, relativamente privados, estão distribuídos pelos níveis térreo e superior do volume norte. O espaço de pé-direito duplo, servindo como uma fronteira compartilhada entre essas duas áreas, emerge naturalmente como um núcleo espacial central no projeto.

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Diagrama
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Dentro desse espaço de pé-direito duplo, introduzimos dois novos volumes no nível superior: um é uma sala de reuniões e um corredor aberto voltado para o vazio; o outro é um pequeno escritório posicionado na borda norte do espaço de pé-direito duplo, separando a zona pública da área aberta de escritórios. A sala de reuniões e o corredor atuam como extensões da zona privada, parecendo flutuar na área pública. Este desenho não apenas desfoca as fronteiras entre o público e o privado, mas também enriquece a experiência espacial dessa interface.

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Em última análise, todas as experiências espaciais dependem da realidade tangível dos materiais, exigindo que o projeto enfrente questões práticas específicas. Com um orçamento muito limitado, os materiais escolhidos foram todos itens “comuns” prontamente disponíveis no mercado de materiais de construção: aço estrutural, tijolo vermelho, compensado e ripas de madeira. Além disso, antecipando a qualidade de construção imprevisível, fomos altamente vigilantes desde o início sobre quaisquer detalhes ou técnicas que não pudessem garantir um acabamento básico. Isso exigiu que os detalhes construtivos fossem os mais simples e diretos possível, recorrendo a métodos convencionais.

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Dentro dessas estratégias de baixa tecnologia, nascidas de restrições práticas, reside o desejo habitual do arquiteto de abraçar novos desafios. Por exemplo, a laje adicionada na sala de reuniões: escolhemos construí-la usando uma abóbada de tijolo com nervuras de aço estrutural (abóbada catalã). Dez vigas de aço em forma de “H” (120x85mm), espaçadas a 630mm, formaram o esqueleto, com tijolos vermelhos colocados em abóbadas entre elas, cobertos com um preenchimento de concreto. AA história da abóbada de tijolo é antiga, com uma longa tradição no noroeste da China de construir habitações escavadas com abóbadas de tijolos de terra, conhecidas como gu yao (箍窑). Toda a nova laje é sustentada por uma grande viga em ‘H’ e um pilar de aço maciço com 14 cm de diâmetro.

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Omitimos decisivamente quaisquer elementos considerados não essenciais. Essa contenção permitiu que o projeto se concentrasse mais intensamente em expressar honestamente os materiais e a construção. Embora possa parecer desajeitado e trabalhoso, foi um equilíbrio natural entre lógica e intuição. Os materiais se expressam, e quando o “trabalho manual” é feito de maneira apropriada, um poder bruto e uma poesia emergem. Como observou o arquiteto Liu Jiakun, “a arquitetura é sobre manipular a matéria até que dela emerja o espírito”.

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Fonte: Archdaily

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