Arquitetura
Jardim de Infância African Flow / Urbanitree

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- Área:
1600 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. African Flow: Uma arquitetura que educa para a África emergente – Um jardim de infância em Camarões reimagina os espaços educacionais ao se basear nos princípios da arquitetura ancestral africana. Sua abordagem educacional promove uma conexão emocional entre as crianças e os espaços que moldam suas atividades diárias de maneira fluida e intuitiva. Os arquitetos Vicente Guallart e Daniel Ibáñez projetaram um edifício de baixa tecnologia, trabalhando com artesãos e recursos locais, utilizando madeira e terra batida como resposta às pressões de desenvolvimento acelerado.



O projeto do jardim de infância surge do desejo de desenvolver novos métodos educacionais na África. Esta instalação escolar, iniciada pelas Filhas Missionárias da Sagrada Família de Nazaré e localizada em Soa, perto de Yaoundé, a capital de Camarões, é organizada como um sistema contínuo de ecossistemas: montanha, savana, vila e floresta, que conectam as crianças com suas origens e cultura. Na escola, as crianças se deslocam ao longo do dia através de uma transição fluida entre diferentes espaços, onde desenvolvem habilidades em contextos variados e interagem com seus colegas e a comunidade escolar em múltiplas escalas de relacionamento.




A escola é construída em torno de um pátio central, onde os espaços internos, organizados em quatro ecossistemas, estão conectados por um corredor. Cada ecossistema possui componentes que as crianças podem reconhecer e que ajudam a organizar suas atividades escolares diárias: *Montanha: Um lugar de inspiração e criação, com uma gruta a qual permite que as crianças se isolem em momentos de introspecção. *Vila: Um espaço de troca e interação social, incluindo uma capela projetada como um ambiente abstrato onde a luz e as paredes perfuradas incentivam o silêncio e a reflexão comunitária. *Savana: Uma grande área linear que facilita a reunião das crianças em um formato educacional que lembra uma “fogueira”, permitindo que elas brinquem no chão e em assentos nos degraus. *Floresta: Um espaço de transição entre interior e exterior, com uma árvore construída semelhante a uma estrutura de Lego que pode ser habitada, situada ao lado de uma pequena floresta natural.

Ao longo do dia, as crianças participam de atividades que respondem aos espaços em que estão alojadas. Essas atividades incluem a assembleia geral, onde se reúnem com os professores; estimulação através de informações; exercícios utilizando barras e escadas; reflexão em um espaço que inspira espiritualidade; hora do recreio no pátio central; exploração em pequenos grupos; experimentação no laboratório de materiais; e sessões de música utilizando instrumentos locais. O design da escola é influenciado por sistemas de construção simples e padrões geométricos primitivos que surgem naturalmente da aplicação dos materiais escolhidos. Além disso, a topografia original do local possibilitou a construção de um segundo nível, que inicialmente funcionará como a residência da comunidade responsável pelo jardim de infância.


Uma Abordagem Inovadora para a Construção Utilizando Materiais Locais – Construir em um país africano um projeto desenvolvido por uma equipe europeia pode ser considerado um processo de aprendizado mútuo. O objetivo era descobrir como um projeto modesto poderia simultaneamente inspirar a comunidade local, transmitir novas técnicas de construção e ressoar em uma escala global. Na contemporânea economia global, o termo “progresso” frequentemente se refere à implementação de processos, sistemas e materiais industrializados que visam padronizar resultados. Neste caso, o objetivo era não apenas projetar e construir uma edificação, mas também reinventar o processo de construção em Camarões. Isso envolveu o uso de materiais locais de baixa emissão de carbono, o estabelecimento de acordos com fornecedores para comercializar seus produtos localmente, a capacitação de trabalhadores e a educação de professores para apresentar o projeto como parte de uma pedagogia social que reforça o empoderamento coletivo.




Para construir o African Flow, foi realizada uma investigação abrangente para engajar fabricantes locais que normalmente exportam seus produtos para a Europa ou China. Subsequentemente, a estrutura foi construída a partir de azobé, uma madeira de alta densidade obtida localmente, que se distingue por sua resistência a cupins. A construção foi realizada por trabalhadores locais que não tinham experiência anterior com madeira, promovendo assim um processo de aprendizado coletivo que pode ser replicado em projetos futuros e promover a construção de baixa emissão no contexto da urbanização rápida. As paredes são feitas de tijolos de terra batida (não cozidos) que empregam vários padrões, permitindo que a luz entre no interior. Consequentemente, há uma continuidade entre a terra avermelhada local e o volume que repousa sobre ela. Um fornecedor local de tijolos de terra foi selecionado, utilizando tecnologia de fabricação muito básica. No interior, madeiras locais como iroko, sapele, doussie e movingui são utilizadas. Internacionalmente, elas são classificadas como madeiras tropicais e geralmente são caras; no entanto, são frequentemente empregadas como materiais de construção em Camarões.



A torre de água do complexo, que normalmente é construída de concreto, foi reimaginada como uma estrutura espacial de madeira que é coberta com uma superfície fotovoltaica. Isso garante o fornecimento ininterrupto de eletricidade e água em um ambiente caracterizado por frequentes quedas de energia. O resultado é um espaço facilmente identificável pela comunidade, construído utilizando arquitetura ancestral que foi adaptada ao ambiente. O projeto incorpora materiais e cultura locais, e emprega padrões geométricos e sistemas de construção que são notavelmente simples. Nos anos seguintes, o complexo se expandirá para oferecer um ciclo educacional completo, abrangendo desde o jardim de infância até o ensino médio.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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