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Laboratório de Vida Urbana / Su Chang Design Research Office

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© Kris Provoost

Descrição enviada pela equipe de projeto. O design do Pavilhão Re:Tai Kok Tsui combina artesanato local em aço galvanizado e elementos de bambu laminado para criar um espaço comunitário que transforma o bairro de Tai Kok Tsui. A forma fluída cria uma imagem das ondas em movimento e reativa a memória coletiva do público sobre a qualidade espacial única de Tai Kok Tsui entre o mar e a terra, provocando uma nova visão do futuro urbano de Tai Kok Tsui.

© Eugene Chan
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Espaço Público em Paisagem Urbana de Alta Densidade — Tai Kok Tsui é uma das regiões de renovação urbana mais rápida de Hong Kong. Mais de dois terços dos edifícios têm mais de 40 anos e enfrentarão projetos de reconstrução e renovação em diferentes graus nos próximos 15 anos. Tai Kok Tsui também é uma das comunidades mais densamente povoadas de Hong Kong, com uma densidade populacional de 180 pessoas por 1.000 metros quadrados, o que é 6 vezes a densidade populacional média em Hong Kong, mas o espaço público per capita para recreação é de apenas 0,43 metros quadrados. Nesse contexto, o foco do design da vida urbana está em criar espaços públicos de qualidade para comunidades marcadas por edifícios envelhecidos, alta densidade e processos de renovação acelerados.

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© Leon Xu Liang

História Urbana e Propriedade Espacial — Tai Kok Tsui foi, em tempos passados, um importante polo de estaleiros em Hong Kong, abrigando uma próspera indústria de construção e reparo naval antes das obras de aterro. Com sucessivas intervenções de aterramento e desenvolvimento urbano ao longo da história, a região acumulou uma rica estratificação e textura urbana, marcada por múltiplas camadas de histórias e vivências. A área onde hoje se localiza o projeto era originalmente um abrigo contra tufões. Após o aterro, a propriedade, bem como os direitos de gestão e manutenção, passaram a ser compartilhados por diversos grupos e instituições, como o governo, empresas de metrô, incorporadoras e ONGs. Nesse contexto complexo, criar um espaço público de alta qualidade em um território com múltiplos proprietários representa um dos principais desafios de projeto.

© Leon Xu Liang
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Cobertura Pública —O projeto propõe uma cobertura pública que oferece alívio ao clima subtropical, criando um espaço de encontro e convivência para os moradores da comunidade, ao norte do Olympian City II. Com geometria em forma de concha, a estrutura é concebida em torno das palmeiras já existentes, maximizando as áreas de sombra e permitindo a livre circulação do vento pelo espaço público. Atuando como uma plataforma urbana para reativar espaços subutilizados, o pavilhão valoriza o contexto local e estabelece um espaço coletivo enraizado no bairro em transformação de Tai Kok Tsui.

© Kris Provoost
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A forma geral do pavilhão responde às condições específicas do local, oferecendo proteção contra a intensa luz solar do sudoeste durante o verão e permitindo a entrada de luz refletida nos meses de inverno. A estrutura em forma de concha, construída com um compósito de bambu e chapa de estanho, favorece a drenagem direta da água da chuva para a praça de tijolos permeáveis que circunda o espaço. Além disso, a baixa capacidade térmica do bambu contribui para a criação de um ambiente naturalmente fresco e confortável para descanso. Integrada às palmeiras existentes, a cobertura também forma um espaço naturalmente ventilado, adaptado às características climáticas do regime de monções subtropicais.

© Leon Xu Liang
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Cultura Material – Aço Galvanizado & Bambu — Inspirando-se no patrimônio do local como um estaleiro significativo e abrigo contra tufões, colaboramos com metalúrgicos locais para revitalizar a tradição do artesanato em aço. Misturando técnicas tradicionais com métodos de fabricação contemporâneos, criamos uma abordagem híbrida que integra bambu e aço, preservando a memória coletiva das culturas materiais únicas do local entre o mar e a terra.

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O sul da China tem uma rica história de cultivo, colheita, processamento e utilização de bambu na construção. Desenvolvemos técnicas para produzir materiais de bambu colado para fins estruturais por meio de parcerias com fabricantes. Como a primeira estrutura de bambu colado em Hong Kong, o projeto alcançou uma redução de 75% nas emissões de carbono incorporadas em comparação com sistemas de aço, levando a uma estimativa de redução de 7 toneladas de CO2.

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Design Participativo — O processo de design incorpora o engajamento de partes interessadas, como reuniões, exposições, oficinas e seminários para reunir opiniões da comunidade. Extensa pesquisa, observação e questionários foram realizados com usuários regulares do local destacando a necessidade de sombra para animar esse espaço urbano vazio no centro da cidade. O projeto serve não apenas como uma área de descanso, mas também como um ponto focal para reuniões comunitárias e atividades educacionais dentro do bairro em evolução.

© Leon Xu Liang
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Construção Circular — O projeto foi criado para ser reutilizado em diferentes fases e locais. Na Fase 1 ele serve como um catalisador e modelo. Após doze meses, o projeto fará a transição para a fase 2, e cada um dos cinco módulos será desmontado, realocado e remontado em novos locais enfrentando desafios semelhantes de renovação urbana. O objetivo é estabelecer um sistema de construção circular, negativo em carbono e baseado em biocompostos, integrando materiais de bambu de origem local e estrutura tradicional em aço, trazendo novos valores de design sustentável para materiais de construção tradicionais.

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Fonte: Archdaily

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