Arquitetura
Mostra oferece imersão dentro do universo das casas pré-fabricadas no Japão

Organizada pela Japan House São Paulo, a exposição traça a evolução das construções pré-fabricadas no país desde os anos 1950 A nova exposição da Japan House São Paulo vai te levar à uma imersão dentro do universo das casas pré-fabricadas no Japão. Chamada Anatomia pré-fabricada: um morar no Japão, a mostra traça a evolução das construções pré-fabricadas no país desde os anos 1950 – a técnica, que consiste na produção de partes da edificação em fábrica, permite construções mais rápidas, eficientes e sustentáveis. Com curadoria de Yoshikuni Shirai, professor da Universidade de Keio, e Natasha Barzaghi Geenen, a exposição fica em cartaz entre 1º de julho e 12 de outubro.
Na área externa, esta casa construída exclusivamente para a mostra convida os visitantes a uma experiência imersiva nas casas tradicionais japonesas
Marina Melchers
“As casas pré-fabricadas fazem parte do contexto japonês desde a Segunda Guerra Mundial, quando uma severa escassez de moradia levou a necessidade por construções mais rápidas e eficientes”, explica Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House e curadora da exposição.
A exposição traça a evolução das construções pré-fabricadas no país desde os anos 1950
Marina Melchers
Um dos destaques da mostra é uma casa da série NESTING, desenvolvida pela startup VUILD. A empresa permite que os clientes encomendem suas próprias casas pré-fabricadas de forma on-line, que chegam em formato de kits com peças pré-produzidas em madeira – pensados para serem montados pelos próprios usuários, familiares e amigos. A ideia foi concebida para solucionar a falta de mão de obra qualificada no Japão.
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A casa da série NESTINGS mostra a estrutura e planta de uma casa pré-fabricada japonesa desenvolvida pela startup VUILD
Marina Melchers
“Através de um corte vertical, os visitantes podem entender a ‘anatomia’ da casa”, conta Natasha. Dessa forma, é possível observar os componentes da casa apresentados separadamente, o que permite uma compreensão aprofundada do processo construtivo. “No chão, ainda, linhas marcam a extensão da residência, e como cada cômodo se divide na planta”, completa.
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A residência é entregue aos clientes no formato de kits fáceis de montar, pensado para driblar a falta de mão de obra qualificada no Japão
Marina Melchers
Outro projeto em destaque é o Marebito no ie, também da VUILD, voltado à revitalização de regiões montanhosas que sofrem com a queda populacional. Apresentado em forma de maquete, sua proposta é funcionar como moradias compartilhadas feitas com madeira CLT, extraída de florestas locais, promovendo uma ocupação rotativa que vai além do turismo convencional.
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Esta maquete do projeto Marebito no ie mostra uma solução pré-fabricada para ser implementada em áreas rurais japonesas
Marina Melchers
Para completar, no espaço externo da Japan House, há uma área interativa construída especialmente para a exposição inspirada nas casas tradicionais japonesas, onde adultos e crianças podem experimentar a versatilidade dos espaços com tatames e divisórias móveis. “Os tatames eram – e ainda são – utilizados para delimitar os espaços dentro das casas tradicionais japonesas. Os cômodos eram pensados a partir da quantidade e disposição deles”, relata Natasha.
A mostra ainda conta com uma linha do tempo, detalhes dos materiais e montagens, e outros recursos utilizados na construção destas residências
Marina Melchers
A exposição convida o público a refletir sobre a adaptação dessas soluções ao contexto brasileiro, incentivando o debate sobre habitação sustentável e possíveis colaborações entre Brasil e Japão. Ao longo da programação, também serão oferecidas atividades acessíveis e educativas, reforçando o compromisso com sustentabilidade, inclusão e consciência coletiva.
Anatomia pré-fabricada: um morar no Japão
Local: Japan House São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo – SP
Data: 1º de julho a 12 de outubro de 2025
Horários: Terça a sexta, das 10h às 18h | Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Japan House São Paulo.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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