Arquitetura
Museu da Libertação de Manisa / Yalin Architectural Design

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. O Museu da Libertação de Manisa (MKM) foi concebido como um espaço de memória dedicado a comunicar o movimento popular civil que se desenvolveu de forma independente do poder central na região de Manisa entre 1918 e 1923. O projeto articula os vestígios remanescentes das estruturas originais de alvenaria portante, pedra e tijolo — sobreviventes ao incêndio — com a tradição local do uso do tijolo em Manisa, cuja origem remonta a períodos arcaicos. As 14 câmaras independentes em tijolo, construídas integralmente com técnica estrutural portante, apresentam diferentes momentos históricos como uma experiência sequencial.


Essa sequência materializa pontos de inflexão específicos da história ao evidenciar o estado emocional próprio de cada espaço. Arcos, abóbadas, cúpulas e coberturas em forma de tenda em tijolo produzem tensões espaciais variadas — como claro e escuro, estreito e amplo, baixo e alto. A geometria de cada ambiente é definida por detalhes singulares. Assim, o visitante vivencia os acontecimentos do período não apenas por meio da leitura, mas através de uma experiência corporal e sensorial do espaço.



No processo construtivo, foi inicialmente executada uma base de concreto para as câmaras, que foram erguidas com dois formatos distintos de tijolo. Em seguida, moldes de madeira foram preparados e, na etapa final, as paredes portantes em tijolo foram assentadas sobre esses moldes. Nas salas abobadadas, em forma de tenda ou de cúpula, o ritmo da alvenaria nas superfícies internas revelou-se plenamente apenas após a retirada dos moldes, conferindo ao processo construtivo um caráter surpreendente e singular.


O acesso a esse espaço narrativo semi-enterrado, dedicado à história recente, ocorre por meio de uma rampa tripla. O hall de entrada principal foi concebido como uma forma semi-elíptica e indefinida. Lajes abobadadas de concreto e arcos de tijolo caracterizam esse ambiente, que remete ao interior do ventre de uma baleia. Esse espaço central funciona como um grande foyer, conectando-se a diversas áreas do museu. A partir dele, o percurso contínuo da história de Manisa — do contexto da Primeira Guerra Mundial ao incêndio da cidade e sua posterior reconstrução — é apresentado em nove salas narrativas, cada uma com diferentes intensidades emocionais.


O nível superior da edificação, inteiramente construído em tijolo estrutural, foi projetado como um parque público. Os moradores que atravessam esse espaço podem não perceber a densa narrativa histórica que se desenrola sob seus pés. Ainda assim, os volumes do museu emergem no parque como elevações e obstáculos, transformando-o em um jardim com compartimentações internas próprias.



O principal objetivo do museu é transmitir o profundo trauma e a história de resistência e reconstrução vivida por Manisa — uma cidade que continua sua vida cotidiana logo ao lado — a cidadãos e visitantes de todas as idades. Para isso, foram utilizados diversos dispositivos arquitetônicos e narrativos, que vão desde salas de caráter mais informativo até espaços de forte carga sensorial, além de narrativas em que o papel das instalações se torna central.


O MKM pode ser descrito como uma inserção arquitetônica semi-arcaica e multifacetada, que busca estabelecer conexões entre o passado, o presente e até mesmo o futuro.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
LEIA MAIS
A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


