Arquitetura
Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’; entenda

Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’
Reprodução/ Christie’s International Real Estate
O estonteante palácio Ca’Dario, em Veneza, na Itália, está à venda por £17 milhões (R$ 122 milhões, na cotação atual) e atrai possíveis compradores na Europa. O imóvel do século 15 ganhou uma sedutora repaginada, mas sua fama de “amaldiçoado e assombrado” é um empecilho a ser superado por seu próximo proprietário.
Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’
Reprodução/ Christie’s International Real Estate
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Reprodução/ Christie’s International Real Estate
Anunciada pela imobiliária Christie’s International Real Estate, a propriedade batizada de Ca’Dario é descrita como uma joia arquitetônica de autoria do arquiteto suíço Pietro Lombardo (1435–1515). Foi ele quem remodelou o palácio para Giovanni Dario (1414–1494), secretário do Senado veneziano. Assim, nasceu a magnífica fachada, decorada com incrustações circulares de mármore.
Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’
Reprodução/ Christie’s International Real Estate
Em 2024, o imóvel ganhou o noticiário ao ser colocado à venda. Seu valor histórico foi lembrado juntamente com o passado de infortúnios de seus moradores. Dario, seu dono original, morreu sem ver a casa pronta. Marietta, sua filha, herdou o imóvel e decidiu morar lá com o marido, que acabou sendo assassinado. Abalada, ela cometeu suicídio. O filho do casal também foi morto na Grécia.
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Reprodução/ Christie’s International Real Estate
Nos anos seguintes, outros proprietários do palácio enfrentaram uma série de fatalidades, como falências, doenças misteriosas e acidentes trágicos. Assim, a fama de amaldiçoado se espalhou pela crendice popular, o que não é favorável à agência imobiliária responsável pela venda.
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Reprodução/ Christie’s International Real Estate
“Se você observar qualquer palácio em Veneza com 500 anos de idade, verá que, é claro, muitas coisas trágicas aconteceram ao longo dos séculos. Já estive na propriedade umas 150 vezes e posso afirmar que nunca senti um arrepio na espinha — a menos que as janelas estivessem abertas no meio do inverno”, defendeu Arnaldo Fusello, da Christie’s International Real Estate, ao The Telegraph.
Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’
Reprodução/ Christie’s International Real Estate
“Está de volta ao mercado há pouco tempo, mas já recebemos muito interesse de potenciais compradores”, completou. Um dos principais atrativos é que o imóvel passou por uma avaliação completa em 2025 por seu último proprietário, que constatou a conformidade integral da construção.
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Reprodução/ Christie’s International Real Estate
Segundo a imobiliária, um grande projeto de renovação foi realizado no final do século 19, preservando a fachada e renovando completamente o interior com um toque renascentista.
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Reprodução/ Christie’s International Real Estate
O Ca’Dario tem quatro andares, onde estão distribuídos nove quartos, oito banheiros, grandes salões e um terraço com vistas panorâmicas. “O piso térreo, com acesso tanto pelo Grande Canal quanto pela rua nos fundos, abre-se para o jardim e possui um amplo hall com colunas, um poço de mármore vermelho, uma grande lareira e uma elegante escadaria de mármore que leva ao primeiro andar nobre, onde se encontra uma fonte”, descreve o anúncio.
Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’
Reprodução/ Christie’s International Real Estate
O segundo piso conta com salões adornados por lustres antigos de Murano. O terceiro andar é composto pelos quartos e por uma varanda com vista para o jardim. A renovação do século 19 incluiu ainda a escadaria, as chaminés externas, os fogões de majólica, esculturas na sala de jantar do segundo andar nobre e uma ampla estabilização e substituição do mármore da fachada.
Palácio histórico em Veneza à venda por R$ 122 milhões tem fama de ‘amaldiçoado e assombrado’
Reprodução/ Christie’s International Real Estate
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Reprodução/ Christie’s International Real Estate
Veja fotos do Ca’Dario:
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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